Entrei no banheiro não apenas pelo fio de sangue que desceu entre minhas pernas alvas. Entrei porque a festa já não me fazia sentido. Mesmo eu não querendo procurar algo racional naquilo.
Agarrei a latrina como uma bóia em naufrágio no alto mar ou um travesseiro confortante em cima de lençóis frescos e brancos. O cheiro de urina no ambiente me recolocou de volta à realidade. Não sei o que me deu mas passei a língua na louça, apreciei o gosto. Acre, nojento. Não conseguia abrir os olhos por completo. Enfiei os dedos entre minhas pernas. Umedeci por completo e com o indicador desenhei um coração na tampa do vaso. Vermelho vivo. Então merecidamente desfaleço.
Manhã clara, ajeito meus seios no que restou de um soutien. Destranco a porta do banheiro, ignoro a todos que dormem em meio ao chão. Acho uma cozinha, busco pó de café. Faço-o forte, sem açúcar. Saiu pelo corredor do prédio. No elevador um senhor estranha minha caneca de café quente. Ignoro-o. Então percebo que não é a xícara e sim minhas mãos ainda marcadas com o sangue ressecado.
O senhor sorri comportado. Eu devolvo o sorriso junto com a xícara vazia. Dou as costas saindo apressadamente do elevador. Pego um táxi e ainda foi possível ver o mesmo senhor tentando uma atenção minha. Viro meu rosto.
O motorista me questiona sobre algum destino. Demoro para responder, ele parece entender.
- Aeroporto por favor.
Busco na calcinha minhas últimas cédulas. No aeroporto me senti feliz. Vou ao saguão. Ana me aguardava. Óculos escuros, sorriso escondido. Mochila enorme nas costas. Vem ao meu encontro, me olha por inteiro. Se agacha. Toca minhas pernas, desce roçando e enfia suas mão por debaixo do vestido. Sobe calmamente e agarra minha calcinha e levemente a puxa para baixo. Observa a peça avermelhada, com cheiro forte, de fêmea. Ela a joga no chão próximo e segue para o embarque.
Não nos falamos por um bom tempo dentro do avião. Ana me olha, sorri umedece seu dedo no vinho e desenha um coração na janela.
Sorrimos.
O texto abaixo ainda está incompleto. É um texto difícil porque mescla ficção e realidade em doses não reveladas abertamente. Fiz uma promessa de coloca-lo no ar. Logo estará completo.
ATIRANDO PEDRAS NAS ESTRELAS
A fina camada de juízo que recobria minha razão achou de se despregar sem prévio aviso. Foi-se como uma luxúria mal vinda, mudança de cobra ou até mesmo como um corpo que se deu conta de não estar no seu habitat natural. Assim: frágil, trêmulo, este capengava amparado por escoro ou por sorte. Com as razões expostas, desprotegidas, vulneráveis a toda variedade do que consideramos os maus pensamentos. Porém o que vem a ser eles afinal?
Hoje sei que nunca saberei. Fortaleço-me daquilo que me atiça, que ínsita o bombeio do sangue, avermelha a pele e aviva os olhos. Secando o céu da boca, roçando a língua nos lábios, entreabrindo as pálpebras imitando felino em início de caça. O disparo, a corrida, quatro patas se alternando, cortando a virgindade do vento, açoitado por mata hostil, olhos no alvo. O salto! Cravada de dentes e garras. A luta da vítima o rolar no chão enquanto tudo é encoberto por poeira. Assim juntos como um só. O debater do corpo aumenta aquilo que tu supunhas extinguir. O Cheiro do suor, do sangue, seus arranhões intencionais ou não. Tudo avermelha minha íris. Então a calma, bonança. Mesmo assim finco meus dentes com mais força. Porque sempre quero. O que vem a ser os maus pensamentos afinal? Seus cabelos longos jazem em meu peito.
Falaram ao meu ouvido que a distancia fazia neblina nas lembranças mais fortes. Mentira. Mesmo com o Sol a testar meu limite e com o cheiro de gasolina a me lembrar das milhas que estão a minha frente sinto teu suor. Jogo a garrafa de água na minha nuca. Curto o prazer do momento. Tento tê-los aos montes. Curtos e constantes. Terapia insana.
Tanque cheio. Momento de reflexão. Estou em silêncio enquanto Augusto folheia um mapa carcomido. Nosso mapa. Puído, gasto, engordurado, faltando partes, riscado com grafite e tinta. Guardado em bolso, prensado por Jeans, molhado pelo púbis, esquecido pelas urgências e lembrado sempre que a estrada nos indica a solução; nosso Mapa.
- Quero um banho. Um banho e um bar beira de estrada. Uma Fêmea.
Não o respondo. Continuamos fitando o infinito. Então olho para ele. Ele corresponde, então olhamos para o chão. Nos demos conta. Ainda não tínhamos nos desligado dos cabos, fios e condutores. Tudo aquilo ainda se arrastava atrás de nós como carga de pecado, entojo nojento atolando nossos quereres, almejando criar nova camada de razão. Aquela da qual nos livramos ainda há pouco.
Quando o carro acelerou estava agarrado à cabeceira do banco, fazendo o que nunca gosto: olhando para trás. A estrada é diferente quando vista desta forma. A listas no asfalto brotam em vez de serem tragadas. O rádio chiava já há algumas horas. Nenhuma estação sintonizada. Vontade de não ouvir voz humana. Daí, talvez, o porquê daquele silêncio. O capô do carro tremulava, parecia querer despregar. A velocidade sempre foi uma paixão do Augusto. Não apenas ela, mas tudo que lembrasse a passagem rápida, o desafio ao tempo. Cheiro nos dedos a pasta de insetos esmagados que tentei tirar do vidro. Nojo e asco. Mas, válidos porque o Augusto mostra um sorriso perdido. Ele ainda está por aqui. Tranqüilizo-me e tento adormecer no banco.
A porta do carro só foi aberta com forte empurrão. Vejo então uma pessoa determinada. Rindo, e isto me deixa intrigado. Teria dormido tanto assim?
_ Este bar vale a pena. Pegue a sacola.
Então tento me localizar. Já é noite. Terra de chão batido, fios que teciam a rua com lâmpadas amarelas balançando com brisa leve. Atraindo toda sorte de mosquitos para voar ao seu redor. Céu estrelado. Cheiro de sereno, gostoso, frio, forte. Encho meu peito. Prendo o ar. Solto pela boca, ritmado. Ajudado por melodia que provinha daquilo que o Augusto há pouco chamou de bar. Candeeiro a gás chama forte e fumaça preta que tremulava toda a parede. Nos escoramos no enorme balcão de madeira, sondando.
Então não mais que de repente ela passou rápida, saindo por detrás do balcão onde estávamos para entrar por uma portinhola lateral, sumindo. Mas foi o bastante. Foi um bastante por ser uma fêmea. E este tipo de beldade não precisa se mostrar tanto. Ela não marca pelo que supostamente se vê. Ela atiça outros sentidos bem mais nobres. Alavancados pelo subconsciente. Berço daquilo que a razão não alcança. Onde somos puros e temos a herança de todas as nossas existências passadas. Onde só há o que importa. Pedra a lapidar. Onde estaremos quando nos cansarmos de tudo que no momento julgamos ser, e que na verdade não damos a mínima.
Fitamos as saídas, olhamos novamente para a porta por onde ela tinha entrado. Parecia ensaiado, duas cabeças se movimentando harmoniosamente ao leve som de chegada de passos. Viradas rápidas, olhos atentos. Onde estaria a fêmea?
_ Já pediram algo?
Está em nossa frente. Olhos de caramelo, isto eu me lembro muito bem. Orelhas curtas, brincos baratos, artesanais, esféricos, azuis. Ornamentavam sua orelha. Pareciam assim pérolas fictícias. Lábios. Ali estavam algo a se temer. Carnudos sem serem volumosos, largos na medida em que limitavam os contornos de sua face. Os cabelos encobriam grande parte do rosto, meio assanhados, carentes de penteio se moldavam pela vontade do vento. Eis o motivo de serem naturais. Encaracolados ao limite do assanhado. Um vestido de algodão, quase sem cor, com cheiro de sabão de coco, mal passado, com uma generosa abertura nos seios. Que pele morena! Seu andar maltratava o tecido do vestido, os mamilos eriçados riscavam sua frente, hora em movimentos verticais, hora na horizontal, cadenciado, tentando seguir o bambolear de suas ancas. Mas todo o conjunto bailava em perfeita harmonia nestes exercícios. Tal qual valsa ensaiada. Entretanto a nobreza e a perfeição provinha unicamente da naturalidade do corpo. Nascera daquela forma, estava bruto. Tudo da cabeça aos pés obra pura e imaculada da natureza. Que fêmea!
Sabíamos disto. Estava muito cedo para algo deste porte. Estávamos acostumados a uma cadência dos acontecimentos. Um enredo, um momento certo para tudo. E aquilo parecia como que se o filme iniciasse com todos os eventos principais na primeira cena. Sem brincar com o suspense ou usar de artimanhas de enredo para construir cena. Ora, como estávamos carentes de vida! Seguindo uma velha fórmula daquilo que artificialmente tentava imitá-la. Tal qual atrações televisivas, romances de rádio, ou historietas em livros baratos, que apodrecem nos sebos. A vida pode até beber deste tipo de água imunda. Mas não se mantém disto.
Ela se abaixa próximo à mesa de clientes na porta. Curva-se, o vestido desobedece à gravidade, levanta um pouco. Os homens que a rodeiam na mesa se curvam mais ainda, fungam, suspiram, olhos saltam. Instintos tão básicos que negá-los seria, isso sim, pecado.
_ Vamos sentar. Fala o meu amigo.
Como negar? Há muito Augusto é apenas desejo. Conheço bem como tudo se inicia. Entretanto com ele meio e fim será sempre uma incógnita.
Três garrafas eram três garrafas. Recontava-as como se estivesse diante dos maiores desafios aritméticos já enfrentados. Meus olhos me traiam, estavam ofuscando, multiplicando os vultos. Meu hálito estava quente, me escorava nos cotovelos e contava novamente as garrafas na mesa. Eram três.
A vista melhora. É; é a morena que esta diante de mim, sentada rindo. Dentes alinhados, perfeitos. Ela explica novamente como tecer a palha para confeccionar um cesto de roupa. Voz calma, cadenciada, dicção mais que perfeita. Pausas lentas para avaliar o que foi dito, para olhar os ouvintes, dentro dos olhos e rir, rir levemente, rir sem ruído como se agradecesse a atenção e continua a falar. Suas mãos vês ou outra enfatizavam o dito, bailavam pela extensão da mesa e pousavam próximas ao busto. E como toda fêmea, ela queria saber se as almas estavam não apenas ouvindo, mas sendo vitimadas pelo seu torpor natural. Então ela inclinava o corpo para frente, o vestido se afasta e seus seios vinham respirar. Suas formas se mostravam, sua voz sumia e todo o bar escurecia. No mundo só havia aquela imagem. Eu poderia desenhar seu contorno de olhos vendados.
O Augusto está em silêncio, ouvindo cada palavra. Imóvel, apresentando estar totalmente imune ao torpor da fêmea. Quando na verdade não estava. Era uma tática de caça, algo que ele se armava para demonstrar algum tipo de imagem sua que gostava. Somos todos assim, no intuito de conquistar o que queremos nos transformamos num eu regado das qualidades que ambicionamos tanto. Mas as fêmeas sempre sabem disto. Ignoram, colhem aquilo que talvez nunca saberemos. Elas afastam com as mãos toda aquela fantasia que criamos para surpreender e colhe justamente o que não damos a menor importância. Augusto diria: Que graça tem nisto? Verdade. Acredito que a fantasia tem seu poder. E acredito mais ainda que é nela onde encontramos o berço de toda a realidade. Aquela pessoa à nossa frente era real, táctil, mas nós enxergamos mais. A vemos como única naquele espaço. Personagem principal do momento. Peça chave para nossos próximos atos.
_Vocês sabiam que existe uma história bem antiga de que esta cidade brotou do rio Tacaroá? Com o tempo e deslizando na lama toda a vila veio para estas paragens. E trouxe com ela todos os pirilampos que voavam nas margens. É por isso que à noite temos dois céus estrelados. Um que não sai do lugar, outro com estrelas que ascendem, apagam, mudam de lugar, somem aparecem. Muitas, ao mesmo tempo.
Augusto olha pra mim com ar de questionamento. Onde estaria a menina que ainda a pouco estava nos ensinando a confeccionar cesta de palha? Ele escora a cadeira em duas pernas.
_Verdade? Minha avó falou que fadas sempre se misturam entre os pirilampos para passarem despercebidas. E que estas não são nada mais que formosas moçoilas que fornicaram em pé, roçando em tronco de arvore com ciganos de passagem em suas vilas.
A morena paralisa um pouco, olha no fundo dos olhos de Augusto. Face de questionamento. De estudo. E, como as fêmeas sempre podem, tudo seria possível a partir daquele momento, pois suas feições não revelam nada do que estar por vir. Mas... Ela ri. Baixando a cabeça um pouco depois olhando para os lados, ri.
_Não conheço esta história não. Dito isto ri novamente.
A morena apenas aceita as palavras carentes de juízo do Augusto. E este secando mais um copo ri. Ele sabe que esta aceitação é a porta de entrada para que ele dê vazão ao que quer que seja. Pelo menos ele imagina isto.
_Preciso terminar meus afazeres, licença.
Ela levanta-se, mas a mão de augusto paira sobre a dela. Mas sou eu quem falo.
_Quando terminar vamos a busca dos pirilampos?
Ela olha para o Augusto, este se encontra ainda com a mão sobre a dela. Mas em silêncio. Então ele retira. Ela olha em volta como se avaliando o quanto o bar ainda está movimentado. Olha para mim...
_Pode ser.
Sai sem olhar para trás e logo se atarefa no serviço de atendimento ás mesas. Entre estas outras moças se revezam na tarefa. Mas nenhuma é como nossa morena.
_Buscar pirilampos? Mas que bosta é essa?
_Ela disse que vinha. Não disse?
Estou sorrindo. Em verdade o Augusto está irritado por ter sido com minhas palavras a aceitação da fêmea. Entretanto bem sei que embora ele acredite na fantasia como alicerce de tudo que fazemos, ele também impõe alguns limites. Ou seja, não apetecia em nada a idéia de caçar pirilampos mata afora. Por outro lado após meditar um pouco, ajudado por alguns goles ele sabia que o fato é que ela iria conosco. A sós.
A hora seguinte foi silenciosa. Assistimos as pessoas ao nosso redor, seus trejeitos e forma simples de conversarem, de falarem da roça, do céu com ares de chuva da parteira que visitou fulana e talvez de duas figuras desconhecidas que apareceram não mais que de repente no barzinho da vila. Dois jovens no mínimo estranhos. Mas eram discretos. Não notamos olhares apontados para nós.
Não ela não quis ir dentro do automóvel, não gostou da idéia. Mas Augusto ainda tentava convencê-la. Foi inútil. Eu fui andando com ela enquanto Augusto partiu na frente pela estrada empoeirada. Peguei um garrafão de vinho que a fêmea nos presenteou, sem rótulo, uvas pisadas no quintal, fermentada em bacia de madeira com borra doce. Vinho bruto, macerado. De se beber pelo gargalo.
_Para onde vocês estão indo?
Pensei que esta pergunta nunca mais fosse feita. Porque nunca me senti à vontade com ela. Tão abrangente e ao mesmo tempo tão simples. Para onde vamos. Onde iremos chegar. Frases simples, de prosseguimento de conversa daí eu sempre me questionar o porquê dela sempre me incomodar tanto.
_Estamos indo para o sul, mas ainda vamos decidir.
Sim, estou pensando em voltar a postar no Blog. Isto exatos 1 ano e 3 meses depois.... Estou agora apenas colocando as duas partes restantes do conto "ALÉM DOS TEMPOS DA BRILHANTINA" Que já tinha sido escrito no mês de abril de 2004. Mas foi retirado e agora resposto.
No mais... logo logo eu volto.
ALÉM DOS TEMPOS DA BRILHANTINA ( PARTE II )
MESA REDONDA
Penélope um dia sonhou em ser miss 1990 do Colégio Albertino de Jesus, conseguiu
honroso segundo lugar. Criou ali naquele momento algo que a segue até hoje:
Um conjunto de: determinação, vontade e o uso aprimorado de suas qualidades
em entender as pessoas. Durante anos achou que esta forma de conduzir a
vida poderia ser a "chave" para a palavra que todos almejam: felicidade.
Ativou seus sentidos, os seis, e viu a linha do certo e do errado mudar
de lugar, de cor, de tudo. O mundo entregue em suas mãos era cinza, e ha
muito ela tenta pintá-lo a seu desejo. Hora pensa que lhe falta amparo,
hora pensa que ela é que está tentando ver tudo deturpado. Dia após dia
ela se desconhece mais ainda; e ao entrar no seu quarto a tarefa mais difícil
do dia é encarar o espelho.Hoje sua preocupação é outra todos estão na mesa
da cozinha; o ar é pesado. Penélope treme segurando a colher de chá na mão.
Ha tempos já mexeu seu café e nada bebeu. Todos já sacaram, ela está nervosa,
está formulando idéias e com certeza está querendo comer um vivo.
- Vocês sabem o que a porra do quarto dos fundos significa! Sabem da importância
do cômodo. É o quarto que recebe mais Sol, é o quarto mais isolado e é o
quarto onde cultivamos nosso jardim particular. Jardim este que sustenta
nós quatro. Porra gente, eu posso saber o que é que um filho da puta ta
fazendo dormindo lá? Porque não sei se vocês sacaram mas, filhos da puta
também podem denunciar a gente, filhos da puta também podem fazer parte
de alcagüetes de quadrilha e principalmente filhos da puta podem pedir "favores"
para continuarem filhos da puta de boca fechada.
O silêncio a seguir não mais irrita Penélope, ela já o esperava. Na verdade
aquele que revelasse ser o responsável estaria fora da casa. E isto por
mais merecido que fosse abriria uma ferida nova naquele lar.
Campainha toca, corações disparam, 07:30 da manhã. Visita de Lininho foi
esquecida devido ao acontecido. Mabeu confere olhando pelo olho mágico.-
É Lininho. Fala ele quase inaudível. Penélope ajeita o cabelo e se transforma
na mais tranqüila das pessoas. Lininho é atendido:
- Mina, cês precisam monitorar as ruelas. Manos d'olho gordo ta por toda
parte. Aqui ta o faz me rir da semana. mantenham o mesmo adubo quis os playboy
tão curtindo.
(tradução) Garotas, fiquem de olhos abertos nos corredores do prédio. Tem
gente espionando nas redondezas. Aqui está o pagamento semanal. Mantenham
a mesma técnica de plantio pois está satisfazendo os clientes.
Lininho sai do cenário rápido. Penélope averigua se ele já sumiu mesmo e
informa. - Ok Carol, tudo bem.
Carol aparece no corredor e e abre o cano da calibre doze retirando os dois
cartuchos nunca usados. E é assim que todos querem que continue. penélope
de costa para todos delega então as funções do dia: -Carol, ta na hora do
cursinho, hoje você tem simulado. Mabeu, distribuir os flyers, Kika pegar
no tranco diga a seu chefe que aceita. Paty, se desintoxique que você vem
comigo tratar do gerador de energia para a Rave.
Em quinze minutos o apê está vazio. Todos incorporaram seus personagens,
já o fazem inconscientemente. Vestem a roupa, absorvem os inconcebíveis
como quem tem o dever de escovar os dentes diariamente. Assim aprenderam
a estar de pé a todos os dias, a enfrentar os seus supostos limites e mais
tarde descobrir que eram ali que eles iniciavam. Ao se desligarem de tudo
desta forma muitas vezes deixam coisas esquecidas, que se perdem no tempo.
15:00 da tarde. A janela do 804 quadra D Bloco F chama a atenção do zelador
Sebastião que olha para cima e se depara com um cara gritando.
- Estou preso aqui no apê, sem ninguém. Manda alguém me ajudar por favor!
Tudo que Cristóvão, a versão pós moderna de esqueceram de mim, deseja saber
é onde estão suas roupas e principalmente onde ele está e como foi parar
ali.
ALÉM DOS TEMPOS DA BRILHANTINA (III)
O LADO CLARO DA LUA. (parte final)
Laranja, violeta, lilás. As estalactites realçavam as cores, um grande rodamoinho
de luz fazia o teto do salão da caverna parecer a entrada do hipotálamo
de um insano. Este salão, descoberto pelos mineradores quando da busca das
pepitas, era o palco central da rave. As bebidas eram servidas nos túneis,
iluminados com multi cores, tudo tinha que ser luz naquele mundo escuro
o som bate estaca ameaçava despregar o teto, mas nada caiu de lá. O gerador
de energia estava firme e os mais de 400 convidados presentes iriam garantir
o pagamento de seu aluguel. Fora os que se perderam pelos caminho. Estes
não deixavam em paz o celular da Penélope pois ouviam o som, mas não sabiam
de onde vinha. E era verdade. A caverna, a 40 metros do solo, propagava
o som por uma extensão enorme de terra e muitos agricultores naquela noite
rezaram pedindo para que o demônio voltasse para debaixo do chão. Com razão,
o tum,tum,tum que vinha de lá parecia o cavalgar da besta. E Mabeu era o
DJ principal, óculos com raios de fino laser apontavam para alguém e este
tinha que fazer uma performance. E na sua vez a Paty derrama o licor de
menta em seu corpo e convida a todos para lamberem e se vê enxugada por
dezenas de línguas vorazes que bebem menta e suor ao mesmo tempo que a agasalham.
(Além do amanhã I) - Paty sentiu uma língua mais fervorosa, mais caliente,
mas determinada. Esta era a de Dirceu, dono de uma rede de aluguel de automóveis.
Os dois se perderam pela mata procurando sapos. Contaram estrelas, fizeram
sexo em cima do capô de uma BMW e o rasgaram por completo. Em 2005 Dirceu
revela que o motivo de tela conhecido na noite da Rave foi a Penélope que
tinha falado mil maravilhas dela. Em 2007 se casaram no civil e desde então
estão viajando pelos lugares mais inóspitos. Paty já não consome tanta droga
como antes.
Penélope sobe no barranco, fica de frente para o salão. Mabeu aponta o canhão
de luz para ela e informa para todos saudarem a rainha da festa. E grita
olhando para ela. -Penélope, eu te amo! Penélope dança e solta um beijo
de mão para Mabeu, seu fiel companheiro.
(Além do amanhã II) - Zurk 48, conhecido DJ londrino está hipnotizado pela
desenvoltura do Mabeu e este explicou ao britânico que o segredo é captar
o êxtase do público, a música tem que ser uma continuação do estado da platéia,
ao mesmo tempo que faz um papel alucinógeno, instiga os batimentos cardíacos
e então você tem a galera nas rédeas e conduz como desejar, explica o Mabeu.
Seis dias depois Zurk e Mabeu estão em Londres na 103 Gaunt Street dentro
da Ministry of Sound. Mabeu enlouquece todas as raças do mundo reunidas
no gigante espaço. em 2008 Mabeu descobre que Zurk tem um caso com o baixista
da banda "The Police 2001". Resolvem os três dividir o mesmo teto.
(Além do amanhã III) - Kika faltou à festa pois teve que fugir com seu chefe.
Este abandonou mulher e dois filhos. Em 2006 Kika já contabiliza 18 espancamentos
do recém marido. No último ela deslocou o maxilar. Agosto de 2007 a policia
desiste da procura do corpo de seu esposo. Em 2026 em uma aula de culinária
antiga com amigas da alta sociedade paulistana, ao ser questionada sobre
a trabalhosa tarefa de moer carne para os canudinhos de uma festa beneficente
ela fala: -Experimentem moer uma marido! Ninguém entende a piada mas riem
em respeito à colega. PS- O moedor foi presente de Penélope.
(Além do amanhã IV) Bankei Dimpamkara Shrijnana, indiano convidado de Carol,
está sem palavras com a alegria em sua volta. -Este é a essência do AYATANA!
Exclama ele alterado. E completa:
- Este é o segredo da SVABHAVA, minha querida amiga. Quando conseguirmos
fabricar em quantidade industrial mudaremos o mundo! O amor se perpetuará!
Em 2007 Bankei ganha o prêmio Nobel de química com seu composto milagroso
no tratamento da esquizofrenia, do stress e do impulso raivoso. A droga
foi carinhosamente apelidada de Carol em homenagem àquela que o apresentou
as primeiras fórmulas. Carol nunca revelou à amiga Penélope que tinha feito
ela de cobaia do seu experimento quando às vésperas da rave ela trocou os
comprimidos de ecstase da colega pelos seus protótipos pois sabia que um
dos efeitos colaterais era a amnésia total das últimas 24 horas. Foi dificil
manter a seriedade na mesa redonda vendo sua amiga interrogar a todos. Quando
lembra disto ri em seu Monsteiro.
03:00 da manhã o celular de Penélope toca mais uma vez. Ao ver o número
ela atende. Diz ao telefone que podem executar o sujeito com um detalhe
que façam o mais devagar possível. Desliga o celular, olha em volta procura
a todos os conhecidos e suspira. saudosismo nunca foi seu forte. Da a volta
e some do lugar. Para alguns será para sempre.
(Além do amanhã V) Lininho é surpreendido na boca de fumo da favela Acordeom
três elementos o agarram colocam no saco e o levam ao lixão da Borborema.
Lá, conforme pedidos da mandante, dão um tiro no seu reto. Neste método
ele so vai morrer mesmo dali a 10 horas. E é gemendo e espantando os urubus
que vem lhe bicar que Lininho passou suas últimas e longas horas.
(Além do amanhã VI) Na noite da rave Cristóvão não está presente, nem fora
convidado. está em um barzinho classe média do sul da cidade na companhia
de seus amigos de copo. mesinha cheia já desistiram de pegar mulher na noite
estão colocando o assunto em dia quando o Cris fala da sua última aventura:
- Ela era ruiva, olhos azuis, olhos fortes. Decididos mesmo quando falava
calmamente a doçura da voz ecoava como que um mandato solene.E como era
linda! Impossível de não obedecer. Tirou um comprimido azul da bolsa, acho
que era um ecstase. Quando engoliu...Cara...ela se transformou, queria fazer
parte de mim. Até então so tinha feito sexo em minha vida, naquela noite
fiz amor, amor mesmo. Se ela pedisse para casar correria dali para comprar
as alianças. Suas mãos me conduziam, me paravam me buliam, tudo nela me
dava prazer, do seu hálito às suas formas, das suas palavras ao seu bambolear.
Ela me levou para o seu apê todo escuro, sem ver nada fui pregado no teto
de todos os meus limites. dai então so sei que acordei em um quarto todo
fechado com uma janela gradeada em uma cama com lençol de cetim cercado
por pés de maconha.
Os colegas caem na risada. - Puta droga foi essa que você tomou? Ah,ah,ah.
-É verdade! Juro! O nome dela era...era...Penélope, eu acho...
---------
O Comandante informa a altitude de 33 mil pés e atenta para a estrela Dalva
brilhante no horizonte violeta que se delineia. Penélope a segue com os
olhos. Lembra-se de muita coisa entre elas do concurso do Colégio Albertino
de Jesus. Aquela menina ainda existe, tão decidida e cheia de vontade como
antes. Um sorriso em seu rosto é o mais puro reflexo do seu futuro e que
pelo menos este fique como uma incógnita para que todos imaginem e emitam
boas, ótimas energias para ela.
ALÉM DOS TEMPOS DA BRILHANTINA (PARTE I) MAIS UM DIA...
06:00 da manhã, São Paulo; capital. O Sol parece que saiu. Em uma das milhares de ruas, veias do sistema, um prédio já esta na ativa ha horas. Menos no apê 804, Quadra D, Bloco F. Lá o dia está começando como de costume: Com o Som do despertador e seu arremesso para cima do guarda-roupa. Penélope desprega as remelas dos olhos e constata: Mais um dia. E se for igual aos outros ela aguarda mais um festival de leis de Murphy organizadas para irem acontecendo de uma forma que ela não consiga evitar.Porra. Pensa ela. O quarto é o cenário da passagem de um tufão. Não perece que 4 garotas o dividem. Ou parece? Diante do "corpo" da Paty, que novamente tentou chegar à cama mas desfaleceu antes, ela atira o monte de roupa que já conseguiu tirar do chão.
-Levanta porra! Paty ignora.
Kika está de pé, passando álcool destilado na inflamação do seu último piercing, no olho direito. Suspeita desde ontem que não consegue mais abri-lo normalmente, apertaram muito. No fundo do quarto Carol se concentra fazendo seu Mantra predileto o Om. Formado pelo ditongo das vogais 'a' e 'u', o som irrita o já pre-irritado dia de Penélope, que solta seu "mantra" predileto: - Cala a boca porra!
Interruptor por interruptor a Penélope vai iluminando o apartamento, abre a porta do quarto totalmente grafitado para acordar Mabeu, o único do sexo masculino da casa. E este, como se aguardasse o momento, já sai da cama eufórico.
-Chegaram os Flyers da Rave "O lado claro da Lua". Impecável a confecção gata! Material de primeira, coisa de quem entende!
Penélope pega a caixa com os convites fazendo pouco caso e parte para o que interessa: - Onde estão os setenta comprimidos de E?
- Tá na mão gata, vamos desovar tudo na festa. Tenho certeza disso.
Mabeu tem um tique nervoso que o faz levantar o ombro repentinamente toda vez que fala algo do qual não tem certeza. Penélope sabe disso e o ignora o dito do amigo com um olhar de rejeição. Então avalia atentamente o Flyer e solta o...mantra: -PORRA!
Mabeu se assusta, com certeza alguma merda sua da qual ele não faz idéia. - O que foi gata? Pergunta.
- A porra do endereço Mabeu! O 'porrissimo' detalhe da porra do endereço! Como a galera vai achar a porra do local da Rave?
Mabel explica, ou tenta. - Gata, o bom das Raves não é procurar o local? Parece que não saca as coisas!
Penélope avermelha os olhos, sem nem ter bebido, sem nem ter viajado. - Mabeu, meu querido acéfalo de merda! Você se lembra que a porra da Rave é em uma mina abandonada? Como porra a galera vai achar a bosta de um buraco no interior de uma mata?
Carol entra na cena com uma questão:
- Penélope, que é o cara pelado com uma tatoo de tridente na bunda que está dormindo no quarto dos fundos?
Penélope pensa para si mesma: Mais um dia....
Sim, mestre de cerimônia. Filho de ciganos europeus de nomes exóticos. Apresentadores da arte, descobridores de prazeres que cabem perfeitamente nas cidades em que visitam. Ele via o inicio do século como a época do rir. Esticava os suspensórios e os soltava num estalo. E vinha a grande gargalhada do seu rosto rexonxudo. Sentava e tirava sua cartola, coçava o queixo pensativo olhava no fundo dela e sorria dizendo: - Samanta, a leoa, terá cria ainda este ano. Verificava novamente no fundo da cartola. - Será um leãozinho! Sorria. Circo nenhum conseguiu isto! Se vangloriava. Eu ficava maravilhado. - Posso ver? Suplicava alegremente. - Ora pequeno, você terá a sua. Alimente sua paciência com riso. Sempre.
Seus olhos notaram meu descontento. Se agachou para me falar. - Muito bem abra sua mão. O que vês? -Nada. Respondi. Sua fisionomia é de espanto. -Como nada? Se não queres ver nada que posso fazer? Coloco a palma encostada no rosto..nada. Ele pega minha mão e indica uma linha que a corta de ponta a ponta. Informa sorridente. -Ora, não seria isto aqui a linha de sua vida? Arregalo os olhos com espanto. É? Pergunto. - Ora se não! Rebate ele e continua: - Cinco linhas cortando-a? Cinco desejos que serão satisfeitos. Cinco caminhos que poderá trilhar, cinco brinquedos que poderá pedir, cinco mulheres que irá conhecer. Está tudo aqui em sua mão não vê? Ainda incrédulo olho mais atentamente, as linha estava ali. Nisto ele tinha razão. Curioso pergunto: - E estas outras linhas? -Ora não posso te dizer tudo. Ele respondeu. Desconversa aumentando a chama do candeeiro. O circo se foi deixando panfletos nos postes e saudades naqueles que gostaram. Quando eu estava no segundo desejo, no terceiro caminho, no quinto brinquedo e na terceira mulher, eis que reencontro o mesmo circo em uma cidade de nome exótico. Persigo a risada costumeira mas encontro outra face. Ele se foi no meio de uma grande gargalhada informa o novo mestre de cerimônia. Pergunto pela cartola e ele me leva a uma tenda onde abre um baú de mogno. -Guardo tudo de meu pai aqui. Disse ele me entregando a cartola. Olho em seu fundo e este é revestido por um papel laminado, dourando, gasto, mas que ainda consegue refletir meu rosto. - O que podes ver é tudo que tu precisas. Informa o mestre de cerimônia ao meu lado. -Ele sempre me dizia isto. Completa.
Consegui ficar com a cartola. Cortesia de alguém que ficou cativado pela minha história. E assim também consegui meu terceiro desejo. E foi conversando com a quarta mulher que a usei pela primeira vez. - O que vê?? Questiona ela não se contendo de curiosidade ao me ver olhando ha um bom tempo o fundo da cartola. - Vejo a pessoa mais feliz do mundo! Respondo com leve sorriso.
- Mais feliz do mundo? Qual seria o motivo? Ela questiona.
- É que ele acaba de encontrar a razão para muitas coisas.
- Desejo ver também! Ela pede. -E então o que você vê? Pergunto com a mesma euforia. Ela sorri. - O mesmo que você e com o mesmo motivo.
É ASSIM QUE EU VEJO AS COISAS (Segue um dos vários contos do baú. este ia ter duas partes. Mas joguei ele todo. Dedico, além dos leitores, À Princesa.)
Ana Lucia. Lucinha para os que compartilham de sua intimidade. Seu sorriso, com a face levemente abaixada, seus olhos fortes e diretos. Não me lembro de nada mais esclarecedor. Poucos sustentam este olhar que despe a alma. Calma, cândida, sutil e esmerada poderia passar bom tempo elogiando suas qualidades e o faria mesmo ante o rubor de seu rosto pois em meu peito repousa um querer enorme por esta pessoa. Nesta pequenina cidade situada nas entranhas das planícies em que a pena, que escreve a historia lida, nunca fora usada é onde preenchemos o tempo que nos foi doado e o transformamos em vida. Mais que minha amiga, ela é minha motivação para tudo. E quanto mais gostamos de alguém desta forma, mais ganhamos a capacidade de nos doar. E ha muito já não mais me pertenço. Dizem, e acredito, que tudo de bom que construímos nos retorna em dobro. Não tem como não acreditar nisto. Existem também os que dizem que tudo neste mundo tem dois lados e a construção de um deles nos faz ignorar o outro como se este não fizesse parte do todo. Assim como existem o bem em igual quantidade e força existe o mal, bem ao lado. Muitos buscam a verdade e para alguns o castigo pode ser encontra-la. Nisto os males comprometem nosso entendimento das coisas, das leis ou daquilo que você usa para nutrir a fé e a esperança. Dão nomes como tentação e provação. Porém pode ser apenas o caminhar das leis que ainda não compreendemos. Quando Lucinha perdeu o riso de sua face por um bom tempo deixei a ação do tempo consertar, tudo haveria de retornar ao que era antes pois simplesmente não haveria motivo para ser do contrário. Esta era minha fé e também minha parte de ignorância. Dor era tudo que me desmontaria em vê-la sentir e talvez por isso ela se privou tanto de demonstra-la e quando o fez é porque não dependia mais de sua vontade. Por meses rodei todas as cidades em buscas das ervas prometidas, e da ajuda dos conhecidos tive acesso a todos os médicos da região que a visitaram e não conseguiram dar nome ao mal. Vergonhosamente em minhas orações desejei sua partida rápida apenas para que cessasse o tormento em seu ser. Ignorei desta forma todo o tempo que ela se mantinha viva, toda sua força de vontade em aqui permanecer. O que mais temia é que tudo aquilo fosse absorvido, aceitado e se transformasse em rotina. Nós humanos, quando assolados por um mal em um longo tempo os fazemos parte de nós. Isto estava longe de mim, estava preparado a desafiar o desconhecido, transgredir minhas crenças pois acabava de perceber que a solução não estava ao alcance daquilo que tinha ciência de ser meu mundo. Quando tomamos esta decisão abrimos uma porta da qual nunca mais poderemos fechar. É como a busca do conhecimento e da verdade.
- Zilda Mazasheh. É este o nome ao qual ela responde.
Pedro, meu amigo, me informa a notícia como quem dá mais uma esperança. Zilda, uma idosa que além de conversar com as árvores, cantava músicas com palavras desconhecidas. Não seria necessário dizer que a julgavam sem juízo. Mas não era por isto minha vontade de vê-la e sim pelo que ouvia quando criança: "Velha Zilda, mãe da terra, sabe de tudo". Adentramos a mata pela manhã. Embora o caminho fosse desconhecido sentia em meu peito que este encontro já se dera a muito tempo e agora iria "acontecer". Nos perdemos, nos desolamos, e foi no que julgamos retorno que achamos sua cabana com cheiro acre. Entramos sem avisar pois não havia porta trancando a entrada. Uma senhora estava deitada no chão batido. Braços e pernas juntos, imóvel.
- Pensem bem o que vão perguntar.
Disse ela sem se mover. Pedro cochicha ao meu lado pedindo que não desperdiçasse palavras. Estava envolto em medo e apreensão.
- Me diga como aplacar o sofrimento de minha amiga.
- Me diga você, o que mais gosta em sua vida? Indagou ela abrindo os olhos.
Respondi diretamente. - Gosto de ver o pôr do Sol com ela, ver o mundo seguir pelos nossos olhos. Compartilhar os detalhes das cores com ela.
A senhora então vira o rosto para nós, olhos miúdos, pele marcada pelo tempo. Um longo tempo. - E está disposto a perder isto por ela? Indagou.
- Sim claro. Respondi.
Então o silêncio. Longos instantes tomaram ares de horas. Então este foi quebrado. - Vos informarei somente o necessário pois os porquês e motivos das coisas não me pertence e pouco teria utilidade para vocês pois nunca fariam uso de tal por não compreenderem. Zilda continua: - O equilíbrio de tudo é simples e pode ser resumido em dois lados. Toda peça possui estes dois lados. A posição destas é quem determina o falado equilíbrio. Pode acontecer de algumas peças estarem fora de seu lugar. Quer sejam lançadas ou conscientemente postas lá. Quem o faz, o nome não posso pronunciar. Colocaram uma peça na cidade. A senti já ha algum tempo o que ela suga é o que poucos tem. O que sua amiga tem. Livre-se desta peça.
- Onde ela esta? Perguntei cheio de vontade e determinação. Mas a senhora já se recolhera ao seu misterioso sono. - Que peça é esta? onde está? Não houve resposta. Pedro questionou se daríamos importância ao acontecido. Mas a verdade é que não haviam mais tantas opções a se escolher. E em minha cabeça me questionava que peça fora do lugar seria essa. Revirei as roupas da Lucinha, todos os seus pertences fui buscar informações com suas amigas, revivi todo o seu dia a dia indo à feira, mercadinho, quitandas, casa de conhecidos até me sentar em um banco da pracinha e me acalmar. Pedro me consola com colocando o braço em volta de mim. e diz: - Nos resta rezar.
- A Igreja Pedro!
-Como?
- A Igreja, ainda não revistamos a igreja. Lucinha vai lá vários dias na semana!
- Revistar a igreja, você é louco? Não ouvi, já estava a caminho. Só me restava cometer pecados. Entrar pela janela da Igreja como ladrão e convencer meu amigo a fazer o mesmo. Nos sentamos nos bancos para examinar com calma o local. E então Pedro? Alguma coisa? - Não, nada. só tem o altar, os bancos e todos as esculturas de santos. Olhei para as esculturas. -E estes santos, conhece? Pedro olha atentamente. -Sim, claro, São Pedro, São João, São Cosme, Nossa senhora, o Padre Cícero e... Uma pausa. - O que foi Pedro? Ele olha atentamente uma escultura que segurava uma espada. e informa: -Creio que não conheço este aqui. E aponta. Saltamos da janela, os três. Eu, Pedro e a escultura enrolada em minha camisa. Vá Pedro, deixe que eu me encarrego do resto. -Nem em sonhos te deixo só. Então me seguiu pela estrada, noite adentro, ate não ter mais estrada, seguimos o rio, até não ter mais rio, na encosta da serra, nos limites das terras por nós conhecida atirei a imagem ribanceira abaixo que se fragmentou entre seixos e galhos de árvores. Cai no chão, por um momento meu sangue parou, senti falta de ar, minha cabeça tinha parado se foi minha audição, vi Pedro gesticulando, falando o que não se ouvia então a escuridão. Apalpo o chão, estou de joelhos. Grito por Pedro. _Onde está você? Onde esta? Aqui ao seu lado! Ele responde. Onde? não o vejo. Ele me toca, mas não o vejo.
Há dois anos que Lucinha esbanja vitalidade e alegria e isto devolveu a mim o querer das coisas. É fácil dar o nome de felicidade a isto. Todos os dias temos nosso encontro em nosso lugar na serra, ao fundo o pôr do Sol. Sinto seu calor que gradativamente se vai aos poucos e a falta das cores na minha eterna escuridão é perfeitamente preenchida pela voz da Lucinha que narra a tudo que acontece. Ela fala da andorinha que se perdeu do bando. Do homem próximo ao rio que tenta desatolar a roda da carroça de boi, estava cansado, limpou o suor na manga da camisa e ficou paralisado com o pôr só Sol. Me alerta para as nuvens que desenham no céu tudo que imaginarmos e eu fico montando estas imagens dentro de mim fazendo sempre o maior esforço para não me inebriar com a voz ao meu lado. As peças estão no lugar novamente.
RETORNANDO À ESTEPE (Somente para Loucos. Ou para quem tiver tempo de ler. Não ouse entender!)
Os que estão aqui ha muito tempo devem saber que já comentei sobre o Lobo da Estepe. Relembre aqui. Talvez o tenha feito poucas vezes em minha vida. mas hoje é o momento certo para externar algo que fez parte de mim ha tanto tempo. Não é desabafo muito menos revelação de algo que por ventura escondesse. Mas é preciso ter ciência de que as vezes o que não é revelado se deve à falta de compreensão daquele que o experiência. Sempre fui um rato de biblioteca em minha infância e adolescência. Em 1985 em uma manhã qualquer no intervalo das aulas regulares eu estava no primeiro andar do colégio Colepa em P.A. Bahia. Já tinha devorado a maioria dos livros nas fileiras onde minha altura alcançava, inclui-se ai as enciclopédias (minhas favoritas). Acima destas fileiras livros mais antigos, mais austeros, capas pretas, nomes talhados em dourado, dedilhei alguns e não me lembro bem o que me levou a tirar o que tinha o título "O Lobo da Estepe" de Hermam Hess. Não sei que edição era aquela, mas pela aparência do livro, pelo papel sedoso, amarelado e cheiro, poderia ser a primeira ou uma delas. Reformada por alguém que também deu valor à obra Confesso que aos quatorze anos não absorvi quase nada do que li, pulei algumas páginas à procura de gravuras até me deparar com o "Tratado do Lobo da Estepe", um aviso me chamou mais a atenção "Somente para Loucos". Li por completo. Privado de alguns entendimentos que so obteria a alguns anos dali, absorvi o que pude. O coloquei de volta. Corri para o término do intervalo das aulas. Não acredito muito em fatos predestinados, mas o certo é que eu encontrar aquele livro naquele ano , naquele momento me pareceu como que uma mensagem enviada. Mas fico por aqui para não me desviar. Digo de início que nunca fui leitor assíduo de escritores alemães, muito menos compartilho as mesmas afinidades do Hermam. Naquele momento e até hoje ele é para mim o criador da obra. E que, como ele mesmo revelou, cada um faz um entendimento e uso que desejar dela. Embora tenha revelado também que tal livro fora o mais mal entendido por todos. Tanto pelos críticos quanto leitores. Eu fui uma exceção. O Porque do livro ser importante? Não consigo dar uma palavra apropriada no momento. Entretanto imagino que pelo menos por algum momento ou em vários, nos questionamos sobre o certo o errado, o branco, o preto, porque isto e o porquê daquilo. Nas resposta que escolhemos para tais questionamentos é onde solidificamos e firmamos nosso caráter. Não, no livro não estará enumerada as resposta e muito menos estou aqui fazendo uma propaganda do mesmo, mesmo porque não é o desejado e o livro não precisa. Aliás este livro é uma simbologia, comigo foi ele, com você ou quem quer que seja pode ser uma pessoa, um objeto, uma luz ou o carnê vencido de alguma conta. Não importa o "corpo" que tome. Após as aulas de educação física eu corria para um dos pátios do colégio. me escondia entre as raízes de uma enorme cajazeira. Fazia de tudo para não adormecer de tanto aquilo ser agradável e me dar paz. O fazia escondido por motivos que a medida que ficamos mais velho aprendemos a contorná-los e enfrenta-los melhor. mas não naqueles idos. Não mesmo. Quando voltava para casa subia em um enorme pé de azeitona. Cercado de copa de árvore, que por sua vez era cercada por serras. Deitava no galho, lutava para não adormecer. Era o mais próximo que podia chegar de outra dimensão. Das raízes à copa das árvores. Um embate cruel se dava em mim. Homem ou Lobo? Minhas visitas à biblioteca agora tinham um novo programa. Sempre após o estudo, após a busca de novos livros eu ia na prateleira já bem conhecida ler "O Lobo da Estepe". Me dava prazer e aos poucos o embate se fazia mais claro, mais nítido. Mas o provável esclarecimento não estaria no amanhã. Seria necessário cavar a memória. mexer nos fatos acontecidos. Pulo de três anos para trás. À minha porta bate Nauzely. Mão ensangüentada, atrás dela um caminho vermelho. Tinha se ferido com uma peixeira, estava em choque, palma cortada de ponta a ponta, sangue deslizando pelo meu braço que a segurava, Em silêncio nos comunicávamos com os olhos. Fique calma (Embora eu estivesse com os meus neurônios a mil por hora se esbarrando um nos outros). Enrolei minha camisa em sua mão e dali mesmo saímos pela rua até o Hospital, a pé (não era perto) nada ao nosso redor existia. Nem os carros que passavam próximos, nem as pessoas que se questionavam. Nada. Até a chegada no hospital tudo estava claro para nós. Não havia cinza, não havia talvez muito menos o desgraçado do "e se" o que conversamos no caminho nos envolvia em uma espécie de invólucro. Era eu, a pessoa a quem ela mais confiava (Este fato narrado aqui é apenas uma das muitas provas) e ela a minha eterna melhor amiga. Naquele dia eu me desconheci, achei que tivera sido tocado por um anjo da guarda que tivera deixado seu papel comigo. Neste momento eu era homem? O Lobo adormecera? Deste dia pulamos agora um ano para trás. Último ano das guerras de rua que assolou a Fazenda em 1981. Três ruas se digladiavam, Rua Arari, Caxias e Maranhão. Em uma das batalhas, a qual ficou conhecida como "Batalha dos coqueiros" os meninos da Maranhão, tal qual catengas, se postaram nas copas dos coqueiros ignorando formiga preta e enchu de marimbondo, de lá atiravam de tudo. Bagens, goiaba podre, castanholas e quando desceram parecia elefantes raivosos. Era Aníbal colocando os romanos no bolso. Nós éramos os Romanos...Demorou para que eu notasse que a muito minha turma tinha partido em retirada. Eu estava cego com semente de goiaba no olho, não sabia quantos estavam me batendo. Em um determinado momento eu pensei: É agora, vou morrer. Já certo disto algo de mim se fez presente, não sei o que. Seria o Lobo? Mas pensei Ok, vou morrer, mas levo um comigo. Agarrei alguém pelo pescoço, derrubei no chão e bati até não conseguir levantar meus braços. Não vi nada da cena, mas ha muito já tinham parado de me bater. Ha muito tentavam me largar de minha "presa" me puxando pelo pescoço. Resumindo minha presa passou 15 dias internado, nunca mais conseguiu enxergar direito com o olho esquerdo e nunca mais me perdoou ou me dirigiu a palavra. Mais uma vez estava no hospital, durante todos os dias visitei seus corredores, não fui onde minha presa estava. Não havia como. na verdade estava com medo que ele morresse. Era naquele momento o mais fiel dos covardes. Tudo que pude fazer foi prometer que dali até o resto de meus dias nunca mais brigaria corpo a corpo com alguém. Eu tinha dez anos, imaginem o quanto foi difícil encarar esta promessa. Mas cumpri e venho cumprindo. O que a escola me ensinava eu ia comprovar em livros e mais livros. Tinha muita coisa errada. Não davam ouvidos a muita gente. A história era uma linha tendenciosa e a máxima que a guerra é contada apenas por quem vence estava valendo. Na verdade é tudo uma questão de comodidade. Imaginem lidar com todas as variáveis possíveis, imaginem levar em conta que o Pizon, ou alguns piratas sem nome ou navegadores perdidos tivessem aportado nas costas brasileiras bem antes de 1500. É apenas uma analogia, mas agora imaginem que você não cabe no conceito de apenas Homem e Lobo. Que na verdade habita em você o Leão, a águia, a enguia e toda sorte de ser tão maravilhoso quanto aquele do qual você faz uso. E que por obra da ignorância vivemos podando-o, prendendo-o e este so aparece quando suas garras dão algum deslize. Imagine que das muitas vezes que você fechou a cara ou se irritou com algo, na verdade estava prendendo um forma sua de se mostrar. de ser e de existir. Forma esta que te surpreendesse e quem sabe te engrandecesse tanto quanto a sofrida em uso. Suposições? Não. Não mesmo. Está em nós acredite. Nos fechamos em pequenos mundos, regamos valores que aos poucos perdem as origens, giramos no mesmo eixo em universos paralelos e fazemos acreditar que é aquilo o tudo e somente aquilo. Pagamos nossas contas, batemos nosso cartão da vida, sempre no mesmo horário e esta não é senão um espaço entre o que você sonhou e o dia em que verá as plantas pela raiz. E assim trancafiamos todo o Zoo que habita em nós. Então sou o nojento burguês que ouço Bach, Stravinsky, Wolfgang Amadeus, Blur, Link Park, Caetano Veloso, João Gilberto e ignoro o "Axé music" o sertanejo e as melodias de refrão absurdo e repetitivo onde mulheres mostram as ancas. Porque as ancas para mim soam grotesco, sem cultura e por mais que me incite eu renego, é baixo e lascivo é,enfim, o que eles disseram, dizem, dirão. Até que mudem e conseqüentemente, me mudem junto. Sou a religião do que foi crucificado ou então faço parte do Islã, cultuo Maomé e ignoro que este foi um missionário cristão, levanto as mão para Tupã ou danço ao sons dos tambores invocando voduns. Devoro arroz integral, barras de cereais ou me afogo em hamburgers gordurosos. Sou caridoso com aqueles a quem intimamente não me imaginaria igual. E se igual fosse não teria como fazer parte da "roda" de amigos do qual faço hoje pois não passo de um consumidor avaliado por um poder aquisitivo onde terei acesso a isso aqui e aquilo ali. E quando perco pontos os que me sorriem podem me presentear com indiferença, pois são poucos os animais que neles habitam. Quando nos damos conta estamos com tantas etiquetas, tantos adesivos de aperte aqui, puxe ali que nos vemos em dilemas pois temos apenas um homem e um Lobo para dar conta de tudo. E este tudo é grande demais, volumoso demais para se encaixar na diminuta variedade de Homem e muito menos faz parte do mundo do Lobo. E todo o resto de você ruge em desespero, almejando a chance de se mostrar, de ser, de vir. Abram as portas, gritam. Abram! Não sei ao certo se o fiz naquela biblioteca em 1985. Não sei. Certas coisas precisam de tempo. Existe os que vivem em paz apenas com o Homem, outros harmonizam-se também com o Lobo e alguns precisam de todos pois acharam a chave de suas portas.
Barulho de fogos, o Brou apagando velinhas. Pela TV (Eu liguei a TV!!!!) cenas do Rio de janeiro, Florianópolis, São Paulo, Maracaípe. Fomos para praia de Boa Viagem, no Recife, deu tempo de ver o Lenine no Palco dizendo "Obrigado, até mais...". Pra mim não fez falta. Mas teve as batidas de tambores. Ah isso TEVE! O ano raiando e o maracatu marcando presença, cena bonita. Primeira tela pintada de 2004, não faltou cores. Primárias, secundárias e terciárias, quente, vermelho, violeta. Tum, tum, tum; batiam os tambores. Dançávamos na areia. Doce liberdade de ser e estar. Que continue assim.
É minha última mensagem deste ano...São 21:25...Não gosto de despedidas, mas..TCHAU 2003, você já rendeu o que tinha. Ano que vem tem de bom o dom de ser novo e so por isso já se paga. O novo é cheio do que pode ser, cheio de esperança e so por isso já se paga. Não existe nada mais promissor do que uma tela em branco. Ela so não pode permanecer assim, podemos escolher tinta, pincel, a paisagem...2004, tela branquíssima...Deixa comigo....Abraços a todos que caminharam comigo neste ano....Ah, parabens a meu Brother..afinal hoje é o aniversário do escroto. Vamos à festa agora...
Ok, afora o velho gordo vestido de vermelho, afora o incentivo ao consumo, afora o capitalismo exacerbado, a falta similaridade de nossa cultura para uma festa nórdica afora todos esses lances que poderiam dar muita água para moinho girar em textos do tipo "Tudo isso é uma besteira" admito que sou humano. Louco, claro! Mas, humano. E se o mundo inteiro (ou boa parte ocidental dele) tem como costume reunir a família nesta data....Porque um Louco não pode dar uma de lúcido? De cair na onda? Deixar levar. Afinal é difícil reunir a trupe. Mas não impossível. Eles vieram. Não todos, claro. Mesmo que para uma passada breve, como o Pixmal ou para um forte abraço como a minha tia. Eles vieram. Não sou muito de colocar a foto da galera aqui, mas prometi. E também porque as imagens podem traduzir muito bem um clima, um espírito, uma vontade. Obrigado de coração a todos que deram votos natalinos, aos que ligaram, aos que enviaram cartões que enfeitaram minha árvore e até aos que deixaram recado e eu tive que ligar para trocentos números até encontra-lo. Não é 1985? Seu escroto! Ao Marcio que apareceu, digamos..tonto, não subiu nem para um drink nem nada, mas deixou seu recado. Aos meus amigos de Blog, Ao cara (Não sei o nome) que conserta aparelho de TV em uma loja da galeria da esquina, ele me abraçou no meio da rua e me desejou Feliz Natal, so nesta data mesmo...Feliz Natal porque todos viram bons loucos nesta data. E curtam as fotos. (Clicando-as)
Estava pensando como continuar este texto sem descaracterizar a fantasia e candura da época natalina, mas não dá. Papai Noel pra mim sempre foi uma incógnita. Pó um gordo vestido de vermelho com um gorro na cabeça que entrega presentes e mora no Pólo Norte? Para quem vivia fugindo de Boi Tatá, Perna cabeluda, Caipora e bambus repletos de sacis, um Gordinho bonzinho que vivia cruzando o céu num trenó puxado por veados (ninguém tinha idéia naquela época do que era uma Rena) era no mínimo bizarro. Mas não dava para escapar do cara, no natal a foto dele estava estampada em supermercados, livros, garrafa de refrigerantes, mas ele em pessoa; nada. Então, numa cidade grande, em um Shopping, no meio dos corredores, lá estava ele, o papai Noel. Fiquei nervoso. O que falar com a figura? Tive uma idéia, ficaria calado, e ele falaria primeiro e foi o que aconteceu.
"Olha, que menino bonito. O que você deseja de Natal?"
Eu estava parado, catatônico, olhos saltados e 678 pensamentos entrando em conflito na minha cabeça. Porque? Bem hoje posso explicar:
Sabe como é natal né? O Noel se multiplica, toda esquina tem um, toda loja quer ter o seu e tal. Daí que neste Shopping devia estar com uma escassez da figura e colocaram uma mulher no lugar, uma mulher volumosa de voz grossa parecia uma atleta russa, mas tinha um rosto gorducho e rosado. Após meu susto dei um sorriso e aceitei melhor aquela figura que tanto me intrigava. Espalhei para os quatro cantos que o Noel era uma Mulher barbada, que fugiu de um circo e ganhava a vida vestida de gnomo. O pessoal da fazenda gostou, ficou melhor de aceitar. Nosso folclore era meio espinhoso, não tinha muito lugar para açúcar. Mas eu so saquei que tudo aquilo era superficial nos momentos em que não tinha crianças para "atender" a testa daquela senhora suava, em alguns momentos ela perdia o olhar para absorver alguma preocupação qualquer, suspirava. Aquilo não podia ser encanto, era gente, de carne e osso. Mas ignorei, dei uma chance. Nunca é legal se desfazer de uma fantasia. Embora tenha continuado a busca nunca achei um saci. Achei melhor assim, afinal nunca se sabe o que se obtém quando uma fantasia toma forma.
Minha relação com o tempo é, na maioria das vezes, crítica. Entretanto me vejo mais como um admirador. Uma de suas maiores façanhas é de nos enganar. Por causa de seus efeitos todo o nosso mundo é uma eterna ilusão, vivemos no passado, e acreditamos piamente que somos parte do presente. O que vejo, o que presencio nada mais é do que o que a luz que recobre e molda as formas; quando esta luz chega aos meus olhos me revela algo que não existe mais na forma original. Sou alvo de uma ilusão. Um exemplo mais prático seria observar o Sol, o que vemos e a imagem dele ha oito minutos atrás, pois foi o tempo que a luz gastou para chegar ao nossos olhos. Com as pessoas, mesma coisa. O que conheço delas é o que recebo de emissão das mesmas, parte também do que recebo dos outros, mas podem muito bem não mais representar o que a pessoa é em si. O que observo é que, como seres sociais, seremos sempre aquilo que damos, que emitimos que trocamos e compartilhamos em um espaço de tempo que não nos é determinado, ou pelo menos não nos informam sobre isto. E quando nos formos, seja para o limbo ou para uma fila de reencarnação, o que ficara serão suas lembranças nas pessoas que você tocou e conviveu. Serão seus trabalhos, sua arte, seus esforços. As pessoas te perpetuarão, suas obras comunicarão a que você veio nesta breve passagem. E tudo isto terá que resistir a apenas uma coisa: o tempo. E quando ele vence (porque ele sempre vence) Você deixara de existir, sua passagem aqui não pode mais ser comprovada, pois os corações de quem você tocou já não mais existem, suas grandes obras viraram pó ou se perderam pelas novas tecnologias, você se tornará breves suspiros de existência quando alguém abrir um livro ou acessar algum arquivo onde conste alguma passagem sua neste mundo. De consolo sabemos que nesta passagem você foi peça importante na vida de várias pessoas e influiu em seu desenrolar. E assim por diante com os que virão depois. E, na grande mesa da existência, mexendo suas peças, nem rindo nem chorando...o tempo. Nos meus estudos para Algarobeira, fui a fundo na pesquisa da árvore genealógica de minha família, e foi bom saber como todos que já se foram estão tão vivos dentro de cada um que ainda paira por aqui. Tais como Cassemiro, Lika, Ulisses, Nozinho, mas quanto mais me distanciava no tempo, mais próximo ficava do terreno de sua vitória. Mostrava fotos, enviava por e-mail para parentes em outros estados e nada...aquelas faces não mais tinham nome, não mais tinham história, foram vencidas pelo tempo, na ordem natural das coisas. Fica em nossos corações suas expressões, suas formas estáticas e toda nossa emoção contida, amarrada por pessoas que não sabemos quem é, o que fez, mas que foram importantes, tiveram sonhos e objetivos. E nos vemos apegados ao que não existe mais. Apegados ao que a luz nos trás aos olhos, apegados a mais uma ilusão deste que tanto me intriga, o tempo.
Domingo passado (16/11) foi o aniversário de 50 anos de minha tia Neusa. A organização da festa foi feita pelos familiares, mais pela minha prima Luciana. Entretanto todos participaram de alguma forma. Seria uma reunião bem íntima, somente minha família e a de minha tia e assim foi. Em determinado momento da festa a sala foi "invadida" por umas trinta pessoas, eram do grupo da igreja que minha tia participa. Nós que fizemos a surpresa, fomos tomados por outra surpresa. Mas nada que abalasse a noite, aliás os novos personagens deram outro ritmo à festa. Pediram discurso, minha tia negou, então pediram discurso do Juca, o esposo. Dai cada parente foi perdendo a timidez e enfrentou a sala lotada para compartilhar com os outros o que minha tia representava. Na minha vez eu, diante daquelas pessoas a maioria desconhecida, me vi com palavras engasgadas na garganta e saiu apenas uma frase: Que ela era a minha segunda mãe. E olhei para ela para que visse meus olhos, esperava que ela entendesse tudo que eu queria falar mas que não foi dito. Ela sorriu, entendeu. Na vez da minha mãe, que é tímida aos desconhecidos, ela quase some no sofá ante o coro de todos para discursar, ela não foi. Minha mãe nunca gostou de palcos. E como são difíceis de se entender as pessoas que não gostam de palco. Era um momento mais que especial e oportuno para mostrar a todos o que aquela irmã representava para ela. Coisas que quem viveu os bastidores sabia muito bem. Mas minha mãe nada falou. Seu álibe era a timidez, mas ela nunca iria. A maioria dos integrantes do grupo da igreja discursou, foram lindas palavras, alguns com poemas que me deixaram orgulhoso de ser sobrinho daquela pessoa. Ao final minha tia agradeceu a todos e depois de longa pausa discursou sobre uma pessoa apenas: minha mãe. Naquele momento eu vi algo que a muito me falta presentear aos olhos e ouvidos. Pessoas que valorizam os bastidores. Venho sentindo a tempos saudades dos bastidores. Não é um lamento, longe disto. Afinal somos o conjunto de nossas escolhas, e as minhas sempre tiveram uma certa ponderação, mesmo que fossem vestidas com a total "porraloucura". Quando me sinto em um bastidor eu dou um nome: "Estou lavando a alma". O pior é que reclamar dos palcos te deixam com cem por cento de chance de ser tachado como um mal agradecido ou um cabeça dura que adora o contra. Estamos acostumados a aceitar o que geralmente não combina com a gente, os rituais do cotidiano tem uma força invisível que nos distancia de nosso eu verdadeiro. Você aceita todos os sorrisos amarelos no ambiente de trabalho, aceita os bom dias mecânicos, os bares xerocados com gente tagarelando e um pentelho num banco tocando uma lista chavão de MPB, aceita o circo da televisão e muitas notícias marchetadas da imprensa escrita, aceita se encontrar em um local onde não gostaria de estar naquele momento, mas é uma festa ou um evento importante, é algo único,onde todos estão e não faz sentido você não estar lá , afinal seu querer a muito não faz mais sentido. E é de se entender, chega um momento que é você contra o mundo e te dá um pá na cabeça tipo: "Cara, o errado so pode ser eu...estou na mão errada, sou aquele português reclamando de todos que estão no sentido contrário quando quem está na contra-mão sou eu" . E me vejo no desfile do Galo da Madrugada onde você quer ir para a esquerda, para a direita mas é levado para a frente por um milhão de pessoas, até chegar na avenida Guararapes onde todos querem que você chegue, onde está escrito que é para todos chegar. Daí você faz uma escolha de três:
1 - Caminhando e cantando e seguindo a canção.
2 - Caminhando e cantando e seguindo a canção, mas mantendo suas convicções, tentando não se poluir.
3 - Corre contra, sou dono do vento e do tempo.
Minha opção sempre foi a segunda. A idade é quem vem fazendo o veredicto, quando adolescente me achava covarde por não escolher a 3, ha um bom tempo meu veredicto é que sou sensato o que temo é que com esta tal da idade eu venha a pular para a opção 1. de qualquer forma me vejo chegando na Guararapes, onde todos que conheço estão chegando. (Opa, todos não. Desculpe. Alguns bailam neste desfile em todas as direções e nem mesmo sabem onde é a Guararapes).
Há duas semanas eu e a digníssima, irritados com as fotos de praxe que víamos nos álbuns (Com o famoso sorriso de foto) inventamos de nos flagrar em casa em momentos totalmente descontraídos. A foto acima é uma delas. Eu estava concentrado em frente ao computador, minha cabeça estava a mil, ali é meu bastidor. Tudo que saísse dali iria para o palco. Em muitas outras coisas, incluindo o BLOG, venho tentando fazer com que a distancia entre Palco e bastidores seja nula. Espero que consiga.
VIAJAR É PRECISO (PARTE II)
A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE
"...Mas se é espantoso pensar como tanta coisa sumiu, tantos guarda-roupas e camas e mucamas tantas e tantas saias, anáguas, sapatos dos mais variados modelos arrastados pelo ar junto com as nuvens, a isso responde a manhã que com suas muitas e azuis velocidades segue em frente alegre e sem memória..."
(Ferreira Gullar Poema Sujo - um fragmento: "Velocidades")
Enchi meu peito ao dizer que logo completaria quatorze anos, não era verdade. Acabara de completar treze. Estava chegando na adolescência e tinha nos olhos o caleidoscópio que faria jus à mais louca viagem do submarino amarelo e do "sargent pipper". Minha primeira viagem sozinho (Sem meus pais) começava ali, naquele ônibus lotado rumo a Itaparica, passar uns dias na Casa de meu colega de sala, o Júlio. Ao meu lado outro grande amigo o Ailson (Que apareceu aqui no Blog com o nick de Baiano), companheiro de tantas bizarrices que desenhariam um futuro tão incerto quanto meu juízo naqueles dias que se seguiriam. A senhora que me questionou sobre a idade tenta prosseguir assunto nem a ouço mais. Se ela tivesse um leve noção da batalha que meus neurônios estavam travando, e perdendo, contra meus hormônios saberia na tala que a viagem so tinha um propósito: o sexo. Isto mesmo, sem arrodeios, sem papo nem cobertura de bolo. Era sexo na palavra escrita, pronunciada e, jamais feita. Se um adulto (normal) pensa em sexo a cada 4 minutos, um adolescente (normal) pensa em sexo 61 segundos por minuto. Itaparica não me mostrou nada de novo para quem queria desbravar um mundo até então desconhecido; grupinhos de gente ansiando por nos fazer "por fora", clubes , bares, supermercados...Tudo igual às coisas das quais "fugimos" horas atrás. O Júlio se transformaria na Alice aos nos informar sobre o país das maravilhas. Vamos para Petrolândia, disse ele. Petro o que? Petrolandia galera, é a cidade das mulheres. Não era necessário falar mais nenhum ponto turístico, Petrolandia se tornou o porto aonde todos querem chegar. Chegamos, e então a falta de uma certa sinfonia nunca antes tocada em minha mente deixou de existir, e seus acordes, suas notas se transformaram nas formas que abençoaram minha vista. Quebra cabeça de panos coloridos estendidos ao Sol, ondulando ao vento, toureando pivetes travessos que brincavam entre os varais, senhoras de vestidos floridos ensinando sorrisos debruçadas na janela, senhor de pele idosa sintonizando rádio AM com astúcia de quem é bem maior do que o mundo que lhe trás notícias. Venda de cimento batido com mesas da idade do tempo, balcão que escorou história. Foi quando descobri que as cidades ostentam uma alma. Comemoramos bebendo uma pinga local que nos presenteou com o álibi de nos roubar um juízo que nunca chegamos a ter. Estávamos prontos para a festa logo à noite. A cidade se vestiu de luz e centenas de anjos de vestido de chita iam e vinham em cochichos ao pé do ouvido, eu e o Júlio nos acostumamos à roupa nova e ao perfume forte. Mais experiente e com cara de maturidade o Júlio seria meu mentor, nos postamos em um bar redondo, fechado e escuro. Conhecemos duas garotas, ensaiamos conversas sem sentido, destas que preenchem o tempo, se quisessem saber o que queríamos bastava olhar em nossos olhos. Então falta energia em toda a cidade, saímos do bar levados pelas garotas, nem pagamos a conta, ziguezaguiamos pelo escuro, rindo, o Júlio berrava as coisas mais insanas, as garotas riam, a luz nos tirava uma liberdade, sem ela estávamos despidos de culpa, a cidade era nossa. Não posso precisar onde paramos mas foi por causa dos beijos, aprendi a não respirar, existia algo mais essencial que aquilo. Me escorei em uma árvore, nem o cheiro forte de cigarro da menina me incitou algum levante de repulsa, eu estava totalmente dado. Apenas e simplesmente queria. Minha inocência acabava de ser extraída, colocada em uma cabaça, selada com cera de Arapuá e enterrada para maceração qual licor de Jenipapo. Desfaleci, acordei com o Júlio dizendo que as meninas sumiram, estava com frio, levaram minha Jaqueta, Julio ria sem parar, foi quando me dei conta. Onde deixamos o Ailson? Me abracei ao Júlio, nos equilibramos para uma caminhada na melhor linha reta, revelei para ele que nunca casaria em minha vida.O Júlio me informava que eu era a forma original dos cafajestes, ríamos. Caminhamos sem destino, sem luz, sem conhecer o caminho sentamos no que parecia um barzinho de beira de estrada. Amanhecemos o dia namorando a cidade que dormiu aos nossos pés. Quero viver viajando, revelei ao Júlio. Ele informou que isso não era vida. E o que é então? Perguntei de volta. O silêncio chega.... Ainda não tínhamos a resposta, éramos muito jovens. O Ailson nos acha com o coração na mão, tinha dado a palavra aos meus pais que tomaria conta de mim, não veio conosco porque não queria se "poluir" estava se preparando para entrar no seminário naquele ano, queria ser padre. Mais tarde desistiria do seminário ante o padre querendo estrupá-lo. Devia ter se poluído com a gente. Comecei então a não sacrificar o presente por um futuro incerto. Tudo era incerto naqueles tempos, mesmo assim arrisquei uma meditação que vinha do meu coração. logo voltaríamos deixando para tr´[as aquela cidade mágica. Moldada na simplicidade das coisas, feita para ser bela por simplesmente ser. Foi ai que meditei: Lá fora o tempo corre, atropela a tudo, parece nos fazer perdê-lo a todo momento, e aqui somos dono dele, creio que ai reside o segredo desta cidade não sucumbir ao sistema. Anos depois nós três voltamos para a mesma cidade, em seu lugar nada além de um enorme lago, toda uma cidade desaparecera, não havia vestígios, se tornara a Atlântida do Nordeste. Era necessário para a Hidroelétrica de Itaparica. Em seu lugar fora construída a Nova petrolândia, feita na régua, chão de cascalho, maquete gigante, esqueceram a alma embaixo do lago. Éramos muito jovens, começamos a perceber a fina linha que separa o certo do errado.
"...A contenteza do triste
Tristezura do contente
Vozes de faca cortando
Como o riso da serpente
São sons de sins, não, contudo
Pé quebrado, veso mudo
Grito no hospital da gente"
BÉRADÊRO
(Chico Cesar)
VIAJAR É PRECISO O viajante é a pessoa que mais adora ficar em casa andando por ela porque sua casa é o mundo
Agora sei que so me encontro quando me distancio. Viajar é preciso. Eu tenho uma idéia do viajante, este personagem que sempre nos parece ter asas. O verdadeiro não parte para os lugares devido a uma fuga ou um mal estar do local de onde se encontra pois deve saber que a verdadeira viagem reside dentro dele. Não necessita nem sair do local de onde está para viajar pois muitas prisões podem detê-lo e isto não deve lhe tirar a estirpe. Não deve ser confundido pelos que administram alguns dias para receber mais Sol ou fazer algo que se lembre no futuro e ao mesmo tempo não se desgarram do seu cotidiano. Talvez ele deva ser fiel apenas o que vê pela frente, saber que o que vê passara ao seu lado para dar lugar ao que vem mais à frente, e raramente irá olhar para trás. O viajante sofre mais pois não tem o acalento da segurança para doar, tudo nele balança. Todos nós um dia fomos nômades, aprendemos a domar o fogo, a cultivar a terra e, como as plantas, termos raízes. Estamos quietos, mas somos viajantes.
Deixou pessoas contemplando, paradas, meditando. O mural criou vida, refletia pessoa, sentimentos, momentos, vida...Falava, falava e muito. Ainda hoje tenho ouvidos para ele.
Esta foto acima faz parte do filme que revelei a pouco. Ela estava guardada com outras, esquecida. Esta foto tem exatos 3 anos. Vejam que a Manuela ainda carrega meu sobrinho em seu ventre sobrinho completa três gora dia 20 de outubro. O Local da foto é o meu querido quarto. Na época eu morava apenas com minha mãe. Tudo ao redor é o que chamei de MURAL. Nunca gostei do branco, da tal da ausência de todas as cores, é um saco. Todos os meus quartos tinham a parede branca, até eu chegar. O Mural começou com apenas uma foto. Era uma foto da janela de um carro em movimento. Depois coloquei mais uma, meu irmão me ajudou com algumas fotos de Surf dele, então coloquei algumas mensagens que ganhei de amigos, depois coloquei cartões de aniversário, alguns desenhos que fiz, fotos de namoradas, recortes de jornais, depois recortes de revistas. Quando vi já tinha tomado a parede inteira. Foi quando percebi que haviam mais três paredes...Deixei minha imaginação correr, colocava tudo que vinha à mente, relógio quebrado, Cardápios de bares (Meu Hobby era "pegar emprestado" cardápios de bares), Placas de computador, disquetes. Mas não foi apenas eu. Meus amigos quando vinham ao quarto antes de mais nada passavam horas a olhar a tudo e começaram a trazer as coisas deles também, as fotos, objetos etc...Já não era mais meu. O Mural era de todos, cada um contribuía com algo e até mesmo eu quando chegava do trabalho ia checar as novidades, então vieram as pixações, as dedicatórias de todos, os banhos de cerveja, os cartões de 1985. So faltava o teto...So faltava, este foi o próximo alvo, no teto ficariam grandes fotos que quando ao dormir eu sempre olhasse para elas. Dezenas de fotos foram tiradas no mural, digamos que ele era o ponto turístico da minha casa, quem não conhecia o mural, quem ainda não tinha tirado uma foto no mural...não conhecia o Louco. A foto acima foi uma das últimas do Mural, todos eram unânimes em dizer que ele não fosse retirado. Mas este dia chegou, com ajuda de dois amigos meus (Léo e Marcio) gastamos um dia inteiro para retirar o mural, não me desfiz de algumas fotos e algumas lembranças, era impossível pois em determinados recortes as pessoas tinham colocado seu coração no papel, eram textos da mais pura demonstração de amizade. Eu os guardei e ainda os tenho. Uma amiga minha uma vez me perguntou como foi o início, o que levou a colocar a primeira foto. Eu disse que não estava mais pintando quadros, a tempo nunca mais tinha tocado no nanquim para desenhar algo, começava a não ter mais tempo para as coisas. O MURAL era o reflexo do que acontecia dentro de mim, a arte corre no meu sangue, como não viu escape,estourava em forma variadas, salpicando fotos aqui, sentimentos ali, criando murais.
MEUS BONECOS DE PANO A loja se chamava Banguê, fica na ala norte da Casa da Cultura. Perguntei à moça que atendia: "E aqueles bonequinhos de pano, vocês tem? Ela respondeu: "De monte, tá cheio! Tudo quanto é cor, a maior diversidade". Foi então que decidi fotografá-los.
Não sei se vocês (os que estão sempre aqui) se lembram do concurso de fotos que eu participei (National Geographic). Em duas etapas, uma nacional e outra mundial. Pois é ontem recebi um e-mail de Londres informando que minha foto está na finalíssima da etapa mundial.O julgamento final será na Sexta próxima (03/10). A Final da Etapa Brasil será 17/10. Fiquei contente pra caramba, a foto que selecionei para a etapa mundial foi a de vários bonecos de pano de todas as cores. O tema é Diversidade. Para a etapa Brasil mandei uma fotos de peixes de várias tipos juntos. A foto da etapa mundial eu consegui passando o dia na Casa da Cultura. E a da etapa Brasil consegui no centro da cidade, ficando quase duas horas de cócoras em frente a aquários, uma das fotos mais difíceis que já tirei. Porque? So digo uma coisa, tenta fazer com que peixes posem para foto, vários, ao mesmo tempo, depois me fala...Bem, já ganhei o reconhecimento e uma assinatura da revista. Minha parte normal (E modesta) diz que já estou satisfeito, mas minha parte Porra-louca quando vê o 1º lugar (Uma expedição no local a escolher com a equipe da National Geographic) diz que...Quem sabe?
Pô, sabem aquela sensação de que alguém invadiu seu computador e tomou posse do Blog? Foi isto que aconteceu ontem. Ok, eu estava com uma cervas na cabeça, mas me impressionei com a vontade de externar o que sentia, dai o texto ser meio desespero...ia apagar, mas ai isto aqui não seria um baú. Fica do jeito que está. Afinal eu amo Olinda mesmo....
EU AMO OLINDA. Porque hoje eu estive lá e tudo mudou, de repente o dia perdeu o anterior sentido e como cortina de espetáculo atrasado...
se abriu e no palco...OLINDA.
Postado assim que cheguei de sua magia.......
Eu ia postar sobre outra coisa neste fim de semana, mas acabo de voltar de Olinda, acabo de andar por Olinda, e não posso pensar em mais nada. Eu amo OLINDA! Eu amo OLINDA. Não estou dizendo isto à toa. Batuque de maracatu, frases que iam e vinham pela boca dos cadenciadores de capoeira, enfatizavam o que meu coração expulsa sem temor EU AMO OLINDA. O dia parecia normal até o momento que eu decidi ir naquela cidade. As ruas, o calçamento, a história as igrejas, o calçamento, as ladeiras.e sobre tudo a magia. Pisar em solo de romances, ouvir a música que emana de suas construções, se sentir parte de seu passado, saber que em algum ponto eu já fiz parte daquilo...EU AMO OLINDA. Do alto da Sé, tirei várias fotos da Igreja, não queria guardar nada, já tenho mil fotos de lá....EU AMO OLINDA. A "Casa da tua Mãe" parei em frente, mil emoções, não queria, estava lá apenas para dar alô...EU AMO OLINDA, EU AMO OLINDA. Eu nem tirei a roupa impregnada pelo teu cheiro eu vim aqui no computador para te homenagear...EU AMO OLINDA, EU AMO OLINDA...tua magia, tua mágica, teu casario e tua gente...EU TE AMO, EU AMO OLINDA... EU AMO OLINDA.. Que aqui fique registrada esta paixão, que fique registrado a carreira que eu dei por suas ruas hoje, entre os becos entre As pessoas que faziam história em silêncio as fotos que tu me destes hoje, pelo carinho que tu demonstrasse, pelos beijos que tu me destes e pelas vistas que tu me presenteasses...Eu TE AMO, EU TE AMO, EU TE AMO OLINDA, EU TE AMO!!!!!! Toda visita a você e um alimento á alma, à minha alma, sua vozes, seus prédios, sua vistas....Não estou em condições de articular algo sóbrio, não estou em condições de te falar em coisas certas e medidas a única convicção que tenho, a única certeza, a única coisa que sai do meu peito sem ensejos, sem acréscimos é uma frase simples...EU TE AMO OLINDA...EU TE AMO!!!!!!
Eu só acredito
Em vento que
Assanha cabeleira
Quebra portas e vidraças
E derruba prateleiras
Se fizer um assobio esquisito
Na descida da ladeira
Eu só acredito em lama
Se for escorregadeira
Como casca de banana tobogã
De fim de feira
(Descida da Ladeira - Alceu Valença)
Tentou ignorar os gritos e se concentrou na direção do vento, ignorou os incentivos pois seus ouvidos não mais recebem o falso. Já tem noção que é somente você e os seus desejos, você e a vontade de ser. Entre a ponte e o rio, que o observa abaixo, são oitenta metros. Que seja. Então o salto, o vento, as vozes que somem na distancia que cresce. Assim se alimentam os audazes, assim sorriem. Pena agonizarem no mesmo. Pena ter que estar entre os que urram hoje e amanhã não perdem a esperança de citar: "Eu não disse?" Mas enquanto for preciso, enquanto for necessário para se manter alimentando, que seja. Vinte metros o rio parece beijar-lhe. A corda tenciona a velocidade baixa de 95Km/h para 30 em milésimos de segundos, todas as vértebras se apartam como ciranda de roda que se abre. Ótimo espaço para uma lesão, neste estado o corpo parece fazer parte de tudo que o cerca. A cabeça chega a submergir no rio. Velocidade zero agora. Então o puxão a mente parece escapar pelos ouvidos, olhos saltados, corpo sobe 40 metros e novo mergulho e assim até estacionar. Esta feito, estou feito, tudo se fez. Sentiu-se pronto para a próxima. Volta a ponte e se entretém com os abraços, os apertos de mãos os vivas de momento, são rápidos pois eles não podem perder o capítulo da novela das oito. Eles vibram com os audazes, mas nunca aceitariam ser um deles. E as vezes você pensa o quanto seria inútil informa-los que sempre o foram, quer basta acordar e que cada um tem sua forma de fazer. Eles vão embora porque o assunto das rodas de amigos já está feito, eles vão embora porque seu tempo é em ponta de lápis e em planilhas de cálculos. E um palhaço metido a passarinho já completou o dia deles. Você está na ponte, contemplando o rio abaixo, nunca ouviriam esta conversa da natureza com sons de vôo de pássaro e assobio de vento. So quando a noite cai é que você retorna. Sozinho. Como sempre esteve.
OLHOS Nesta vida você pode encobrir a verdade de tudo, menos dos olhos, ali a alma tem sua janela.
Por eles podemos enxergar aquilo tantos tentam esconder, guardar, proteger.
E encontramos tudo que cobrimos com fina casca.
Não existe nada de mais sincero em uma pessoa do que os seus olhos. Seus gestos podem enganar, sua boca pode pronunciar o que quiser distorcendo os fatos. Sua mente pode te confundir, pode ficar inebriada por qualquer coisa, mas tudo isto é filtrado pelos olhos, ali não há como enganar, eles falam, eles calam, eles gritam e choram. Eu nunca conhecerei completamente uma pessoa sem antes olhar seus olhos, nunca conversarei verdadeiramente com uma pessoa sem antes fazê-lo fitando seus olhos. Já notaram como dificilmente conseguimos hoje em dia falar com alguém fitando os olhos? Logo a pessoa desvia o olhar, talvez até se sinta incomodada. É até normal, ali está a passagem para a alma, estão as coisas que formam sua individualidade e muito do que você revela para você mesmo ou para poucos, e de um momento para outro fica à mostra para quem ¿ousa¿ fitá-lo. Em parte foi por isto que coloquei meus olhos no Blog. Uma figuração daquilo que prezo.
OS MAIORES POETAS QUE CONHECI Corre em mim estas memórias, misturadas no sangue, tonificando o juizo contra dia a dia.
O sol ainda estava a pino quando a tarefa na horta se findava. Não falavam nem gritavam pois já era sabido de todos o prazer que se seguiria. Mãos que enxugavam suor, sorriso que aparece, de início tímido para depois virar gargalhada. Meninos e meninas iam de encontro à sua melhor hora do dia, desciam caminho tortuoso entre a mata em fila indiana. Vigiados por calangos, sabiás e sibitos, desembocavam no Velho Chico. Águas paradas refletindo Sol e céu. Hora de fazer poesia.
Faziam carreira saltavam da beira espirravam água para tudo que era lado, com esse intento mesmo. Batiam as mãos, palmas abertas, sorrisos se multiplicavam. Em cada gota jorrada vários prismas refletiam as sete cores, começava a pintura. Faces molhadas viradas para o alto, que venha o Sol agora. Água escorrendo, pele parda misturando cores secundárias. Se reflete daqui: dourado. Se reflete dali: prata. Revoada de lavandeiras seguidas por um galinha d'água. Mergulho no leito, fundo, verde, silêncio de outros mundos, lar da meditação. Piabas visíveis que se assustam e peixe maior que se vê vigiado e foge. Temperatura que baixa, dedo que engelha. O rei da luz está atrás das árvores por elas passam seus raios pintando tudo de um vermelho forte, está terminado seu quadro. Meninos e meninas saem do rio, e terminam a sua poesia.
LIKA (PARTE FINAL) Um dia poderemos estar com nossa caixa cheia de sonhos, carregados com todos os cuidados criados, zelados, mantidos, lustrados. Então olhamos para trás e vemos que toda uma vida se passou.
Quarto fechado, família ansiosa, médico amigo da família faz pausa e olha nos olhos de seu companheiro de velhas datas, Casemiro. E fala: Você tem três meses de vida. Um sorriso do ouvinte serve de conforto para o fardo de informar tal tragédia. Homem de personalidade forte, perdeu conta de quantas vezes enfrentou a foice da encapuzada, e hoje ela agendou a vinda. Sorriu para todos confortou os que choraram. Mas à noite era so ele e o tempo. E este se arrastou pelos pensamentos das coisas que fez, e as que teria que fazer e decidiu: Três meses não vai dar, teria que enganar a encapuzada novamente. Três meses se transformariam em três anos num combate desigual. O Câncer não o tomava de vez, a encapuzada queria se vingar das tentativas frustradas e ia ceifando Casemiro aos poucos. Em seu último mês a família se reuniu para decidir que sua ida seria fazendo tudo que tivesse vontade, tudo que os médicos o tinham privado. Foi neste mês que cumpri minha parte no acordo, à noite íamos para o quintal tomar café preto, quente, olhar para as árvores no escuro e contar as histórias da família, e eram muitas. Haviam um ânsia em Casemiro repassar tudo aquilo para mim, de alguma forma ele estava preservando sua história. E em um destes dias mágicos, mas que precisam existir, a minha avó vem informar que eu e meu avô passaríamos a semana na Casa da Lika. Minha avó sabia que devia isto a Casemiro, ainda hoje me questiono sobre esta ação de minha avó. Hoje ainda não entendo bem, passamos a vida a desejar uma pessoa, rotulamos de amor, nos doamos de todas as formas, minha avó seguiu esta cartilha e por isto mesmo tinha uma imagem do coração do meu avô como ninguém. E agiu seguindo o que viu. Nesta semana que passei da casa de Mãe de Santo muita coisa ocorreu, preencheria um livro, vi que somos parte de um ciclo, que pode se mostrar a qualquer momento. Lika me apresentou uma garota de nome Sidarta, e informou que aquela menina estaria sempre ligada a meu futuro, eu imaginei que ela seria minha esposa. Me enganei, sua ligação ia bem mais além, mas isto já é outra história. Pelo menos foi minha primeira namorada. Lika cuidou do meu avô e tudo que por ventura faltou ser dito se findou naquela semana. Para certas coisas o tempo se expande. para Casemiro tal semana foi como toda uma eternidade perdida. Como de costume a casa estava cheia, toda noite tinha uma ladainha, fosse em latim, em Fom ou qualquer outro dialeto africano, eram noites animadas com muita dança e comida. No dia dedicado ao grande Vodum, toda a casa estava em alvoroço, era o fim de uma temporada, as voduncirrês se ornamentaram com vestidos novos, mãe Lika procurava manter um ar de tranqüilidade e pouco conseguia, era uma noite mais que especial. Meu avô como de costume estava próximo ao terreiro, vestido com seu terno de cor creme e seu bonito chapéu de abas largas, sorria sempre, neste dia Lika, no início das festividades, não poderia se comunicar com ninguém, estaria disponível apenas para os voduns, todos eles baixariam nesta noite. E ninguém mais falou com ela. A cerimônia prosseguia. De vez em quando, como crianças marotas, Lika fitava meu avô com o canto do olho, e este abria um sorriso discreto, em um destes galanteios meu avô respeitosamente tirou o chapéu e fez um cumprimentou a Lika com o seu melhor sorriso, ao por o chapéu de volta na cabeça, esta pendeu para trás e ele se foi. Os tambores continuaram tocando apenas Lika percebeu, e se levantou do lugar que não podia sair, e caminhou pelo terreiro onde hoje não poderia caminhar, e passou pelas vonduncirrês que estavam tomadas pelos voduns seguiu em direção da cadeira onde meu avô estava sentou-se aos seus pés colocou a cabeça em seu colo e pôs a chorar. então toda a casa parou. Os músicos pararam, os tambores, e as voduncirrês, mesmo com seus voduns incorporados, pararam. Se isto já ocorreu alguma vez, seja onde for eu nunca vi. O Choro de Lika era inaudível, so os corações ouviam, e é claro os voduns. E este, através das voduncirrês cantaram uma canção a muito esquecida, vim saber bem depois que falava do coração. Este do qual somos todo feito.
Um dia nos tornaremos o conjuntos das coisas que renunciamos.
Casemiro com certeza se questionou um dia. Quanto somos imperfeitos. O quanto há a lapidar nestes seres carentes de sentimentos. Porque dói o meu peito? Porque lutamos tanto se em um determinado momento somos pegos de surpresa e nos damos conta que o início ainda vai chegar? Tudo que ele desejava era a paz de espírito, mas que esta chegasse sem que ele ignorasse o que sentia seu coração. Optou pela razão. Era um homem comprometido. Depois aprendeu que as coisas do coração sempre guardam a razão no bolso. Ouvia os tambores, visitava a casa, aproveitava a sombra da cajazeira, era o seu segredo, a sua maneira de não trair a si mesmo, e estes momentos se tornaram dias, semanas, sempre sutil, sempre ponderado. Até não poder mais. Então foi hora de Lika informar o seu comprometimento. Mas diante de alguém que já passou por Zambelê, tal informação não surtiu o efeito desejado. Então soube que este comprometimento ia além das alianças mortais. A voduncirrê já tinha sido tomada pelo seu Vodun e como reza o culto gegê, teria que ser fiel a este para o resto de sua vida. Isto não foi dito tão facilmente, toda esta conversa foi mais gestual, enquanto olhos e face escreviam com todas as palavras possíveis as renuncias mais difíceis da vida de cada um. Até ser hora de voltar a viver, honrar a renuncia. O tempo dará um jeito de mostrar se eles estavam certos. E isto durou o espaço de toda uma vida. Minha própria existência deve ter dependido desta renuncia. Alzira teria nove filhos dentre estes apenas um sobreviveria: Eunice, minha mãe. O tempo fez um bom trabalho fazendo com que a história fosse contada da forma que os olhos Vêem. Mas esqueceu dos corações e estes ainda permaneciam os mesmos. Um a buscar os sons dos tambores, outro a dançar mais livre se notasse a presença do fiel admirador.
(continua...)
Nada é por acaso enquanto o amor escreve uma história.
Tudo passa a ter sentido e razão quando o coração assim diz.
A mente apenas cumpri mal o seu papel de traduzir os dizeres do coração.
O amor é uma palavra doce, sutil, quase inócua. E, como tudo que tem poder na natureza, suas aparências enganam. Defini-lo? Não me atrevo. Mas acredito nele, creio que já tenha falado isto. Casemiro sofreu muito nas mãos dos cangaceiros, não estou colocando estes bravos guerreiros do Sol como vilões, era uma época complicada a década de 20. Como era comum também o rapto de moçoilas por estes bandos e estas ingressarem no grupo. Assim foi com Maria de Lourdes, irmã de Casemiro. Procurar pela irmã se tornou o destino daquele homem. O Ódio pelos raptores era uma eterna bola de neve, passava pela loucura transbordava pelo queimar da vista, mas alimentava a vontade, dava forças, ambição nutria aquele ser dos mais perigosos sentimentos. Isso tudo teve um porquê. O seu amor, o seu destino, se encontrava naqueles caminhos. Visto deste ponto de vista é fácil acreditar que existe uma razão para tudo. E o acaso, não tem vez. Que força faria um homem controlar seu ódio a ponto de conviver lado a lado com aquilo que sempre tentou destruir? De repente ter que rever seus ideais, sua conduta e a forma de ver o mundo e então se tornar cangaceiro. Casemiro o fez. E não se tornou um cangaceiro qualquer, fez história, preencheu página de jornal, ficou com cabeça a premio tudo para aplacar o que infestava seu peito, chacoalhava suas vísceras percorrendo todo o corpo até invadir seu juízo. Esta coisa sem nome, sem eira nem beira o fazia penar no absurdo, o fazia entende-lo. Tudo era possível, tudo era próximo tudo era bom se em seu final houvesse o semblante daquela mulher, a Alzira. Então o ódio aos algozes minguou. Alzira era mulher do famoso cangaceiro Zambelê, isto não importava, no peito do Casemiro a certeza fez moradia, ela iria ser sua, mesmo que ele nada fizesse. E naquele estilo de vida as coisas aconteciam rápidas em um ano Zambelê não resiste a ferimentos de um assalto e morre no outro se finda um destino escrito com sangue e determinação e nasce um amor único, valoroso baseado em certezas tão bem fincadas na razão de ser que se apodera daquelas duas almas como um ser único guiado pela fidelidade natural aos que deixam se levar pelo bater do coração. E este sentimento, com ares de onipotente, conheceria seu algoz: O tempo. Este veio em forma de batidas de tambores, em uma casa branca com uma cajazeira enorme em seu quintal, entre as batidas uma figura bailava como que levada por outros, este conjunto de harmonia embriagou o Casemiro, que se encontrava postado no muro da grande casa. O fez pensar em tudo e a tudo, seu coração estava parado, assim como o tempo. Era hora do destino mostrar que não tem parentesco com a razão. Como é o nome daquela menina? Questionou o admirador. "É a Lika." respondeu o tocador de tambor.
(Continua)...
Eu meditei muito antes de colocar algo sobre Lika. Ela não está mais entre nós, sendo assim seria uma decisão partida de apenas um lado, conhecendo como a conheci do lado dela não haveria problema nenhum. É de minha parte o ar pensativo. Mas como o objetivo deste BLOG é o de um baú. Lika nunca poderia faltar nele. Abaixo a única foto que tenho com ela, as outras se perderam com o tempo. Mas suas palavras vivem até hoje em minha memória e na das pessoas que ela tocou.
Nosso coração quando bate imita perfeitamente cadência de tambor. Talvez seja por isso que tenhamos tanta afinidade com este tipo de som. Ele nos remete a um dos mais primitivos de nossos instintos, o de demonstrar os sentimentos pela harmonia emitida pelos sons. Na minha infância lembro perfeitamente, mesmo longe da fazenda, quando se afastava dos ruídos comuns ouviam-se batidas, ecoadas por toda a cidade, havia cantos também, mas as batidas se destacavam, eram ritmadas, sentidas e, nos remetia a uma herança desconhecida, aparentemente tribal eu, e talvez os outros, nos deixávamos levar. Acho que eram nos domingos.
Em 01 de abril de 1680 é proibida a escravidão indígena, campanha iniciada pelos jesuítas que, com o trabalho das missões, são tomados por uma certa simpatia pelo povo nativo, mas a igreja ainda os tratava como uma raça inferior, que necessitava de intenso acompanhamento para absorção desejada da religião católica. Padre Antônio Vieira toma a frente do movimento e so em 1751 a alforria do índio é efetivada. Entretanto o Brasil colônia não podia ficar sem a mão de obra servil e para tal a própria igreja propõe um pacto com o governo e o comercio, uma troca pela mão de obra indígena pela negra. Tal ato intensifica o tráfico de escravos vindos da África. Desgarrados de suas famílias, cultura, tradições, este povo necessitava aprender a conviver com a nova realidade e para tanto o resgate das tradições, das músicas, lendas e religiões se fazem necessário. Foi mais ou menos desta forma que, mais uma vez, o Brasil se mesclou da mais pura forma de enriquecimento cultural, a troca de conhecimentos, experiências e vida. Estes negros tocaram seus tambores, veneraram seus deuses, construíram os terreiros geração a geração até a Casa de Minas, no Maranhão, espalhar seus mais belos frutos. Entre eles a Lika, Mãe de Santo da Grande casa da Cajazeira,firmou lar na Bahia, voduncirrê que recebia Zamadono, principal vodum. Lika, a pessoa a quem considero como minha terceira mãe.
(Continua....)
Creio que todos possuam um lugar especial. destes onde desejamos estar so, apenas para meditar, descansar, pensar nas coisas que normalmente não fazemos nos lugares onde...onde geralmente estamos. Tempos atrás eu admirava bem mais o céu à noite. As estrelas e todos os astros me fascinavam muito mais que hoje em dia. Era 1986 e o Halley pairava no céu. De cartilha estrelar na mão eu o buscava e creio ter achado, uma mancha verde, muito, muito tênue. Muitos não o viram. O telhado da fazenda era o meu lugar. Separava-me muito bem daquela luminosidade, que so incomoda de ver os astros. É difícil falar o quão grandioso e bonito é um céu estrelado. Eu identificava um dos braços da Via Láctea, alguns planetas e com um pouco de sorte um satélite cortando o céu lentamente. E indagava o que imagino todos já terem indagado um dia: "Será que tem alguém em algum destes pontos luminosos acima fazendo o mesmo que eu?" Em cima de um telhado, fazendo parte da grandeza deste infinito Cosmos? Grandeza esta que se apresenta como uma faca de dois gumes afiadíssimos. De um lado tal grandeza nos faz meditar como são ínfimos os problemas que enfrentamos no dia a dia e por outro corta nosso feitos mais admiráveis, os levando para o lar da irrelevância. Não me importo muito quando posso tirar beleza de tantas coisas.
Quem segura o porta-estandarte tem arte, tem arte
E aqui passa com raça
Eletrônico maracatu atômico
A fantasia está nos olhos de quem vê. Para quem não "está muito afim" existe sempre uma explicação. Há também uma tênue linha vermelha entre a cegueira do óbvio e real e da aceitação das maravilhas escondidas na fantasia. Mas questionar sobre isto, para mim, é perda de tempo. Eu sempre vou enxergar a fantasia. Não, não é o caminho mais fácil, principalmente no mundo de hoje. Cara viajando na maionese é presa fácil. Sábado, 23 de agosto 02:32 AM. Eu e meu Irmão de frente para o computador, programa de fim de semana de quem não ta afim de balada (Ou nem pode). "Downloadeando" feito dois loucos, Músicas raras do Radiohead, Pilsen gelada, salgadinhos esquecidos, bolos antigos e pipoca (único lance culinário que meu irmão sabe fazer). Mas estava legal, digníssimas dormindo, papo de tudo sobre tudo e para tudo. Recheados de risos e gargalhadas (Minha família ri muito, muito alto). Eu e meu irmão somos muito diferentes fisicamente, ele tem características da família da minha mãe e eu do meu pai. Mas sangue é sangue e somos VICIADOS em carnaval. cada um nutre uma paixão diferente por esta festa e cada um tem sua forma de demonstrar. Então ouvimos um som distante que ia se aproximando, Tang, Tang, Tang, Não dava para sacar o que era, mas a medida que foi ficando mais forte..Chocalhos de lata.....Meu irmão deu um gole na gelada e soltou seu parecer: "São os caboclos de lança?" e caímos na risada. O som dos caboclos é inconfundível, dai o meu irmão soltar a questão, mas foi mais como piada de momento do que uma assertiva. Mas o som se tornou mais forte, preencheu o recinto, estava na frente do prédio. Não pudemos ignorar, corremos para a janela da frente e vimos uma turma de caboclos de lança passando rumo à praia. Não acreditávamos no que estávamos vendo, estamos com um sorriso estampado, uma mistura de admiração, incredulidade e espanto. Eram os caboclos de lança, figuras folclóricas do maracatu, muito comum de se ver nas ladeiras de Olinda, no carnaval. Mas não ali, naquela hora. Demorou para que saíssemos da janela, so quando eles sumiram de vista. Ainda perguntei ao meu irmão se ele tinha visto o mesmo que eu. Eram os caboclos de lança...O que faziam ali? Para onde iam? Agradeci por ter alguém comigo para compartilhar. Então aquela visão nos transportou para as ladeiras de Olinda, muitas histórias vieram, sorrimos, comemoramos colocando um CD do Mestre Ambrósio. Para muitos foi um lance do acaso. Para eu e meu irmão acabavamos de sermos saudados pelo espírito do carnaval, nos presenteando com um dos maiores símbolos da festa, os caboclos de lança, desfilando em nossas janelas
Perdi trinta em trinta e duas amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo trinta e duas vezes
Estou aprendendo a viver com você
(Já que você me quer mais.)
Passei trinta e dois meses num navio
E trinta e dois dias na prisão
E aos trinta e dois com o retorno de Saturno
Decidi novamente curtir e viver.
Quando você começou a me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão.
E trinta e dois anjos me saudaram
E tive trinta e dois amigos outra vez.
(UMA LIVRE ADAPTAÇÃO)
Vinte e Nove Letra: Renato Russo
Música: Renato Russo
sempre vejo você cantando esta música. O parabens hoje é para você, Louco. No meu caso, hoje e...
...SEMPRE!
Digníssima.
Ps. Desculpa mexer no layout do Blog, mas é so hoje.
Não tem essa, somos todos drogados! Na, nã ni nã não!
Nem vem, você é drogado também!
Conheci as drogas aos quatro anos de idade, sempre que estava P. da vida com algo (pois é aos quatro anos eu já ficava P. de alguma coisa) ia para o colo da minha avó, dona Raimunda, Ô santo remédio, não havia xilocaína nem diasepan mais forte do que aquilo e fiquei viciado até sua ida. Depois parti para algo mais pesado: fígados e corações de passarinhos, de atiradeira na mão acertava e Nhac, coração e fígado para dentro, isso melhoraria minha mira! Não sei se deu certo, mas era legal. Vieram as garotas e o medo da investida. Escondido nos corredores do colégio eu esmurrava a parede, esse novo vício doía pacas, mas valia a pena, saia dali e não gaguejava mais e o inicio do papo era sempre ela dizendo: "Nossa, o que foi isso em sua mão?" Foi difícil até descobrir que não eram os murros na parede que me davam o sucesso. Mas descobri e entendi, e me conhecendo sabia que teria que ter muito autocontrole pois tinha vindo ao mundo com um chip meio que em desuso, um chip que diminuía e muito minha percepção do medo e a distancia disto e você ser idiota e ínfima. Mas segurei a onda, segurei bem.
Festa agitada, casa de não sei quem, Gente na piscina, gente nas salas, gentes nos quartos e eu querendo ir embora, eu era : 5 doses de Conhaque, O Ilton ao meu lado, 3 canecas de chopp, Mas o Marcus estava com duas cervejas de garrafa sendo que a segunda estava batizada com para-methoxy-amfetamina ou para simplificar, com o 4-MA. Eu peguei em seu braço bruscamente, como sempre tive segurança em fazer pois o conhecia, ou como achava que o conhecia, e falei: "Vamos embora bochecha do Fofão" ele se virou pra mim, olhou nos meus olhos e me acertou uma direita que desviou meu séptico até hoje, meus olhos incharam na hora, lacrimejaram, fiquei no chão expelindo gosma por todas as vias da face. E no chão tive uma espécie de experiência parapisicodelica, as imagens eram turvas devidos às lágrimas mas dava para distinguir um anjo, um querubim, vestido de paletó laranja veio no meu ouvido e me disse: Muito bem ó Louco, muito bem de não ter tomado a batizada pois assim sendo eu teria perdido aquele a quem protejo, o Marcus. Dali em diante eu entendi duas coisas: Uma era que tinha que demitir meu anjo da guarda, se é que ele existia. E outra é que não importa o que usamos para encurtar os caminhos pois o preço do atalho é altíssimo. Hoje em dia as campanhas anti-drogas se baseiam muito nas seqüelas e efeitos colaterais e não no motivo da opção do atalho. Na década de 70 um químico chamado Alexander Sasha sonhava em unir casais separados, curar traumas infantis, solucionar a depressão, e - por que não? - trazer a paz mundial, quis resumir isto em um componente químico criado em 1913 a metilenadioximetanfetamina ou MDMA ficou sendo usado em tratamentos terapêuticos com a obtenção de determinado sucesso, daí uma galerinha das Raves descobriram o MDMA, começaram a chamar de Ecstasy e pronto o F.D.A. U.S. Food and Drug Administration proibiu o lance. O que fez a droga proliferar como nada no mundo inteiro, afinal quem conhecia o MDMA até então? Hoje em dia não esmurro mais paredes, nem tenho mais o colo da avó, mas tenho outros vícius: pocker, cerveja gelada, papo descontraído, música legal, vídeo game, besteirol de televisão e não se iludam; a diferença destes para os que ocupam as páginas de jornais é somente a gravidade dos efeitos colaterias e isto a tecnologia vai tratar de eliminar, pois tem muito Alexander tratando disto. So então abriremos os olhos para o porquê do atalho.
(Recado de pé de página) - A Escrota que aniversariou ontem, quando se recuperar da balada mande pedaço do BOLO!!!!
Continuarei blogando, mas agora creio que perdi minha regua
e as duas gramas de juizo que me seguravam...
Não estranhem meus textos....Frankstein acaba de matar seu criador
e tomado controle de tudo, ou nada; depende...
O motivo inicial do nascimento deste BLOG foi o carnaval. No início deste ano eu queria documentar toda a folia da festa que me faz a cabeça. Queria passar toda a gigantesca emoção que é o subir e descer das ladeiras da cidade de Olinda ao som dos mais variados ritmos. Este Blog seria de carnaval, o link para acessa-lo estaria na página do site da casa de carnaval que eu (junto com mais outros 4 loucos) organizo: a Casa da Tua Mãe. Mas não deu. O carnaval de 2003 passou e o mais perto que eu cheguei de documentar algo fora umas anotações em um bloquinho que ficou em algum lugar da rua da Concórdia no desfile do Galo da Madrugada. Retirei o Link do Blog lá do site e tive outra idéia. Sempre quis documentar meus textos e idéias para que depois pudesse da uma olhada neles, ou pelo menos para que não se perdessem no tempo. Criar um site para isto não daria certo, por mais primorosos que sejam os programas editores de HTML ainda é um saco atualiza-los diariamente, isto precisa de tempo e tempo é o meu inimigo número 1. Dai conheci o BLIG (Do IG), e me maravilhei com a facilidade de atualização que as ferramentas proporcionavam, era isso! Faria meus textos num Blog. Sai do Blig porque constantemente tinha falha no sistema. E encontrei o Blogger. Mas ainda sofro com o problema do tempo e outros pormenores tais como: De repente me vem uma idéia na cabeça, um texto, uma forma de documentar algo, mas no momentos estou ocupado e deixo para depois repassar isto para o papel ou para um computador e o depois se torna um tarde demais. Nestes últimos dias isto se tornou constante o que me deixou um tanto quanto triste pois ha duas semanas fiz algo que sempre evitei fazer, que vai de encontro à minha, digamos, ideologia de vida ou seja fiz um cronograma de meus projetos, dos mais simples aos que requerem mais tempo e venho queimando o cronograma muitas vezes. É hora de rever tudo. E sabe o que me veio na cabeça? Ninguém mais ninguém menos que o 1985. É, ele novamente. Pois até com as coisas do coração ele tem o poder de saber até onde ir. E falar do coração do 1985 é colocar a mão em inchu de marimbondo vermelho (ou pior). Ele podia estar calmo, conversando, ou em uma mesa de bar que de repente..Pá. O coração fazia das suas, desta vez foi em forma de uma garota que morava em uma cidade a 300km de distancia, deixou os que com ele estavam falando sozinhos, foi em direção à moto, colocou o capacete a partiu para ver a garota, estava escuro, chuva forte começou a cair, imagens turvas na pista, quando um carro vinha em sua direção não se enxergava nada, estava ensopado, com frio, mas com uma determinação: encontrar a garota. A chuva aumentou, o vento queria cuspir a moto da pista então alguns neurônios rebeldes subornaram o cérebro do cara, ele parou a moto e foram alguns minutos até a decisão final. Uma certa poesia rondava sua figura. À sua frente o desejo, a meta, a cura para a ânsia e atrás a segurança da certeza de estar vivo para uma nova tentativa mais tarde. Suspirou como que se estivesse traindo a tudo e voltou. Nem sempre o retorno é sinônimo de derrota pois sempre deve falar mais forte o amor pela continuação dos gozos. E dai nasce o preservação da vida. Até que os neurônios parem de subornar. Viva ao NOVO!
Somos a única sociedade a cultivar o ideal do amor romântico e a fazer do romance a base de casamentos e relacionamentos amorosos.O ideal do amor romântico irrompeu na sociedade ocidental durante a IDADE MÉDIA, surgindo pela primeira vez na literatura no mito de TRISTÃO e ISOLDA.
Nós não funcionamos em meio aos outros, não funcionamos. nossas palavras verdadeiras são ditas apenas aos ouvidos um do outro, sem testemunhas, sem propaganda tal qual como todas as vestes da sinceridade. Quem nos vê logo imagina que somos o lado negro de Tristão e Isolda ou uma forma inadmissível de solver óleo na água. Não, não combinamos. Enquanto eu Etta James, ela Caimi. Eu, Don Quixote e ela, Sancho. Eu o desenho, ela a poesia. Eu o riso, ela a sinceridade. Eu algodão, ela o linho, Eu praia, ela campo. Se os opostos se atraem? Na física sim, nos seres...Bem, é mais complicado que isto. Não basta entender o outro e dar a paz quando a mau dosagem destas porções podem me matar. Também não bastaria satisfazê-la tendo em mãos o manual dos relacionamentos pois nasce em sua mente a cada segundo uma nova forma de ver as coisas. Não basta me dar a liberdade que eu enxergo pois nunca tive noção de meu horizonte, e desta forma pouco sei quando e se posso parar. E se me parar tem que ter em mãos a razão, o querer, a inteligência e a determinação sem os quais o que verei é apenas repreensão. Não bastaria ser louca pois neste mundo coisa mais fácil não há. Há de ter uma certa confusão no juízo, uma mistura de idéias que façam sentido apenas em forma de dois e quando estamos juntos. para que quando olhemos pela janela afora consigamos dar aquelas leves risadas de incredulidade. E temos que errar bastante! O certo e o indubitável nos dá náuseas e ânsia de vômito. E temos que estar constantemente aprendendo, isso nunca pode deixar de existir. Não falo do aprender que pode ser adquirido através de livros, de aulas, de pesquisas teóricas, isto podemos muito bem suprir de mil formas. falo aqui do aprender da vida, onde o acerto e o erro nos causam chagas e sorrisos sem ordem preestabelecida. Perfeitos? Longe disto! Apenas estamos ao vento de mãos dadas. Chorando no Sol a pino e sorrindo na mais tenebrosa tempestade pois é assim que se vive em harmonia enquanto quisermos chamá-la de harmonia.
Meus parabéns nesta data à Digníssima, a pessoa que ficou com a minha pior parte, que convive comigo dia a noite, sem folga, sem férias nem décimo terceiro. E que adora colocar meus cinco sentidos no liquidificador. Minha Hacker predileta, este Post é para você!!!! Eu ia colocar uma foto sua, mas sabe como é...vai que você não gosta e some com o meu BLOG....como você fez com a foto da turma lá no castelo de Brennand, todo mundo virou grama! Um beijo (mais um).
EU TE AMO MEU BRASIL, EU TE AMO,
MEU CORAÇÃO É VERDE AMARELO E BRANCO, AZUL ANIL
EU TE AMO MEU BRASIL EU TE AMO,
NINGUÉM SEGURA A JUVENTUDE DO BRASIL!
Não o culpo por não conhecer a música, é bem das antigas. Abaixo em uma galáxia bem distante no ano de 1977, da esquerda para direita: Beto, o que matou a jiboia; Junior o que come Comigo Ninguém Pode e Fábio, o que enfrentou o touro.
Dava para ouvir de longe aquela cadência conhecida de marcha por quase todas as ruas. Era realmente um dia de festa o tal 7 de setembro. Minha farda escolar ficava impecável, meu cata-vento, meu capacete de papelão feito com esmeril fora do comum, tudo brilhando. Íamos às ruas homenagear nossa pátria, todos os colégios juntos, em fila, aplaudidos pelas ruas, mais atrás os soldados marchando, fuzis em punho, bandeiras, muitas bandeiras verde e amarelo, com seis anos de idade eu tinha idéia de que a pátria era a reunião de tudo aquilo à minha volta, e se todos esboçavam um sorriso enorme na face, saiam de seus lares para Prestigiar aquele dia então era porque era merecido. Olha, se foi armação (mais uma) do governo para dar esta imagem do país, eles conseguiram. Naqueles idos meu país era o puro exemplo da nação mais perfeita do mundo e o futuro era dali para melhor, eu tinha seis anos. Nem de longe dava para imaginar que há poucos anos atrás fora a época de maior combate armado contra o pessoal que estava promovendo esta festa verde e amarela. E a maioria destes "guerrilheiros" eram estudantes secundaristas e universitários, como eu almejava ser. VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), o MR-8 (Movimento Revolucionário Oito de Outubro), a ALN (Ação Libertadora Nacional), o PCBR (PCB Revolucionário) entre outros. Estudantes contra um exercito bem equipado e contando com acessória dos E.U.A. Não deu nem para começar. Sem falar no SNI (serviço nacional de informação) que resumindo, eram os agentes de preto de Matrix, podia ser seu colega de classe, o padeiro, o vizinho, eles podiam estar em qualquer lugar, vigiando, vendo se tudo corria de acordo com as diretrizes do governo. O que eles faziam? Imagine que naquela época existisse o tal do Blog e a galera do MSI conseguisse achar este Post aqui. Pronto, dia seguinte, depois de muito pau de arara, mergulho em tonel e soco, o Louco "acordava" com a boca cheia de formiga, tudo isso para revelar o que eu nem sabia. Mas em 1977 o presidente Ernesto Geisel sacou que a tal ditadura militar já estava meio que sem utilidade, a economia estava uma caca e conseguiu atingir a classes sociais que antes estavam preservadas. Não dava mais para segurar, era hora de afrouxar o nó, uma tal de democracia iria nascer dali ha alguns anos. No ano seguinte acabava o AI-5 (Ato institucional n. 5) que ,resumindo muito , era um lance que dava poderes de Shasan e Super homem juntos para o General-presidente, foi muito útil durante a ditadura. Útil para calar, torturar, cassar, assassinar e outros verbos menos nobres ainda.Mas em 1977 eu não vivi nada disto, eu não me inteirei de nada, na minha família teve gente que bateu e muita gente que apanhou o senso comum estava em alguma lata de lixo distante. Para mim e para meus colegas estava tudo uma maravilha afinal a televisão mostrava isso. Dez anos depois, lendo muito, foi que eu tive ciência do que aconteceu realmente naquela época, mas isto não tirou o brio do que sinto pela minha pátria . Ok, vocês devem imaginar lá vem o Louco dar uma de ufanista. Não é isso, não vou falar das riquezas naturais, conquistas tecnológicas, medalhas em olimpíadas, muito menos de nosso futebol. O Bem nacional que me dava alegria naquela época e que nenhum outro país consegue criar e produzir é o que se pode ver na foto acima, são as pessoas que estão ao meu lado e tantos outros que estavam na rua, o povo brasileiro. Este é o nosso bem mais precioso. Ta, tem um monte de gente fazendo careta agora, mas é a minha opinião, e tenho motivos de sobra pára falar isto.
MAGALI, ONDE ESTIVER ESSA É PARA VOCÊ. Por onde andam esse fazedores de dúvidas?
Encontrei minha coleção da revista Animal, no meio de alguns sacos, esquecida mesmo. Folhei algumas páginas, me encontro com os quadrinhos da Tank Girl (desenhada pelo Jamie Hewlett) garota totalmente licérgica parida nos cafundós da Austrália metida em histórias tão absurdas quanto os personagens. E vendo um quadrinho aqui, outro ali me surge na lembrança a Magali, colega minha das antigas. Onde anda aquela mistura de tudo ao mesmo tempo agora? Magali era (Talvez ainda seja) a materialização da vontade de fazer com a inocência de saber se pode ou não. Teve o infortúnio de estar em berço religioso rígido, desses de: pode isso, não pode aquilo, veste isso não veste aquilo. Botou saia e achou melhor calça, formou madeixas longas depois raspou um lado, mamou em vaca, atrelou cavalo, derrubou bezerro, adornou suas mãos com calos, deixou pêlos nas axilas e na época de se achegar nos homens quebrou o braço de um, mas aos poucos e ao seu tempo foi se chegando, e descobriu o prazer, montava neles, conduzia a festa nas mãos, no cabresto mesmo. Tinha homem que gostava, outros, não. Não se apegava a nada por muito tempo, era guiada na vida pelo o que os olhos lhe mostravam, provava de tudo e daí engolia, mastigava ou cuspia e a vida era assim bem simples. Os outros a olhavam com felicidade de ter a vista um exemplo do que não se pode. E era culpa dela a semente da dúvida: O que vai ser dela quando crescer? Plantada na cabeça de cada um. Eu sempre estava a flerta-la, não por vadiagem, mas por querer me perder em seus braços, queria ser jogado pra lá e pra cá. Talvez por compartilhar um pouco de nada a ver, adorava o frio na barriga de saber que ela poderia me desvirtuar quando quisesse. Mas ela nunca olhou pra mim desta forma, mesmo porque nesta época ela já não andava mais com olhares para garotos como eu. De tanto vício no prazer acabou botando na cabeça que quem entende mesmo disso eram as mulheres, e amou a várias. As ruas não lhe cabiam,dando a entender que seu objetivo no mundo era perturbar a ordem ou, no mínimo, denegrir por completo a sólida tradição de sua família. Mas tudo isto eram ecos distantes para Magali, eu sei. Última vez que a vi foi na rodoviária, fumando um cigarro com cheiro de menta, não gostava mas era para tirar o gosto de um rum. Seus cabelos estavam na altura dos ombros, seus olhos com algumas olheiras de noitadas mal dormidas, baforava para a vista à frente olhando o infinito. Perguntou-me se ficaria por ali muito tempo, respondi que não sabia ainda. E me falou:
- Não faça nada que eu fiz.
Questionei se ela achava errado o que tinha feito. Ela deu uma tragada balançando negativamente a cabeça e me disse:
- Não é isto, o que fiz cabe em mim. Faça sempre o que cabe em você não deixe que alguém te aumente ou te diminua.
O ônibus chegou e partiu.
PORQUE DAQUI DE CIMA O MUNDO NÃO PARECE MELHOR OU MAIOR
DAQUI DE CIMA ESTOU MAIS PRÓXIMO DAS COISAS QUE VEJO.
Eu vou subir nas pedras por não ter asas pois o mundo quer se mostrar. A todo o momento ele nos presenteia com uma prova cabal de seu desejo de ser visto. Nas linhas retas de um prédio, no cinza de sua estrutura há um vaso em uma janela. E este está pintado. Na discussão de um casal em uma banco de praça existe um momento de um afagar de cabelos que você perdeu por mudar de vista. Tem o Sol se pondo pintando lentamente uma aquarela incandescente no rio que lambe a cidade. Tem os que olham e compreende a beleza, tem os que, sentados, agradecem o termino de mais um dia cheio do mesmo e vão deitar em seu leito para rezar ao amanhã diferente. Eu vou subir nas árvores pois não vejo por completo, vou subir nos morros pois as curvas vão além de onde minha vista alcança. Vou apertar meus olhos e usar a imaginação para dar forma ao que a vista não distingue pois o mundo quer ser visto.
Um gato que brinca com papeis nas ruas do centro.
O cego, suado e cansado que toca seu rosto sorrindo mesmo sem ouvir moeda em seu prato
A ponte que recebe os passantes e ainda muda de cor debaixo do Sol.
A frituras no óleo que alimenta a esperança da baiana do acarajé
O garçom que arruma a mesa como se nela fosse sentar
Os pombos na praça que alçam vôo ao mesmo tempo e pousam um após o outro
O grito da grama ante quem a pisa
O fim de uma tristeza com o nascimento de um sorriso.
O mundo que ser visto! Sou da altura da minha imaginação e alcanço com as mãos o meu querer.
Este é o Brizinho, meu sobrinho, ao lado de seu pai, o Bri ou Fabrício. Iniciando mais uma remessa de pipoca para sessão de filmes do final de semana. Ele foi o protagonista de um lance que me emocionou muito neste final de semana, e para tal teve que ser simples e sincero. O fato é que o Brizinho adormceu antes da sessão e sua mãe o levou para o seu Apê (Que fica ao lado do qual eu moro). Deixou ele dormindo sozinho enquanto todos estavam vendo filme no meu apê. Sempre brinquei com Brizinho, independente de ser o Padrinho dele e tal é que ele tem um ar de Louco mesmo, mas sabe como é adulto né? Ou pelo menos as pessoas que crêem que o são. Sempre queremos mais da criança, um retorno de afeto, um abraço mais pá, um beijo do nada...Ou seja adultos enchem o saco dos pequenos. Não sou diferente, mas não cobro. Daí altas horas, filme interessante na tela (Cidade de Deus) quando ouvimos a porta do apê ao lado ser destrancada, logo em seguida era a minha porta que alguém tentava desesperadamente abrir. E tal pessoa so falou uma coisa: Tio Fábio, Tio Fábio. Era o Brizinho que tinha acordado no escuro ao melhor estilo Esqueceram de Mim, sem saber onde estavam todos; e tudo que ele gritou foi meu nome. E isso valeu por qualquer retorno de afeto que até hoje eu deva ter cobrado ao pequeno. E ganhei o final de semana.
Ah, como tinha dito vejam AQUI o ensaio de fotos para o concurso da minha empresa. Agora sei que foto vou buscar, de peixes, mas tem que ser com mais diversidade. Vamos lá.
2 + 2 = 5? É preciso saber viver e, quem sabe um dia, fazer contas também
Tempos atrás o cientista Stephen Halking, que escreveu uma breve história do tempo, tentava o feito dos feitos na ciência: arquitetar a fórmula da vida. E o que viria a ser isto? Uma fórmula que abrangesse soluções lógicas não apenas para a matemática, física ou química e sim incluindo os sentimentos, sensações, intuições e tudo o mais de abstrato que faz parte da natureza. Tudo isto em uma fórmula matemática. Se ele conseguiu, eu não sei. Creio que não pois o mundo divulgaria como nada. Liberando a mente de alguns preconceitos a fórmula faz sentido, pois no universo tudo dá noção de ter sido milimetricamente arquitetado, tudo é regido por uma lógica, o próprio caos está dimensionado em equações matemáticas a exemplo dos fractais. E por desconhecermos a maioria dessas lógicas julgamos algumas coisas serem frutos do acaso. Não sei se o ser humano está preparado para saber a resposta para certas coisas. Acho que nossa natureza de ser precisa de doses de incerteza ou de, no mínimo, dúvidas para se estabilizar nas jornadas da vida. Mesa de bar, garota te flertando, é bonita, sensual. Mil coisas na sua cabeça, então você pega um caderninho de rabiscos, coloca as variáveis na fórmula da vida e tchan,tchan tchan tchaann. O resultado é que não vale a pena com ela. Prático, sem medos e sem dor. Ô mundinho saco ia ser este. De repente tudo faria sentido, tudo teria um motivo de ser e um porquê. Conseguiriamos arcar com as mudanças advindas desta nova visão de viver? Saberiamos o porquê de estarmos aqui (O verdadeiro porquê. Se existir) e teriamos a opção de, enfim, discordar. E poderiamos? Imaginemos que enfim o porquê de nossa jornada no universo nada mais é do que uma experiência alienígina, a biosfera não passaria de uma enorme estufa para estudo de E.Ts considerados superiores tecnologicamente. Putz! Que lance mais sem graça. Meras cobaias? Conseguiriamos conviver com esta trágica verdade? Com certeza lutariamos para defender nossa visão, que embora não seja dita explicitamente, pressupoe que somos os únicos no universo ou no mínimo os tampa de Crush do forrobodó. Estamos sempre à caça dos porquês, criando teorias, dogmas, diretrizes, muitas delas meras suposições mas tão bem enraizadas em nossa cultura, em nosso meio de vida que não abriríamos mão delas, mesmo que uma outra verdade as contradissesse. Cintia adorava olhar para as nuvens, adorava ver aqueles enormes algodões doce flutuando no ceu. Imaginava que aquilo deveria ser realmente o paraiso, era algodão doce para o resto da vida, até um dia a escola colocar goela abaixo que núvens são pequenas partículas de água em suspensão. Ela acatou isto nas provas e nos exames, mas em seu íntimo estavam todos errados, que sentido teria uma nuvem ser feita de água suspensa? Para que? Algodão doce! Isso sim! E tenho dito.
A ASCENSÃO DOS GUERREIROS DA LUZ A queda do reino de Algarobeira e a promessa que deve ser cumprida
Parte de minha infância me presenteou com pessoas incríveis. E quando falo incrível eu abranjo toda a força que esta forte palavra possui. Não éramos apenas Pedro, João, Edílson. Era: Pedro o que caçou o caititu, João, o que comeu Marimbondo (isso mesmo); Edílson, o que nadou mil metros. Nosso nome era acompanhado de um grande feito que nos qualificava como uma espécie de guerreiro. Foi quando conheci o Beto, o que matou a jibóia. Foi com a ajuda dele que completei meu nome e me tornaria Fábio, o que enfrentou o touro. Como foi? Simples, entrei na vacaria, fiquei de frente das vacas que pastavam, teria que ficar ali por 5 minutos. Claro, tinha um touro também, que quando me avistou fez levante, avançou e, ante aquela cena apocalíptica, minhas pernas congelaram, não ouvia os gritos dos meninos na cerca que não acreditavam que eu não saia do canto. Acho que nem o touro acreditou e parou tão próximo de mim que deu para sentir o bafo de capim quente de seu beiço. Era o touro bufando e eu em algum planeta distante, menos ali. Então uma mão me puxou, era o Beto em uma das duas vezes que me salvou a vida. A outra foi no rio, além de me buscar, desentupiu meu nariz do lodo e forçou meu vômito onde expeli litros de água. Dizem que você cria um vínculo para o resto dos tempos com que te salva a vida. Mas para o Beto, ele apenas fez a coisa certa, e se salvou algo foi o dia. Não foi à toa que ele se transformaria em uma espécie de chefe do nosso grupo. Era habilidoso, subia em todos os tipos de árvores (Até em umbuzeiro fechado) sabia fazer alçapão, gaiola de passarinho, arar a terra, ordenhar vaca, tratava peixe, caçava com pisa tempero e transmitia todos os seus conhecimentos aos outros. Nunca falava do que fazia, apenas fazia. Repassar sua experiência era seu maior prazer. Acho que ele foi o primeiro ecologista que conheci nos contava histórias da mata e o porquê de preserva-la, tudo que sei de crenças e costumes do nordeste devo metade a ele e era fácil de assimilar o que ele falava porquê vinha diretamente do seu coração, aquilo era seu mundo e ele amava. Era um guerreiro completo. Durante um ano inteiro entramos em guerra com os meninos de uma outra localidade. Estávamos defendendo uma árvore, uma grande algarobeira, o Beto nos comandou nesta empreitada. Foi a minha melhor escola de vida. Aprendi a respeitar o ponto de vista dos outros e a entender o porquê de não precisar existir diferenças. E o principal: Estamos todos na mesma casa, a Terra. Sempre em roda de amigos comentávamos sobre os feitos passados, era uma forma de aprimorar nossos conhecimentos e de também nos divertir relembrando coisas boas. O Beto sempre estava presente em nossas palavras fosse matando uma jaguatirica, aconselhando o pai de fulano ou simplesmente emprestando seu ombro para nossas mágoas. Certo dia (desses que demoram mas chegam) Josemir, um loiro baixinho de cabelos lambidos informava seus feitos recentes ao Beto: Matei 12 robôs, conquistei um castelo, e golpeei dois dragões o Beto riu. E à convite foi constatar e conheceu o vídeo game, na época uma Atari. E viu os dragões, os robôs e os castelos dentro da tela de TV, feitos de luz. Por persistência do Josemir pegou o controle em suas mãos e arriscou jogar, foi terrível, não sabia nem manobrar seu boneco. As risadas debochadas não o atingiram como queriam que o atingissem e ele as aceitou como merecidas. Josemir promoveu torneios em sua casa, onde anotava em um caderno a classificação de cada um e isto se tornou um vício na vila. Fiz tanto em Space Invaders , manobrei muito bem no formula um, os meninos que batiam recordes eram admirados e os que não conseguiam se esforçavam para tal. Era necessário dividir bem o tempo para que não atrapalhasse nos estudos, e foi preciso esquecer a mata, o rio e tudo o mais que não tinha graça. Nossos pais adoraram pois ninguém sumia mais de casa nem quebrava nenhum osso. E éramos guerreiros ainda, guerreiros modernos, nossos feitos eram muito mais fascinantes do que os de outrora: Safáris, Duendes, Dragões, guerrilhas, tudo de luz. Uma vez se lembraram do Beto, mas era difícil o achar ultimamente. Ele não sabia matar dragão e toda vez que tentou foi cômico. Nunca falou mal dos jogos, mas não ficava presente aos torneios. Nos meus últimos dias na fazenda fiquei com ele conversando em um fim de tarde, nesta conversa relatei tudo que achei importante naquilo que chamávamos de dia a dia e a importância que teria em minha vida, relembramos muita coisa mesmo e rimos e ficamos sérios e meditamos e nesta mescla não deixei de notar uma certa tristeza no seu jeito de confrontar o passado com o presente pois as trilhas da mata tinham fechado, o acesso ao rio não se via mais como se aquele mundo tivesse se fechado e com ele o Beto. Foi quando ele me pediu:
-Um dia escreva sobre tudo isso.
E desde então tento cumprir esta promessa que fiz.
Foto pra mim é como parte do meu corpo, muitas vezes a máquina fotográfica era tão necessária quanto uma sandália ou as vestes. Minha primeira máquina, uma Trip 100 da kodak documentou momentos únicos de minha infância. Eu era (E sou) viciado em congelar os momentos, faze-los eterno. Depois fui me aperfeiçoando até conseguir capacidade de usar a máquina do meu pai, uma clássica da Yashica a Minister D, com ela rodei muito, documentei raridades. Hoje admito que não estou dando o real valor às quase mil fotos que tenho estocado em caixas, nem em álbuns estão. Misturadas, fora de ordem, muitas não sei nem do que se tratam, outras não apagam nunca da memória. Pois bem, a empresa onde trabalho em convênio com a National Geographic criou um concurso fotográfico para os funcionários onde a foto tem que retratar diversidade e inclusão.Tem a parte mundial e a parte nacional, cada um com prêmios distintos. Me empolguei, fui nas caixas, peguei a máquina, dei uma limpadinha coloquei filme e hoje pela manhã, com a digníssima fui para a Casa da Cultura, procurar inspiração e a foto perfeita (ou quase), Valeu tudo, fiz amizades nas lojas da Casa, percorri de cabo a rabo toda ela, algumas igrejas e boa parte do centro da cidade. Fotografei aquários, quadros, estátuas, flores, nada escapava da minha mira, na segunda feira continuo minha peregrinação, vou na várzea onde sei que tem alguns patos num lago e jardins. Minha idéia para a foto é mostrar a diversidade, tipo Peixes de vários tipos, flores diversas etc. Até boneca de pano eu fotografei, na cara de pau pedia licença para o dono da loja, tirava as etiquetas dos bonecos arrumava a prateleira do jeito que eu queria e pá, fotografava. Ainda ganhava cartão da loja. O pessoal era o cúmulo da hospitalidade. Então meu punhado de leitores, quem tiver alguma idéia a mais para a foto é so dizer. Ah, a galeria com todas as fotos eu coloco no menu quando revelar, com a história de cada uma. Hoje ia rolar minha folga, mas final da tarde....So sei que estou aqui, na ralação....Faltei à festa de um ano do filho do Léo, o Vinícius. É por ai...
OBS : Acima a primeira foto que tirei na vida. São Jacarés no Zôo da Ilha do Urubu, Paulo Afonso, BA. (Tive que marcar os jacarés com caneta pois estavam meio longe, coisas de amador.)
A VIDA, A VIDA É LINDA (Um alô no modo terráqueo ao meu grande amigo alien: 1985)
Ou uma tentativa estranha de dizer a frase "A vida é linda" sem encher o saco.
Estou rindo. E isto é bom. A alguns posts atrás vi o comentário do 1985, irritado com essa tal de informática. Malditos botões de enviar, comentar, maldito teclado hardwarezinho de merda que supõe ter o poder de compilar, substituir: sentimentos, palavras, calor de contato! Eu estou imaginando você diante desta escrota máquina de escrever, da qual ultimamente é a única forma de você manter contato comigo. É amigo o mundo vem mudando. Mas o meu mundo. O seu...o seu não muda, ele é fiel é cor de sangue e azul de céu, é odor de suor com o quente do olho no olho. Enquanto esquentamos nossa água na chaleira você está voando da moto, para estourar sua cabeça no meio fio, ser acordado por um médico e questionar: "E a festa?" Porque a vida não precisa ser diferente, precisa ser, e simplesmente ser: Vida. Os habitantes do seu mundo serão os protagonistas dos romances, dos dramas, da literatura barata, dos livros de cordéis, vocês formam o veio do qual muitos virão colher inspirações para salpicar no mundo de cá, sejam através de frases, pensamentos ou revelações. E enquanto minha vista se vai pelos malditos raios catódicos deste monitor à minha frente, você está forçando sua íris, dilatando a pupila pois são muitas as rodovias e é distante seu fim e é lá, perto do que se tem como chegada, que você deseja sempre tocar. Porque? Porque a vida é linda. Dois natais, duas chances de acreditar naquele velhinho de barba, em vez disto: asfalto, sangue, terra, a sorte de amigos próximos a constatação de uma família dedicada e se Noel passou foi pelo tubo de soro. Velho idiota, você deve ter pensado. Mas você ainda pendura sua meia na lareira. Gosto das mulheres do seu mundo pois elas tanto podem exalar odor de suor, misturas de perfumes baratos que ficam presos entre suas curvas, escondidos nas dobras e terem nomes esdrúxulos como podem estar volatilizando a mais sutil fragrância vendida em lojas vazia de pessoas que não podem. São mulheres, amam, gozam, te põem no colo te suprem apenas do que você precisa e como sempre estraçalham nosso juízo, brincam de deusas. E são. Os templos do seu mundo são numerosos, em algumas cidades é tudo que há. Sempre com várias mesas, com toalhas desgastadas, cadeiras de madeira, copos com bordas sujas ou limpas, paredes sobrecarregadas de denuncias, decepções, risos. Ali não se mente ou pelo menos não se deveria mentir, o garçom quem o diga. Enquanto estamos na fila de alguma lanchonete você está vendo a chuva na igreja São Francisco, enquanto teclamos o controle do aparelho de TV, você sintoniza alguma radio de alguma cidade tentando achar a música que combine com a alegria do momento porque a vida, a vida é linda. Você peitou a juíza porque ali a maioria é uma corja antiga, uma hierarquia podre bem típica do mundo do lado de cá. Mas você é honrado, você teve uma escola ha muito esquecida e mesmo com cartas na manga foi sucinto e ponderado, pois não havia como se dimensionar ao tamanho daquela vil pessoa. Agora você tem um cargo que honra quem você é.Um cargo do mundo de cá, você o conquistou, você superou a tudo, fez por merecer Muito que fazer ainda mas no seu planeta isto não vem ao caso, a mesa está cheia e as pessoas em volta somam metade de sua vida e isto te dá vontade de rir, porque a vida, a vida é linda.
Possessão (Possession/2002 Diretor Neil Labute com Gwyneth Paltrow e Aaron Eckhart) foi o filme da vez neste final de semana. Baseado no livro de mesmo nome escrito por A. S. Byatt. O filme é ambientado em duas épocas distintas, uma atual e outra na Inglaterra vitoriana (Século XIX). Gostei do filme porque me faz pensar sobre as tortuosas rotas que o destino traça para nós, e das escolhas que fazemos para percorre-las. Muitas vezes estas escolhas nada tem a ver com o certo e o errado. Estão inseridas em algo obscuro, que dificilmente colocamos à tona, inibidos pelo nosso preconceito e falta de coragem de conviver com o mesmo. No filme dois pesquisadores trabalham no estudo da vida de dois poetas famosos do século XIX (Cristabel e Radolph) este último foi exemplo de homem ponderado e marido devotado. Aos poucos, através de cartas encontradas por pistas e pesquisas, a verdadeira história do poeta vem à tona. Ele amava sua esposa, mas iniciou um relacionamento sentimental, através de cartas, com uma amiga (A poeta Cristabel) embora confirmasse seu amor por sua esposa sentia algo igualmente forte pela sua amiga. E muitas vezes chamou isto de amor. Viveram quatro semanas de entendimento do relacionamento em uma cidade do interior, sozinhos. Apenas na companhia de seus confusos sentimentos eles se entregaram ao coração, abriram mão de suas histórias. Era como se tudo tivesse começado naquela cidade. E foi mágico. Como se em suas vidas houvesse uma pausa e quem as escrevesse dali em diante so tinha em mente poesias para semear. Entretanto, como tudo que é mágico, a realidade se impõe e sempre resta uma escolha: Renegar a tudo e todos ou aceitar que aquilo foi único e como tal permanecerá sendo em seus corações. No filme eles optam por retornar às suas vidas (Ambos eram comprometidos, a Cristabel tinha uma companheira, a pintora Blanche) Esta escolha é feita pelos que supõem arcar com a dor de um sonho desfeito em prol dos que lhe rodeiam e indiretamente de si próprio. Em todos nós o destino nos presenteia com estes enigmas que fogem milhas de nossos "programados" cursos da vida. Alguns nós provaremos e conseguiremos retornar ao nosso "curso normal" outros terão força (ou atrevimento) para se transformarem no próprio curso de nossas vidas. Mas existem os que estão no meio termo, que se caracterizam por algo similar à uma renuncia, estes tendem a arder em nossos corações como uma chama azul, diferente das que costumamos sentir ardendo em nosso peito. Nos seguirá até o fim de nossas vidas, Em alguns momentos doendo, em outros nos fazendo sonhar de bem estar. Nunca iremos nos desfazer desta chama, mesmo que ela comprometa a todo momento nosso curso de vida pois em um mundo tão fácil de se prever esta chama é uma prova de que nossos livros ainda não foram terminados e a qualquer momento o escritor pode semear novamente. E acredite, serão poesias....
O máximo que senti das festas Juninas foi o cheiro de fogueira que ficou nas toalhas estendidas na área de serviço do apê. Com certeza de arraiais distantes, e so. Praia distante, pode traduzir como lugar distante. Meu colega de trabalho, o Charles, me falou de uma casa que ele tinha na Praia dos Carneiros, cidade de Tamandaré. Ele veio de Alagoas para honrar o compromisso de ir, convidei para tomar café e que levasse o pão (Como manda a tradição lá do apê, Alexandre quem o diga). Digníssima e sua irmã alimentando o som da viagem com Chiclete com Banana, Santana e não sei o que mais o que. E eu? De olho no asfalto, árvores, montes, montanhas. Hora chovia, hora fazia Sol. Quem é viciado em viagem sabe do que se trata. É incrível como o litoral do Nordeste em muitos pontos é idêntico, parecia que eu estava em Maracaípe, perto do pontal.O Silêncio da cidade, o Forte Histórico construído pelos Holandeses, a reserva Florestal de Salinas,com uma bonita cachoeira iam aos poucos aliviando minha leve tensão baiana. Tamandaré é uma cidade litorãnea perfeita para se escrever um livro.
Então o trauma: vindo em forma de frase proferida por alguém que de imediato tomou ares de algoz.
- Conheço um local que tem uma buchada deliciosa.
Com olhar de incredulidade total mirei o Charles e so falei: Como é que é?? Tarde demais o sorriso de todos a saliva escorrendo olhos vidrados denunciavam: Eles são viciados em Bode. Eu, não! Para os leigos a buchada é um lance diet e ligth pacas. Rersumindo é so juntar Vísceras, sangue, gordura,carne, cabeça, pés(mocotós) coração, fígado, bofe (pulmão), rins colocar dentro do bucho do bode e costurar. Legal né? Não, não sou frescurento não, me lembro que o prato mais bizarro que comi na vida era de Bode, um tira-gosto que vinha no crânio do Bode (Detalhe o crânio vinha com os olhos) e dentro da caixa craneana aberta: pedaços de miolos de bode cozido. Encara? Eu encarei, mas estava bêbado. Era você comendo os miolos do bode e este so olhando para você com aqueles olhos entre -abertos como que dizendo: "Você vai me comer mesmo?". Voltando à buchada, usei de toda minha diplomacia para não sair como estraga prazeres, foi resolvido um prato de bode guisado (perguntei ao garçom com toda boa vontade do mundo o que vinha a ser o bode Guisado e eles respondeu: A parte da frente e de trás do bode, com essa explicação não perguntei mais nada) e Carne de Sol. E digo a vocês, estava muito gostoso. Aos poucos vou exterminando minha fobia do Bode. Em certos locais você se transforma em um E.T. se não for adepto da seita adoradores da carne do Bode. A lembrar: Aniversário do Primo do Mad, toda a família do Mad reunida, eu falei baixinho, quase inaudível: "Não, eu não gosto dos miolos do Bode..." e toda a casa parou, todos incrédulos, me olhavam como a um aborígene recem chegado dos cafundós da Austrália. Tentei amenizar: "Gente, é so os miolos, o resto eu gosto." A resposta: "Ahhh, então tá. Dá pra ele a buchada..."
OLHA PARA O CEU MEU AMOR... (Parte de um conto que depois coloco na íntegra)
mas antes...
Campina Grande e Caruaru, o que lembram estas cidades em mês de junho? Já estive nas duas nesta época, não posso dizer que não foi animado. Foi sim. Lembro que em Caruaru muitas vezes me vi em um carnaval, muita gente, muitos bares, muito som. Se gosto? Sou viciado! Mas...no carnaval, não em junho. Campina Grande idem a animação se deu por conta da turma. Deve ser o aspecto comercial que as festas tomaram, nada contra. Temos que incentivar o turismo e etc e etc. Não sei aonde vou parar nesta época que me trás tanta alegria, acho que vou, mais uma vez, para uma praia distante, já comentei que lá encontrei um arraial típico (é difícil hoje em dia). Onde andará o Sr José da horta? Ele sempre andava sobre a fogueira em brasas, claro depois de umas. Mas era um evento esperado por todos, sempre à meia noite. O texto abaixo é parte de um todo. No dia mais animado do ano.
Eu me lembro, me lembro sim, afinal como esquecer? Era o evento mais importante do ano. Sr Joãozinho já estava nervoso, meia hora procurando seu tesouro pelo grande quintal, 4 cumbucas de barro enterradas há dois meses, dentro delas, macerando, o seu famoso licor de jenipapo, aguardado por todos da vila. São oito para cada litro, discuti Joãozinho comigo, -Não, são dez Jenipapos, informo. E a cachaça? A melhor é a da venda de Sr Izidro, que também vende fogos. Não, Não Joãozinho é a Cabra Vremeia do Bar do Dedeu, essa a gente lacrimeja rindo. Achamos! Desenterramos as cumbucas, quebramos a tampa da primeira, lacrada com cera de abelha. Que aroma! Não era preciso nem beber. Adentramos a cozinha da Dona Rosa untado de terra com as cumbucas nos braços como que segurando preciosos bebês. Sua cozinha, repleta de ajudantes mais parecia um pequena fábrica de doces e salgados, o cheiro do milho preenchia o lugar. E não era por menos, ele era pisado no pilão, ralado entre as pernas de Dona Lika; se transformando em canjica, pamonha, mugunzá, bolos e quindins. Vez em quando ela se levantava para espantar os meninos nos janelões, ávidos para provar de algo. "Xô pestes!" bradava ela sorridente. Voltava entoando leve cantiga de roda, que era seguida por todos da cozinha. Sentei-me aproveitando o privilégio de acesso àquele paraíso gastronômico. Dois enormes fornos à lenha não conheceriam sossego por dois dias, alimentados por filhos da rua, em troca de rosquinhas de coco. Queimado de Sol, facão na cintura, cabelos salpicados de farpas de madeira, Beto gritava para ter atenção: Vamos montar a fogueira que eu passei o dia todo nesse calor de meu Deus cortando lenha! Toda pressa tinha um motivo de ser. Sua fogueira deveria ser a maior e a que durasse mais, sem falar no breve suplício de colocar calça e camisa de gola costurada e engomada dia antes com tecido novo, fruto de economias sofridas. "Vou estar bonito e cheiroso" e meio vidro de perfume ia ser pouco. Na rua eu corria de cabeça pra cima seguindo os fios de bandeirolas, balões. Hora ou outra fogos estouravam no céu, estrelinhas rodopiavam, a noite ia sendo colorida por fogo, uma aquarela ardente de felicidade. Viva! Gritava eu, meio que sem nexo mas às vezes é difícil acompanhar o vicejo do corpo ante tanta alegria.. Viva, era tudo que saia de minha boca sorridente. Boas colheitas, boas vendas era a festa do solstício, do obrigado aos deuses, aos santos, à vida. Viva ao São João. Madrugada me sentei próximo ao mastro central do arraial, este foi fincado ali tendo na sua base ovos de Galinha, grãos de milho e de feijão e em seu topo: o limão. Teria Sidarta enterrado uma mecha de seu cabelo por aqui? Apapalva a terra em volta sorrindo.Queria que sim, isto combinaria com a alegria dentro de mim. E mais uma vez lendo meus pensamentos, ela apareceu para dançarmos a quadrilha e no meu peito não coube tamanha gratidão ao perceber que seu cabelo estava um pouco mais curto. Viva ao São João!!!
Seja voltando do trabalho, caminhando pela estrada, sonhando acordado, sempre me pego olhando para a noite, estou sempre buscando a lua perfeita, seminua, clareando poucas nuvens cantando em silêncio servindo de candeeiro e ao mesmo tempo de testemunha, creio que já tenha visto a lua perfeita, mas o que falta? Talvez a melodia, Etta James em I'd Rather Go Blind, tenho seis versões até agora em minha coleção, todas da mesma música, ouço a música mas não sinto como naquele momento, fecho os olhos mas não viajo, não volto, não revivo. O que falta? O acaso? A mão do destino que transmitiu a melodia pelas ondas de um rádio antigo? posto ali como se este fosse o porquê de sua existência: tocar esta melodia naquele exato momento, o momento de se fazer perfeito; de casar todas as combinações possíveis de um instante único, que iria fazer parte de sua alma.E as fragrâncias? Foram tantas e com tal intensidade, difícil qualificá-las fácil apenas foi senti-las forçando o fechar dos meus olhos, cochichando so para mim: ''Fecha-os e então verás. Fecha-os...'', O Algodão moldando silhuetas cobrindo perfeições, maciez e nuanças. A verdade é que pouco adianta juntar todas as particularidades; existem momentos que não se repetem, existem fatos que estão na áurea do intocável. Mente inocentemente aquele que acredita que não somos imortais. Pois este peca em restringir a imortalidade a um mero estado de ser e estar, restrito a um corpo e somos bem mais que isto. Vou seguindo a cartilha que todos ensinam: viver o agora, olhar para frente, ser feliz. Porém não fecharei nunca os olhos para os instantes em que tudo se fez de acordo com a vontade do meu gosto, dos meus olhos, quando sentimos o riso casual forçado apenas pela necessidade de externarmos aquilo que invadia todo nosso ser: a felicidade. Sempre que posso ouço a música, sempre que posso procuro aquela lua, cheiro perfumes. Degusto sabores, fecho os olhos para ver. Apenas aguardando o próximo momento de, novamente, casar as coisas simples, obter a receita única da felicidade. Ela vem em porções, mas vem sempre. Uma boa sexta feira para todos.
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1985; não comentei sobre sua recente conquista, mas o farei. Você mais que mereceu.
Agradeço a todos que passam por aqui. Vou procurar ser mais assíduo nas postagens.
Sempre fui fã das histórias dos alpinistas, em particular dos que tentaram escalar o Everest, maior montanha do mundo. Dentre tantas histórias a dos alpinistas George Mallory e Andrew Irvine me cativou pelo mistério: A conquista do Everest é oficialmente dada ao Alpinista neozelandês Edmund Hillary e o sherpa Tenzing Norgay em 1954. No entanto Mallory e Irvine montaram uma expedição em 1924, foram vistos pela última vez a menos de 300 metros do cume, mas nunca mais retornaram. Fica a questão: Conseguiram chegar e morreram no retorno ou nem chegaram a conquistar o topo do mundo? O LivroFantasmas do Everest esclarece um pouco o mistério, uma expedição conseguiu achar o corpo de Mallory a 600 metros abaixo do Cume, buscam agora o corpo de Irvine, este carregava a máquina fotográfica que poderia conter as provas da conquista. Mallory tinha 38 anos era filho da alta burguesia inglesa, professor, casado e pai de 3 filhos, considerado o maior alpinista britânico de sua época. Dotado de refinada cultura e alto idealismo, possuía também uma apurada sensibilidade romântica. Nos acampamentos das expedições ele costumava ler Shakespeare para seus colegas de barraca. Quando questionado sobre o porquê de escalar o Monte Everest ele simplesmente dizia: ''porque está lá.''
Na minha infância, no interior da Bahia (Paulo Afonso) me lembro da primeira vez que fiz uma loucura, não uma loucura ''comum'' e sim uma daquelas que podem te custar a vida. Eu tinha 8 anos.
Tinha um rio próximo das casas da fazenda, ele deveria ter um nome, mas sempre o chamávamos de rio. Afluente calmo do Velho Chico (São Francisco), era um dos pontos de diversão nosso, brincávamos de boto, esconde esconde ou simplesmente nadávamos em seu leito. Mais abaixo estava postada uma algarobeira de grande porte, seu caule se inclinava completamente de encontro ao rio e um dos galhos mais altos do seu topo se chamava forquilha, por ter o formato de uma. Era um trampolim natural, dando a entender que a mãe natureza tinha moldado tal planta para ter essa finalidade, de ser um trampolim. Com certeza era este meu entendimento do fato. A natureza nos deu um trampolim. As coisas nesta idade são muito simples de se entender ou pelo menos o discernimento delas não esbarram em tantos obstáculos que criamos quando adulto. Obstáculos que falo são: Prudência, responsabilidade e conhecimento de si próprio. Então se um umbuzeiro de difícil acesso desse fruto, ora é para que comêssemos. Se um galho chamado forquilha avança no rio a 18 metros de altura, ora é um trampolim para salto. Mas admito que não foi so isso o que me levou a subir na forquilha. Era uma relação homem natureza onde é difícil achar palavras, creio que ainda hoje não as tenho e não gosto de etiquetar como loucura ou algum fator ligado a minha pouca idade (pois outras ''loucuras'' viriam mais tarde). Porque abandonamos o conforto e o seguro para fazer algo que nem mesmo nós conseguimos achar o porquê? Ou no mínimo uma finalidade lógica para tal? Hoje meditei sobre isto. Seria porque simplesmente: "Estava lá"? Eu guardei tudo que senti no meu baú. Eram 09:00 da manhã, não tinha avisado a ninguém, mas a árvore estava cheia de gente, pulavam de quase todos os galhos dela, mas a forquilha estava solitária. Ninguém prestou atenção em mim enquanto galgava os galhos, sempre mais e mais alto. Quando fiquei em pé na forquilha me lembro de uma menina que me olhou lá de baixo e apenas apontou para mim, e saltei. So então o medo achou de me agarrar, talvez fosse tarde, tentei gritar, mas nada saiu, fui caindo balançando os braços como alguém que tinha se desgarrado de algo e não saltado por livre e espontânea vontade. Cai sentado na água, o impacto levantou minhas pernas dobradas que bateram forte nos meus dentes e estes cortaram-na fundo, desci bastante até sentir o fundo lanoso (Não de lã, mas da flora submersa), então outro impacto no pé direito, uma pequena dor suportável, estava escuro, envolto em algas fui subindo aos poucos e quando próximo a superfície dois meninos mergulharam para me ajudar, me levaram à margem então vi um filete de sangue que me seguia de onde cai até onde estava, a sola do meu pé estava aberta até a metade, não doía, mas saia muito sangue. Você escorregou? Perguntavam-me. Foi, foi... respondi. Aquilo me custou três meses de pé enfaixado, talvez uma lição, uma que não as centenas que recebi de pais, tios, avós, etc. Uma lição para mim. Dai em diante eu olhava a forquilha com outros olhos, olhos estes que muito poucos poderiam entender pois para tal teriam que saltar de lá. A vontade de saltar novamente so não era maior que meu dever de cumprir a promessa à toda a família de não mais fazê-lo. E cumpri. Passei a mão hoje na cicatriz do meu pé, me lembrei da forquilha e do porquê das coisas. Que diacho de nunca ter estas respostas!
Dentro do ambiente da nossa mãe natureza o silêncio e a calmaria muitas vezes denunciam o aproximar da ação. Deve ser uma lei dela. Uma manada de zebras pasta calmamente em alguma parte das savanas africanas, em sua organização normal, machos jovens que comandam o grupo, as fêmeas e suas crias e alguns anciãos aceitos, estes ficam no meio do grupo, uma tática de proteção aos predadores, um cordão de isolamento. Neste contexto as zebras se sentem seguras, sabem que a ameaça existe, mas estão certas de que fazem tudo que podem para manter a ordem normal. O Sol escaldante se impõem sobre todo o cenário, única testemunha da leoa que,agachada, parece fazer parte da vegetação rasteira, aguardando. Uma zebra fêmea, com sua cria, se descuida da movimentação da manada; o bastante para o bote do felino, certeiro em seu pescoço, a cria dispara em direção das outras zebras, é o alarme! Da relva sai mais uma leoa, esta tem a missão de derrubar o eqüino que se debate e relincha solicitando ajuda, mas o grupo de zebras sabe que nada pode fazer. Deve ser a lei natural das coisas, o mais importante ali é a preservação da maioria, mesmo porque a desvantagem da espécie em questão é notória. A Zebra não se debate mais, é devorada ferozmente. A seguir os filhotes das leoas aparecem, a cena já é vigiada pelas hienas, que aguardam sua vez e, do alto, os abutres rodopiam, são os últimos na hierarquia da sobrevivência quando os abutres tem sua vez, so resta da zebra pouco mais que ossos. Terça feira passada Victor, esposo de minha colega de trabalho Mônica estava vindo de Salvador em seu carro para visitá-la. É uma longa jornada, estava chovendo muito, pista molhada e alta velocidade não combinam, o carro perdeu o controle, rodopiou capotou várias vezes e voou por um barranco de quinze metros se espatifando no chão. O Vitor não sofreu nada grave, consegue se soltar do cinto de segurança, com dificuldades se afastou um pouco do automóvel com medo de explosão. Então, atraídos pelo barulho, surge alguns moradores da redondeza, vêem o Victor no chão quase desacordado. 'O senhor está bem?' Questionam. 'Sim, estou legal, sem problemas' O grupo conversa entre si, e agem, pegam, mesmo em pedaços, o computador e a televisão que O Victor estava levando para Recife, arrancam o som, tiram o encosto do carro, arrombam o porta-malas e levam a bolsa de viagem. Segundo o Victor foi o momento em que ele se sentiu um inútil, guardou apenas a carteira e o celular. Na rodovia, dentro de seu carro ele se sentia seguro a falsa segurança delimitada pelo espaço da estrada e agora ele estava fora dela à mercê das leis ''naturais'' o importante ali era se manter vivo. ''Não façam isso!'' Ao longe outras pessoas observam. Aguardam sua vez; alguns que estão no carro brigam entre si para a posse de alguma peça de valor. O Victor resolve ficar em silêncio pois não há nada que indique que eles depois não queiram conferir se ele próprio não possui algum bem de valor. Mesmo porque a desvantagem numérica é notória. Quando o socorro médico chega, do carro so resta a lataria o resto foi ''devorado''. Ele não estava em nenhum centro urbano, muito menos na periferia de alguma grande cidade, estava praticamente no meio do nada e por infortúnio do destino saiu de seu cordão de isolamento e deu de cara com o que ele representa para alguns: alguém com bens. Nem pensar em um ser humano que estava em choque, precisando de ajuda. Talvez tenha sido um infortúnio do destino, uma atipicidade infeliz. Pessoalmente é melhor pensar desta forma, mas ter em mente os limites de nosso cordão de isolamento pois serve tanto na savana como no cimento.
Quer passar para o lado dos tolos? É fácil, tenta escrever lúcido sobre o coração. E para o lado dos Loucos? Mais fácil ainda. Tenta explicar as coisas do coração.
BATENDO FORTE EM MEU PEITO Escrevi este conto mês passado, deveria virar um capítulo de alguma coisa
mais foi para o baú. Na verdade muito do que se escreve (E do que escrevo)
reflete facilmente fatos ocorridos na realidade e por mais pura ficção que pareça
existem vestígios reais de sentimentos ou de como eles agiriam se não houvesse
o `se`. Muito de nossa imaginação se alimenta disto. Estas garotas existiram
(Claro que respondiam por outro nome e deviam fazer outra coisa)
, apenas as coloquei juntas no espaço/tempo. Aqui pode ser hipotético mas posso
muito bem estar transcrevendo um fato real, que tanto pode ter acontecido, como
pode estar acontecendo. A realidade imita a vida e vice-versa. Tenho leve noção
da vastidão deste mundo de meu Deus, dai vem parte de minha calma.
(Um feliz dia dos namorados para todos)
Me considero um bom observador, adoro ver as pessoas, não apenas olha-las superficialmente, tento adentrar na intimidade do entendimento, entender o porquê, brincar de imaginar, de saber o que não é claro de início. Isso me dá conforto e segurança ou pelo menos a sensação disto. Nós homens, que me perdoem tal separação dos termos, quando olhamos para uma mulher não damos apenas cor às suas formas, geralmente vamos além (Alguns vão bem além) e nos vemos ao seu lado, próximo ao seu rosto, tocando sua face, nos sentindo um par, beijando, acariciando não é apenas alimento ao libido, deve ser questão biológica, de genética mesmo. Freud (O que explica) acreditava que isto caracterizava as funções biológicas, as pulsões da vida. Bem, que seja. Posso então dizer que Lívia me apareceu como uma Deusa grega, cabelos ondulados, negros, olhos expressivos, corpo feito para combinar e brincar com os olhos, percorrê-lo era um prémio. Todas as poses que ela fazia, principalmente as mais naturais e simples, eram mais que motivo para qualquer tela de um mestre, não precisava nem de paisagem de fundo, podia ser branco, não importava, tudo cabia e sobrava nas formas da Lívia . E para piorar ou melhorar seu jeito de ser era meigo, ingénuo, cândido. Eu vivia na iminência de constatar quem traia quem, se suas formas à sua alma ou vice-versa. Nossos encontros esporádicos podiam render tanto contos indecentes de literatura barata quanto uma ode ao amor.
Já a Berthis , por outro lado, não fora abençoadas pelas formas greco-romanas, encobria isto com calças jeans folgadas, surradas, cintos grossos, camisas de malha com desenhos geométricos, cabelos a favor do vento e contra o pente, mãos que, de tanto gesticular, formavam frases. Mesmo explicando assuntos de álgebra, em nossos encontros de estudo, Berthis semeava a matéria com toques poéticos, me ensinou também a gostar da matemática, mas sei que so ela tem este dom, pois gosto de ver seu rosto e sua boca pronunciando álgebra, buscando brechas na exatidão do assunto para plantar contos e fábulas que além de exemplificar, ensinam. Estar com Berthis é minha melhor forma de se sentir bem com o tempo e enganar sua lenta passagem. Algumas vezes nos beijamos, é uma atração natural, é nossa forma mais enfática de demonstrarmos quanto um se sente bem em companhia do outro, até agora ainda não passamos destes beijos, nem demonstramos pressa para tal creio que até o momento o instinto primitivo ainda não agiu, deve estar bem alimentado ou não se faz necessário. Enfim tem a Jéssica , minha vizinha, muitas vezes ela me espera chegar do trabalho, da janela de sua casa já me acena com a mão, me pede ajuda com os estudos, com entrevista para trabalho, com qual combinação melhor disto, daquilo e ,acreditem, até com roupas íntimas, passa mais tempo em minha casa do que eu próprio muitas vezes ela prepara uma janta e passamos a noite a falarmos sobre o dia a dia, ela contando de tudo e eu também. E digo que muito que sei de mistériosp universo femino devo à Jéssica , pois ela me tem como a pessoa a quem mais ela confia. E eu, próximo à Jéssica , me sinto um protetor , um arauto das coisas da vida, pois tudo que é simples, se ditas por mim tomam uma grandeza única típica das pessoas que admiram a outra como nada. E eu confio nela como ninguém, já passei noites a chorar em seu colo, nenhuma palavra dita, talvez ela não compreendesse, mas eu não esperava nenhuma palavra, tudo que me bastava ali era seu colo. Ah, a Jéssica faz uma macarronada sem igual! Se me questionassem sobre a mulher ideal eu diria que não existe! Alma gémeas? Pura lenda! Par perfeito? Sai pra lá!!!! Todas estas definições me tiram um pouco destas garotas que fazem parte da minha vida. Tudo que gosto foi distribuído nestas três pessoas, hoje não me vejo capaz de escolher entre uma delas, isto se escolher fosse a questão. Nem tão pouco me agrada a idéia de um dia vir a aparecer a tal que reúna estas qualidades ou outras mais. Nos reunimos dias atrás para almoçarmos juntos, era a primeira vez que as três se encontravam, ha muito aguardava tal encontro enfim estávamos frente a frente. Tanto a conversar, tanto a comentar, embora desse a entender que alguma intriga pudesse surgir. Isto não aconteceu, cada uma sabia da existência da outra e o quanto esta pessoa era importante para mim e foi neste tema que nossas conversas se estenderam noite adentro no apartamento da Berthis , elas trocaram telefones, marcamos novos encontros e foi aguardando elas na porta para irmos para casa que pensei silenciosamente: Isto tudo pode não durar, talvez estando com todas elas, poderei estar adiante sem nenhuma, afinal cada uma delas tem uma definição de seu futuro. Um sentimento de tristeza me abateu enquanto elas se despediam, comum a qualquer iminência de perda. Seguiu-se então um sentimento de egoísmo, de posse, não conseguia enxergar `minhas`garotas acompanhadas de um outro. Eu estava sendo poluído pelo amanhã, este que é impregnado de talvez. Por sorte minha `cura` estava próxima, pois foi apenas elas se aproximarem que tudo que pensei passou a ser o que os sentimentos deste âmbito devem ser: uma brisa passageira. Se me perguntarem porque não ajo de outra forma, tentem retirar a cadência das batidas do coração, nunca conseguirão pois é involuntário assim como o que sinto por elas.
Muitos me chamam de Louco, não creio que o seja. Vou falar para vocês o que é ser Louco:Quando as palavras se desassociam daquilo que é racional e lógico, elas deixam de ser instrumentos de expressão. Despidas dos seus significados, elas não servem para expressar os pensamentos e os sentimentos que habitam as mentes e os corações. A incapacidade de verbalizar nos afasta do mundo articulado e isso nos impede (pelo menos aparentemente) de nos comunicar. Ficamos então marginalizados. "A linguagem verbal é por excelência o instrumento do pensamento lógico, das elaborações do raciocínio", explicou Nise da Silveira, psiquiatra brasileira.Essa é a sina dos LOUCOS a incompreensão. A terra girar em torno do Sol? Ser redonda? O Homem pisar na Lua? Loucos, todos Loucos! Que bom. Pena que alguns foram executados, esquecidos em masmorras,ou queimados em fogueiras. Mas o mundo vem mudando e os 'loucos' estão por ai, mais que nunca. Então podemos vê-los voar e não há problemas, podemos vê-los disfarçados de homens Santos ou portando martelos, está tudo bem. Não há problemas. Eles continuarão bailando sobre o fina lâmina que separa o lógico do absurdo e eu acredito que quem o faz é portador de um dom inato, o de doar de si, sejam em idéias, atos e boas intenções, e tal doação faz parte natural de seu jeito de ser não caracterizando um ato de ignição consciente, simplesmente se faz, sempre.E isto cresce à medida que as coisas boas vão se fazendo. Então Emerson continue sendo Louco, o Louco que eu conheço, que os outros conhecem. Feliz aniversário em 07 de Junho (Espero que tenham colocado a bolacha no bolo). Para você vai estas 3 frases que, para mim, conseguem te caracterizar. Não sei se você um dia vai lêr isto, mas....Nunca se sabe o que escreveram para nossas vidas.
Loucura é nada mais que o ápice do consentimento (Kim Neto)
Há uma fina linha entre genialidade e loucura. Eu apaguei essa linha. (Oscar Levant)
Louco(adjetivo): afetado por um alto grau de independência intelectual. (Ambrose Bierce)
E para mim, se sobrou bolo, queria um pedaço.
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Eu espero que todos tenham curtido o final de semana, eu tentei e fiz o que pude, no sábado eu cheguei do trabalho às 22:00. Dai ter faltado a festa do Louco acima citado. No domingo, CHUVA. Vamos então organizar o apê. Sou metódico nestes lances, colocar tudo em seus devidos lugares tarefa Homérica, não sei, são muitas coisas pequenas e muitos lugares ídem. Enfim 4 horas depois, findo minha tarefa, com um pouco de ajuda da digníssima tenho que admitir. Dai o Louco acima citado ligou disse que me faria uma visita, legal, afinal desde que me mudei ele não veio feder por aqui ainda. Lá pra 18:00 horas ele informa que não vai dar (Não vai dar para vir) Por que eu não fiquei surpreso? A irmã da Dignissima estava P da vida ao celular, resolvo apasiguar a situação, namorado desaparece com amigo sem dar satisfação, me sinto um tanto quanto conhecedor deste malefícios masculinos, resolvo dar um conselho (desses que são de graça) antes peço que ela me explique a situação, foi quando dei conta que envelheci, que estou por fora de tudo e que o mundo já não usa LP de 45 RPM faz tempo. Em cinco minutos de papo eu já estava perdido entre nomes de mil personagens e situações que me fugiam do entendimento. Ela conseguiu a seu modo me mostrar que (Como muitas mulheres falam) o homem é safado. Faltava o conselho. Em minha mente doentia salpicavam palavras e atos de ira (Saia e se agarre com o primeiro ser vivo do sexo masculino que aparecer), fui domando a tal ira (Saia e se agarre com o primeiro homem que aparecer), domei mais ainda (Saia com uma amiga e curta a noite) de tanto domar (nunca gosto de fazer isso) o que saiu de minha boca foi: Vamos todos tomar um Chopp? Conselho dado e aceito, fomos para (Não sei o quê) do Gordo. Lá lamentávamos o fim da semana, segunda feira já raiava....
Ta, hoje é sexta e por mais enclausurado que eu me sinta aqui no trabalho, onde ficarei até a meia noite, não posso deixar de sentir aquele espírito que tanto me persegue. Que espírito? O de SEXTA FEIRA oras!! Que tormento este de ver a caravana passar os cães latirem e você so de beduíno, bem distante. É como sentir o cheiro do bolo na janela do vizinho. Mas não quero fazer deste texto depósito de minhas fúteis lamentações afinal é Sexta e ninguém merece isso. Então um ALÔ para os que estão se aprontando para as alucinantes luzes do bate estaca, tentando enterrar aquele tênis surrado para pisicodeliar nas pistas ao som de algum DJ careca que tatuou alguma H.Q na cabeça, Um alô para os viciados em Happy Hour que colocam casaco e paletó nos ombros e descem dos prédios diretos para os barzinhos meia boca que ilham seus estruturas comerciais como que salva vidas do tédio, saborear um churrasquinho , seja de gato ou de boi, com o gelado néctar dos Deuses (Apelidado de cerveja) se estirar na cadeira e conversar sobre tudo que não tenha ligação com o dever e quem falar em trabalho, aluguel e nota promissória toma um quartinho de cana. Um ALÔ para a galera que deixou a casa ou o apê um pouquinho mais arrumado, separou uma coleção esperta de CD, ou locou um filme legal, aguardando a turma para colocar o assunto em dia e rir. Um ALÔ para os casais caribenhos , que engomaram o vestidos e camisas manga-longa, se esbaldaram no perfume doce e vai fazer valer as aulas de dança de salão nos vários bailes da cidade, um ALÔ às mesas a dois, a três, a quatro....aguardando a chegada do músico de MPB a sentar no velho banquinho. Um ALÔ para os barzinhos de BR , para as lanchonetes de suco natural, para os postos 24Hs , para os botecos de bairro, para os engradados de cerveja em forma de mesa na frente das casas, para festas de garagem com pisca-pisca de natal, para os dois (três, quatro, cinco...) que estão no farol, no mirante, na colina, na praia, no motel, no hotel, corredor do prédio, jardim da casa enfim para todos que terão a oportunidade de fazer valer esta sexta Um grande de um alô. Curtam pessoal e se não puderem, como eu, nada de cabeça para baixo. Neste mundo uma coisa que eu saquei é que é nas entrelinhas e nos pormenores que está escondido o sentido das coisas. Quando por alguns momentos o seu cansaço e o seu suor vierem de algum excesso de prazer, seja da alma ou do corpo, então vai ser bem mais fácil vislumbrar esse tal sentido das coisas. Vistam a melhor mortalha de Louco que tiverem, chega de filosofia, vão CURTIR!!!!!!!!!!! Porque hoje é sexta....
Hoje fazem exatamente oito anos desde a primeira vez que fui no Bar do Sr. Ricardo, não foi uma ída ao bar em si. Mas era de lá que saia o barco para ir para a ilha do Prazer. Neste tempo eu fazia parte do Cume, um grupo de pessoas dedicado unica e exclusivamente a se aventurar por ai curtindo e respeitando a natureza. Neste dia ele nos recebeu com um sorriso bem amistoso, retirou um pouco de água de seu barco, ajustou o motor e levou nosso grupo para a ilha de onde prosseguiriamos nosso trekking. No barco, o Sr. Ricardo se sentia entusiasmado com a turma e questionava o destino de nosso passeio. *estamos indo para a praia paraiso. Estamos aproveitando o tempo livre para fazer algo.* E Sr. Ricardo, manobrando o motor do barco, olhou para o horizonte e informou: *É, mas o tempo perdido com diversão não é tempo perdido* sorrimos e puxamos conversa: *O seu bar fica em um local privilegiado, muito acolhedor e bonito* então ele falou para complementar: *É o lugar mais bonito do mundo, as vezes desligo a vitrola para não atrapalhar a batida das ondas, da janela vejo o bando de passarinhos que ficam razando as marolas, escuto as promessas dos pescadores e a matreirisses dos peixes e, à noite, a lua vem so para a minha casa e tudo que se vê sem ser dali é o que sobra* Pensamos: deve ser um viajante, já viu de tudo. Mas ele respondeu: *Nunca sai daqui, mas sei que é o melhor lugar do mundo e o mais bonito* E é claro que perguntamos: Como sabe? E a resposta não poderia ser outra: *So pode ser pois é onde sou feliz* Queriamos ficar mais tempo com ele mas tínhamos horário programado entretanto voltaríamos no Bar do Sr. Ricardo novamente, e foi assim durante anos. Eu sempre que recebia alguém de fora e me pediam um roteiro da cidade eu indicava, também, o bar do Sr. Ricardo. Achá-lo já é uma aventura e informar sua localização então...Mas sempre compensava, muitos bons momentos vivi ali mesmo depois do falecimento do Sr. Ricardo anos atrás. Quando soube desta notícia quase caio da cadeira, estava com uma amiga de Belo Horizonte e falei sobre o Sr. Ricardo o caminho todo. Não vou mais tantas vezes lá, o bar mudou de nome (Hoje é Bar do Dique) mas para mim vai ser sempre o Bar do Sr. Ricardo, onde a lua é quem nos visita, o lugar mais bonito do mundo.
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Um padre comentou no meu BLOG, um padre! Não, nada contra, meu BLOG é para todos, mas...Um padre? Será que foi chamado pela minha tia? Ela sempre fala que vai colocar minha cabeça no lugar. E eu sempre estou tentando...
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Querida Bisbilhoteira, você já deve ter visto, não uma, mas algumas animações feitas pelo louco. Sabe aquele elemento segurando uma bandeira da paz? Advinha? O letreiro do meu BLOG também. Nos novos comentários tem um personagem com três olhos, esta foi a última que fiz, que levou três horas, ele fala uma frase, más é claro que tirei, ninguém ia aguentar ficar ouvindo "Oi, eu sou o Louco".
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Pessoal, quem estiver afim de saber mais ou menos a ralação que é fazer animação em computador (Animação amadora) eu fiz um passo a passo para minha cunhada, não ensina nada apenas mostra as etapas que eu faço para chegar ao `produto final' Clique AQUI para ver. (Abre em outra janela.) Outras animações minhas podem ser encontradas no site que fiz: A CASA DA TUA MÃE ------------------------------------------------
Loirinha, minhas novas são as velhas (Não brinque com o jogo de palavras)
Praticamente era um rapaz como qualquer outro secundarista de qualquer escola conhecida mas me ensinou muito da vida e isso foi possível porque ensinar não era o seu intento. O que dizer de alguém que comparece o primeiro dia de aula com uma calça rasgada? Nada demais. E se esta calça estiver completamente untada de esterco de boi? Então a coisa complica. Me lembro bem a primeira impressão que tive. Pronto, mais um querendo aparecer a qualquer custo. Foi também quando minha curiosidade sobre a figura começou, ele praticamente se escondeu nas últimas cadeiras da sala e em silêncio permaneceu. Foi tentando encontrar minhas respostas que nos tornamos próximos mas nunca toquei no assunto da calça com esterco. Estar com Samuel era descobrir um mundo totalmente desgarrado daquele que convivíamos, não eram suas vestes, nem seu jeito de falar, muito muito menos a forma como se expressava embora tudo isto também possuísse um toque um tanto quanto atípico. O que me admirava mesmo em Samuel era a forma como ele via a coisas seus olhos ignoravam tudo que nossos olhos costumam ver a priori. Ele conseguia entrar naquilo que chamamos de janela da alma, via de início aquilo que nossos corações precisam de muito treino para poder ver pois precisam entender e contornar as várias barreiras criadas tanto pelo preconceito tanto pelos costumes. E isto não existia nos olhos do Samuel. Claro que o que falo agora é fruto de muito tempo convivendo e aprendendo com ele, isto não me apareceu de repente. E foram muitos os momentos que discordei dele, pois em minha cabeça de amigo tudo que eu queria é que tal amizade continuasse e muitas vezes este desejo batia de encontro com os atos de Samuel, fosse ele se interessando por uma menina obesa que não fazia parte da ' turma' ou frequentando locais que, para mim, nao condizia com nosso nível, foi difícil perceber que tentando alertar sobre estes ' deslizes' eu estava tirando o que o diferenciava dos demais: a sua liberdade.Afinal bem depois vim saber que não existem ' turmas' e muito menos não devemos fazer parte de nenhum 'nível' mas que para tomar esta decisão de ponto de vista precisamos fazê-lo naturalmente, seguindo nosso interior, pois feito forçado soaria falso e não há nada pior do que alguém forçar um estado de ser. E o incrível é que eu sempre me pegava forçando este estado para me encaixar em alguma situação, minha ãnsia pela aceitação me cegava. Em uma gincana de final de ano, onde estava todo o colégio presente, O Samuel foi sorteado dentre mais de dois mil alunos para ser o apresentador da festa, este sorteio já era tradição. Me assustei com o fato de que o Samuel tenha aceitado apresentar a festa, e sua calma para com isto me deixava intrigado. Ele subiu no palco montado; era o foco de todos. Lá estava o esquisitão em pessoa de microfone na mão diante das luzes e dos olhos de faca de milhares de pessoas. Ele tinha um roteiro escrito da apresentação entregue previamente pelos professores, mas nunca o consultou, fez, como sempre, ao seu modo. Pediu para a banda ensaiar um forró , e cantou. Isso mesmo, ele cantou e o íncrivel é que..Cantou muito bem. Organizou as brincadeiras, apresentou a rainha do milho, brincou com os professores era a simpatia em pessoa e muitos acharam que o 3 minutos de aplausos na sua saída do palco foi pouco, eu não pude nem comprimenta-lo pois ele estava cercado pelos professores e de todos os alunos que agora o consideravam no mínimo, colega de classe conhecido. Nas férias de fim de ano que se seguiram o Samuel viajou para outro estado. Nas ruas sempre falavam sobre ele e da noite da gincana, por estar sempre próximo a ele todos me perguntavam quando ele voltava, quando isso quando aquilo, queriam estar por dentro daquele que era a 'sensação' do momento. Mas Samuel nunca mais voltou, ficou por lá em outro colégio. Anos se passaram e ainda falavam no Samuel com uma intimidade no tratamento de sua pessoa que não parecia que eles na verdade nunca conversaram com ele. E eu vi nos olhos de cada um a saudade de alguém que nem chegaram a conhecer. Admito que me senti lisonjeado por ter tido esta chance. Mas este sentimento sempre esteve aquem do agradecimento a Samuel por ter me ensinado a enxergar.
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Nâo eu não vi meu computador neste final de semana, aproveitei para estudar sobre animação gráfica, por ser um desafio estou mantendo o interesse. A primeira animação já saiu, me custou 3 horas e dura 5 segundos. Como disse, não é nada fácil. Mas une duas coisas que gosto muito: desenho e animação. Tentei explicar o processo para minha cunhada e foi quando tive certeza que é realmente um desafio, manipular 4 programas diferentes para obter um produto so. No mais assisti bons filmes acompanhado da família e de Brizinho o terror das sessões tranquilas. Ainda fiz presença na praia aqui próxima, coisa que nem me lembro quando fiz da última vez. Meu colega de trabalho resolveu vir fazer companhia, na verdade veio foi conhecer a irmã da digníssima (Cabra safado) e ficamos num bar beira mar chamado..(Não sei o quê) Sucata. Tem um cara que diz que sou SAFADO, mas o fato é que este distinto homem deixou um recado às 08:00 da manhã de um domingo (Que para mim é madrugada) e o recado foi deixado na casa da minha Mãe! Da próxima vez que eu convidar ele para algo vou fazê-lo em código Morse! No mais, valeu pela visita Pixmal, espero que volte sempre, já estou cheio de fantasmas neste BLOG! Bisbilhoteira, seu nome está nos BLOGS legais desde que mudei meu Layout, foi mais ou menos na época que você estava nas 10 mais do Bloggman. Continue aparecendo.
De repente me vejo diante de belas histórias, passagens marcantes, momentos belíssimos e outros tanto cômicos como tragicômicos, alguns me forçam um riso outros uma meditação. Estas lembranças estão à minha frente enfileiradas, em várias cores, imóveis, alguns vermelhos, outros brancos em várias prateleiras ornamentadas. Todos que passam a sua frente podem vê-las, mas com certeza cada um à sua forma. Onde posso estar? Estou de frente a uma prateleira de vinhos em um supermercado qualquer. Estou parado, em pose de respeito, um respeito mudo feito apenas para mim. Aprecio várias bebidas mas o vinho é especial. Não, não sou enólogo muito menos exijo a presença de algum sommelier em algum restaurante, aliás não vou com esta história de colocar o vinho distante do trivial e do mortal o aprecio por sua alma, isso mesmo a tal bebida tem alma. E sou adepto cego de uma frase que li em um livro que tratava do assunto: 'vinho bom é aquele que você gosta' e está dito tudo que você precisa saber sobre vinho. O resto? O resto é bebê-lo e deixar as coisas acontecerem. Pode ser em uma taça, uma caneca de alumínio ou copo descartável o gosto pode até mudar, mas é vinho.E onde a alma desta bebida age? Age em tudo em luais típicos, em volta do que já foi uma fogueira nos escorávamos naqueles garrafões de cinco litros e entre sorrisos gratuitos e paradas ponderadas para avaliar o que foi dito terminávamos as frases com o descarrego da culpa no vinho e nos sentíamos confortáveis para nos revelarmos novamente, quem sabe agora na conquista de alguém especial naquela praia? E se isto ocorresse, acredite, o gosto e o buquê daquele vinho o perseguiria para sempre na forma da garota e no seu cheiro. Junte-o à música e terá um palco para engrandecimento da alma, sozinho ou acompanhado bebê-lo ao som de seu gosto é casar duas formas separadas por desleixo ou trela do destino. Boceje-o na boca e deixe escapar pelas narinas seu sabor, feche os olhos, imagine a que aquela essência se assemelha e guarde em sua memória então terá visto a alma do vinho. Claro, beba com moderação e se for o caso de extravasar o faça abrigado dos percalços que isto implicara pois ressaca de vinho é a das piores que existe. Aconselho a tê-lo sempre em casa, nem que seja para decoração, pois nunca se sabe quando a alma, dentro daquela garrafa esquecida, pode vir a agir. E não se preocupe sobre o aviso deste momento pois ele vem um pouco antes de você se ver abrindo a garrafa. O Poeta Omar Khayyan era coinhecido por sua sinceridade, então deixo seus versos sobre o vinho no poema Rubayat:
Vinho faz perdoar a pena de viver.
Bebe vinho! Vinho cor de rubi, vinho cor-de-rosa, vinho cor de sangue!
Bebe vinho!
Tens muitos séculos para dormir.
Vinho é amargo? Não importa! Tem o gosto da vida!
Todos os reinos por uma taça de vinho precioso.
Todos os livros e toda ciência dos homens por um perfume suave de vinho.
Todos os hinos de amor pela canção do vinho que corre.
Toda a glória de Feridoum pelos reflexos do vinho na ânfora.
Bebo o vinho que me oferece uma linda rapariga e não cuido de minha salvação.
Sempre ouço dissertar sobre os gozos reservados aos eleitos, limitando-me a dizer:
Só tenho confiança no vinho.
Bebe vinho!
Só ele te dará a mocidade, ele é a vida eterna.
Bebe um pouco de vinho porque dormirás muito tempo,
debaixo da terra, sem amigo, sem camarada, sem mulher.
Nosso amigo mais velho é o vinho mais novo.
O vinho destrói os cuidados que nos atormentam e nos dá a quietude perfeita.
Ouço dizer que os amantes do vinho serão castigados no inferno.
Se os que amam o vinho e o amor vão para o inferno o paraíso deve estar vazio.
Vinho! Eis o remédio que carece o meu coração doente.
Vinho com perfume almiscarado! Vinho cor-de-rosa!
Dá-me vinho para apagar o incêndio da minha tristeza.
Bebe e esquece que o punho da tristeza breve te derrubará.
Vinho! Vinho em torrentes! Que ele palpite em minha veias.
Que ele borbulhe em minha cabeça!
Quando bebo, ouço mesmo o que não me pode dizer a minha bem amada!
Mais vale uma ânfora de vinho do que o poder, a glória e as riquezas.
O vinho libertar-te-á das névoas do passado e das brumas do fututro.
O vinho inundar-te-á de luz, livrando-te dos grilhões de prisioneiro.
Quando Deus me criou sabia que eu beberia vinho.
Se me tornasse abstêmio, sua ciência estaria errada.
Trazei-me todo o vinho do Universo!
Meu coração tem tantas feridas!
O vinho proporciona aos sábios uma embriaguez semelhante à dos eleitos.
Dá-nos a mocidade, restitui-nos o que perdêramos, põe ao nosso alcance tudo o que desejamos.
O vinho queima como torrente de fogo,
mas, às vezes, tem sobre as nossas mágoas o efeito da água pura e fresca
Foto relíquia. Eu, Alexandre e sua irmã em 1988.
Indo a uma festa de fantasia
(Eu creio pois so pode ser.)
Dia 23 de maio um grande amigo meu aniversariou, o Alexandre. E, para variar, faltei à festa. No telefone fizeram um coro que já estou até me acostumando: Safado, safado, safado. É acho que sou mesmo. Eu acredito que o Alexandre já sabe que faz parte do meu seleto grupo de pessoas que o que importa não é o encontro em si e sim o que a pessoa sente, seja indo ou não ao encontro. Eu particularmente me senti péssimo não indo. Mas outros virão.Sinto saudade das nossas saídas à praia, dos bate-papos sem compromissos, da barraca do Ricardo, dos churrascos na minha cozinha, já tínhamos um Kit e das várias sessões de filme que fiz no apê antigo em que ele comparecia com a esposa, deitava na sala dormia o período do filme todinho e acordava quando o filme terminava se queixando da claridade da televisão. Ah, e da sua crítica às minhas primeiras pizzas (Bolacha Cream-Cracker lá!!!) Estou meio (Meio não, todo) distante da turma, tenho que mudar isto.
Auvers-sur-Oise
Van Gogh
Há uns quatro anos atrás eu estava no sítio de Maninho, o pai do Mad. Passamos o dia lá e já no final da tarde o Mad me confidenciou que quando a vida já lhe desse um certo sinal de alvorecer, ele desejaria viver em um local como aquele, com a natureza em volta, pássaros, cultivando alguma coisa...Em paz. Zen pra caramba né? Também acho, ouvi atentamente o que ele falou como sempre o faço, mas admito que não senti totalmente o que ele desejou transmitir. Hoje (Domingo, 25/05) pela manhã fui fazer uma visita ao sítio do meu Sogro, era a primeira vez que eu ia. Uma boa conversa, gente cativante das redondezas, cerveja gelada (que guardaram pra mim); mas uma coisa se sobressaia: era a vista, ela me atraia a todo instante, logo à frente um morro todo verdejante, subia até onde a vista queria, ao seu redor a mais fechada mata possível, com enormes árvores e a orquestra da natureza feita de todos os tipo de flora e fauna. Eu prestava atenção no assunto mas vez ou outra lá estava eu de olho na janela, de onde vazava a paisagem. É hipnotizante. Meu sogro notou e tentou terminar a frase da minha cabeça ' É bonito aqui não é? É apenas longe de tudo' Seria isto o motivo de ser tão belo? Por ser longe de tudo? Talvez. Indo embora eu, sozinho, fui atrás da casa, cheguei próximo da cerca, fiquei de frente para a mata. Fechei os olhos e inspirei profundamente e assim fiquei por um tempo e me lembrei do que o Mad falou então compreendi perfeitamente, talvez sejam reflexos dos treze anos que vivi na Fazenda, talvez não. Não tenho fobia do urbano; me dou bem com a tecnologia, as vezes adoro os caos da cidade. Mas nada se compara aos momentos que me interagi, senti e adentrei a natureza, nada. Então creio que esteja ai minha essência. Talvez a do Mad também. Quem sabe um dia medite sobre isto em uma confortável cadeira de balanço à frente de uma bela sinfonia ao entardecer feita, é claro, de flora e fauna.
Enfim vi Matrix Reloaded, creio que fui um dos últimos no Brasil a faze-lo, mas..Pasciência. Tem um cinema quase do lado de onde eu moro, mas não, eu queria um com som digital, imagem digital não sei o que digital lá fui eu para os cafundós do Judas. Então constatei que o mundo hoje é uma imensa fila. Peguei uma enorme para comprar o ingresso, beleza eu já esperava esta. Depois veio a fila para jantar, ok o Shopping tava lotado, depois veio a fila para entrar no cinema (uma hora!) logo após a fila do sorvete de casquinha e tchan, tchan,tchan a terrível fila do xixi! Eu era o sexto da fila no banheiro rezando para que meus músculos em questão não me traíssem. Sim mas.. E o filme? Fui ver os efeitos especiais, e não sai decepcionado, que assistiu o primeiro vai ver agora uma evolução. Nas primeiras exibições em cinema (Final do século XIX) o público correu das cadeiras ao ver uma locomotiva na tela vindo em sua direção. Em Matrix eu abaixei a cabeça para desviar dos estilhaços do carros em uma perseguição, so esta sensação já valeu o ingresso e a cena marcante: Duas carretas se chocando no estilo consagrado do 'bulet time' o som da carroceria virando sanfona, o início do fogo nos tanques de combustível parecia que os irmãos estavam dizendo: Além de mostrarmos de perto, vamos mostrar quadro a quadro; e enfim a explosão, perfeito. Zion a cidade dos humanos tem um desenho que lembra muito o estilo de Moebius, parece que entramos na revista Heavy Metal, A rave nas cavernas, o som bate estaca, o figurino..Se gostou do primeiro NÃO PERCA O SEGUNDO!
Frase de hoje "Não se pode ensinar tudo a alguém, pode-se apenas ajudá-lo a encontrar por si mesmo."
Galileu Galilei
Hoje me ligou uma pessoa ao qual me foi muito íntima tempos atrás, ela foi minha noiva e estivemos juntos por (pasmem) oito anos. É, oito anos. É um bom pedaço de tempo. O assunto em questão não vem ao caso no momento e sim quem eu sou. Pois a pessoa que ela me informou ser eu, parecia não o ser. Calma não é nenhuma crise Shakespeareana é a constatação de que somos tantas pessoas diferentes, em dias diferentes que não existe um eu, e sim os tantos que habitam em quem você cativou, seja por boas qualidades ou pela falta delas, Como disse o poeta lusitano Sá Carneiro: 'Eu não sou um nem outro/ Sou qualquer coisa de intermédio/ Pilar da ponte de tédio/ que vai de um para o outro'. E é legal isto, esta metamorfose constante que habita as mentes de quem você teve alguma relação. Então sou forte, fraco, feio, bonito, baixo e alto atrevido e recatado, afinal somos quem queremos ser no conjunto das impressões que deixamos a quem
amamos e a quem, digamos, nem tanto. Eu sempre me proponho a ser aquilo que toco, que apalpo, que chuto e acaricio. Se toco uma pele, o faço com delicadeza pois desta forma suponho transferir aquilo que sinto, se leio um livro minha vista o passa, hora devagar se a leitura me agrada, hora rápida pois quero transferir para o livro um pouco de mim, ou seja a minha insatisfação quanto ao texto. Estamos sempre nos doando, sempre mostrando ao mundo quem somos, em palavras, gestos, olhares e sentimentos, mesmo que está não seja nossa inteção. A comunicação está em nós. Sei que a cada pessoa que convivi pode escrever ou falar sobre um eu particular e cada um vai expressar um Louco diferente como se realmente o fosse. Bem, quanto a mim eu posso ter minha própria concepção de quem sou. Sempre me vejo como um Don Quixote, não me afundo tanto na literatura como ele para entender as coisas, no entanto quando enfrento Moinhos os transformo naquilo que vai me engrandecer quando este sucumbir e não apenas simples estruturas que possam ir ao chão. E sempre ao término percebo que nunca foram moinhos. E sempre vai existir um Sancho ao meu lado, é preciso, é necessário este personagem a me acompanhar, uma ponte entre a razão nua e crua e a fantasia, berço do que sempre iremos admirar. Tento ser um meio termo deste embate. As vezes consigo, as vezes o moinho vence, então combato o fel da derrota sempre observando o que os olhos dos outros tem a dizer, pois ali me multiplico e me fortaleço e, procurando bem, sempre encontro a todos que um dia almejei ser.
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TIO ABDIAS! Seja bem vindo (novamente) ao BLOG. Captei sua mensagem ó divino mestre! Nunca mais duvidarei de sua onipotente presença, me observando e consertando as coisas ai de cima. Quer dizer que o senhor foi íntimo de Gasparzinho? É minha família tem laços que até eu duvido. Aguarde que vou colocar o restante das fotos que recebi. Tem cada pérola! Mas do senhor pareçe que so tinha aquela. E precisava de mais? Até de gato chamaram o senhor, mandaram tirar o bigode.
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HOJE , A ESTA HORA, DEVE ESTAR ROLANDO A PRÉ ESTREIA DE MATRIX RELOADED..É, SO PARA QUEM PODE.
Matrix em números
Matrix conseguiu arrecadar 458 milhões de dólares em bilheteria e se tornou o primeiro a vender mais de 1 milhão de cópias em DVD.
São necessárias 26 horas de jogo para chegar ao final do game Enter the Matrix, escrito e dirigido pelos próprios irmãos Wachowski.
Segundo a Warner, Matrix Reloaded e Matrix Revolution contaram com um orçamento de 300 milhões de dólares para serem realizados. Já Matrix consumiu 60 milhões de dólares.
O treinamento físico para as cenas de luta em Reloaded começou quatro meses antes do ínicio das filmagens.
Para evitar que a história das seqüências do filme vazassem, apenas 120 pessoas da equipe técnica de 1500 integrantes tiveram acesso ao roteiro na íntegra.
Em um desses zilhões de e-mail que salpicam nossas caixas postais, mais ou menos 1/3 deles são em prol de uma abertura na visão das coisas, curtir a vida, estravasar e ser, ao modo de cada um, feliz. Quem já não recebeu algo assim? Eu mesmo já enviei muitos. Mas existe o momento da verdade, aquele em que você se depara com o 'Agora' o 'vamos ver' e que textos de insentivo e ditados 'Paulo Coelhanos' já não tem o mesmo efeito de espinafre. Então é você, suas ideologias e o fato em questão. É ai que somos quem somos. É quando a gente vê o quanto a educação que tivemos, a influência da família, mídia, colegas de trabalho e amigos realmente influem no que você é. E na maioria das vezes somos sempre ponderados, Caxias, articuladores do propício. Você está em um shopping, um comum como milhões por ai. Então aparece uma garota estonteante (Se você for mulher leia o texto imaginando um cara) está no término da hora do almoço, mas o início de papo lhe cativa e logo a proposta, que você classifica como indecente, de conhecer no apê dela uma coleção rara de Blues se faz
existir. Inicia-se então o processo de canalização dos sentimentos. É meu amigo porque a primeira coisa que vem à cabeça é sexo e muito dificilmente você se entrega de primeira a este instinto. A consciência age: Mas quem é ela? Pode ser um golpe, com essa violencia por ai,sou comprometido,não posso faltar ao trabalho, é muito bonita pra mim....Após uma pequena batalha entre neurônios..O veredito: Não posso agora, estou no horário de trabalho...Pode me dar o telefone? Mas a garota não o tem, e se afasta dando um tchau sorridente como se julgasse sua investida algo tolo e insensato. Então está você de pé, se questionando, apenas por poucos instantes para que ela não pense que você se arrependeu. Fiz certo? Fiz errado? Quem se importa meu amigo? Você foi apenas você.
Sempre imaginamos que poderia ser diferente, que fulano faria de outra maneira com certeza. Está errado. O que você faz qualquer um poderia fazer, é so acreditar nisto. Lembre-se que o que nos diferencia dos outros é aquilo que poderiamos fazer e, não o fazemos. Este é o grande diferencial. Podemos até supor que seja isto que separa homens de Homens. E o que podemos fazer está ligado diretamente ao que supomos ser (pois em alguns momentos a realidade nos mostra que de fato não somos). O que supomos ser é o que importa. Então posso voar, pois creio que tenho asas. E isso me basta para voar. Se quer uma paródia: Lembra do menino que achava que suas pedras arremessadas alcançariam a lua, ele acreditava nisto. Talvêz a realidade nos mostre que seja impossivel, mas muito provavelmente ele será o menino que mais longe vai atirar esta pedra. Hoje vi uma reportagem sobre um leilão que vai haver em Londres da partitura original da nona sinfonia de Beethoven, quinhentas páginas de escritos que podem chegar ao valor de 2 milhões de Libras (10 milhões de reais). Quando Beethoven a fez já era praticamente surdo, mas acreditava que podia e isto lhe bastou.
Scream Poetry - Chico Science
Eu posso sentir o que a paixão faz em segundos
Eu posso sentir o que o amor fez depois de anos
Eu gosto de sentar nos telhados
Pra ouvir o que as casas dizem ao meu redor
Eu gosto de subir nos telhados
Porque eu consigo ver o mundo melhor
Grite poesias que eu te amarei
Até a minha ida, grite poesias
Que o mundo tem
A palavra que você pode escrever
Grite poesias
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Em parceria com o Baiano iniciamos hoje a campanha "Volte Tio Abdias" o primeiro passo foi o envio de uma mensagem de volta para quase todos que fazem parte de meus contatos, so deixei de fora o pessoal da CTM porque tenho certeza que nenhum deles encarna o tio Abdias. O proximo passo é uma visita ao Papa (Sei que ele anda mal mas... é o mais próximo que conseguiremos chegar do homem lá de cima). Quanto à campanha de Algarobeira, iniciada por Pandora e aderida por Loirinha, informo que me interessou muito, mas Salada de fruta vem primeiro.
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A melhor televisão do mundo é a janela de um carro, de um ônibus, de um avião em uma viagem. VIAGEM, TAÍ UMA PALAVRA!
A última viagem me presenteou com momentos inesquecíveis Andei por 3 estados, na companhia do meu melhor amigo (E amiga) e tive tudo que uma boa viagem deve ter, o inesperado, as surpresas e os sentimentos. E se você acha que não guardo nada; lembro do local onde sempre comprávamos
quentinha para almoçar (Em Aracaju); como também quando pegamos o carro e fomos atrás dos putos que me bateram na volta do Pré-Cajú, aquele carnaval fora de época. Da foto da igreja em Laranjeiras, da casa da praia em Sarney e do P* cheiroso da menina que tu ficou (Que massa que era um cheiroso, você tá com uma sina do c* de p* fedorento); das fotos na praia do Paiva, da Bunda na praia de Pajuçara que fotografamos com lente zoom. Eu na cadeira do dentista...foda! E é claro...DO ENGARRAFAMENTO, das milhões de Long neck, no capô do carro, Do dique, do queijo coalho com cerveja na casa de Maninho. Da volta com o pivete recém nascido, que so chorou no final. Adoro Rodoviária, muito mais que aeroporto, embora este último também tenha seu charme. Viajar....Me arrepio so em pensar. Gosto muito! E de vez em quando faço o possível para pelo menos ter algo parecido. Tenho ido a Porto de Galinhas, passei o São João em Maracaípe , conhecemos cultura diferente, coisa nativa mesmo, fomos para um bar depois do pontal, tão distante de tudo e de todos que parecia em outro planeta, lá a agua de um rio se juntava com a do mar, tinha cor de ferrugem e era fria, vários turistas de várias nacionalidades, era como se estivéssemos em outro mundo....cerveja gelada e caranguejo, na noite São João no Vilarejo chamado Vila de todos os santos, forró pé de serra mesmo, banda de pífanos, quadrilha...Nunca imaginaria que em um ambiente de praia eu fôsse, enfim, ter um São João tradicional...Foi massa, sorvi tudo como se fosse o néctar que eu mais precisava..Viajar é preciso!!!!!!!!!!SEMPRE!
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FATOS DE HOJE NA HISTÓRIA 1975 - Pela primeira vez, o Monte Everest foi escalado por uma mulher. Foi a alpinista japonesa Junko Tabei.
1985 - Michael Jordan estreou nas quadras de basquete americanas com a camisa do Chicago Bulls.
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FRASE DE HOJE "O único homem que não erra é aquele que nunca faz nada."
Franklin Roosevelt -----------------------------------------------------------------------------------
Dia 23 vai estar entrando em cartaz o segundo filme da trilogia de Matrix (Matrix reloaded). Já estou lá. Desde o primeiro filme que virei fã de carteirinha pois é bem feito, tem ação e uma porrada de bons efeitos especiais, que aliás dizem ter revolucionado a área, e foi mesmo pois quem não se lebra das paradas de cena e o giro tridimensional enquanto todo o cenário está paralizado, ou do percurso das balas em cãmera lenta? Pois é, muitos filmes imitaram tais façanhas.O Matrix I veio também em uma época que os grandes filmes de ficção norte americanos não acrescentavam nada de novidade desde Blade Runner (Considerado)
É, em lucro, a maior estreia da história do cinema. Eu baixei o Traller e so para ter uma ideia eu prefiro o trailler de Matrix do que o filme X-Man 2 todinho (filme este aliás que eu fui assistir na dúvida se tomava 3 cerevjas ou via o filme, quando sai do cinema preferi as 3 cervejas, aconselho apenas para quem é fã dos super herois da Marvel). A crítica de lá não questiona as cenas de efeitos especiais, falam bem pra caramba. Alguns criticam a trama (Que é o tendão de aquiles de qualquer filme de ação/ficção) Elvis Mitchell do New York Times diz que o filme peca um pouco ao abordar o lado amoroso do filme o que é compratilhado por um tal de Michael O´Sullivan, do "Washington Post". Mas o público de Matrix não está esperando um filme Denso, Dramático, que aborde a inconsistencia fatória da relação cíclica da compleição humana, segundo Freud. Que se dane. A gente saber é que a maior cena de perceguição foi criada neste filme, com 17 minutos de duração e que dizem alguns, consumiu 2/3 do orçamento (ai eu já acho exagero). Keanu Reeves abriu mão de sua participação nas bilheterias devido ao alto custo do filme (Bonzinho o cara). A Trilha Sonora, como não podia deixar de ser, vem detonando no Tecno, Heavy metal em um CD duplo multimídia com 19 músicas, trailer do filme e previews dos curtas de animação ''The final flight of the Osiris'' e ''The Animatrix'', além de um making of do videogame do filme. Nâo sei se vou poder ir na estreia, mas com certeza irei no final de semana
E para não deixar o cinema brasileiro de lado, fiquei muito animado com a noticia de que o filme CARANDIRU já passou da marca dos 3 milhões de espectadores no Brasil e é o único filme Sul-Americano a estar concorrendo em Cannes, Massa! Vale a pena vê-lo.
FATOS DE HOJE NA HISTÓRIA 1970 - A moeda brasileira, que era o Cruzeiro Novo, passou a ser apenas Cruzeiro.
1958 - A União Soviética lançou a nave espacial Sputnik III.
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FRASE DE HOJE "Quem não quer pensar é um fanático; quem não pode pensar é um cretino; quem não ousa pensar é um covarde."
Francis Bacon ----------------------------------------------------------------------------------------------------------
No inicio da semana recebi uma ligação da Universidade Federal me convidando a fazer o juramento de conclusão do meu curso (Curso este que terminei ha anos!), mas me faltou este detalhe do juramento, que é obrigatório. Enfim, lá fui eu retornando à querida UFPE. Nada de pompa, apenas alguns alunos de Administração e Economia, com o braço estendido e a mão levantada pronunciamos o juramento em voz alta,
tudo ministrado pelo diretor do Centro de Ciências Sociais. No seu breve discurso duas coisas se evidenciaram, sua preocupação com a facilidade com que a sociedade hoje em dia quebra juramentos, sejam eles de pequenos ou grandes, caracteristica, aliás, que um juramento não deveria ter, e a violência que assola as comunidades em geral pois assim que chegamos em sua sala ele havia acabado de acessar pela internet as últimas notícias do caso das duas amigas assassinadas em um passeio de fim de semana em Porto de Galinhas. E em um dos momentos únicos da minha vida (O juramento de conclusão de curso) o que vai ficar marcado é a preocupação com a violência, e espero quando me lembrar deste dia adiante a comparação que eu faça é que esta violência diminuiu. Voltando ao caso do assassinato das duas meninas me questionei como a mídia não exita em dar mais ênfase a casos onde as vítimas não fazem parte do cotidiano da violência, vulgo: Favela, periferia, presídio etc...É; porque assassinato tem todo santo dia seja com requintes de crueldade ou não. É so dar uma olhadinha na Folha ou em alguns programas da televisão, certo dia em um consultório me impressionei ao ver um destes programas em pleno meio dia mostrando imagens de um corpo decepado, mas diferença no caso das meninas é que elas eram classe média alta, bonitas, de menor e que se supõe não fazer o arque tipo de vítimas de crimes brutais, então é prato cheio para audiência dos programas de rádio e televisão do gênero , com isto a sociedade se mobiliza, acorda, se assusta, questiona e protesta para algo que infelizmente não é novidade e que faz parte do dia a dia não se dando conta de que é esta indiferença, este desrespeito à pessoa como um ser humano independente de sua raça, credo e condição socio econômica que é não so um fator de ignição como de alimento da violência que nos assola.
Tio Abdias
Ha alguns posts atrás informei que a minha tia Zélia tinha prometido enviar algumas fotos antigas da minha família, eis que ontem a ¿encomenda¿ chegou. Eu passei horas no computador vendo as imagens, não são tantas assim, mas possuem um valor incomensurável. Em uma delas pela priemira vez eu vi por dentro uma das lojas de moveis que meu avô montou no nordeste, era a única na região que tinha máquinas de costuras. Entre outras raridades tem um de ¿nosso¿ famoso parente Tio Abdias (Que aparece nesta foto ao lado) bem eu não sei qual a patente que ele ocupava, mas pelo visto era alta. Vou fazer uma galeria destas fotos e brevemente coloco aqui. Onde estará o tio Abdias? Nunca mais apareceu aqui no Blog, alías tá cheio de fantasmas, cadê a Pandora? A descontrolada, o Manoel, a Q, esse povo deve apenas estar acesando e deixando de comentar, mas é assim, depois muda. Meu dia das Mãe foi igual a um slogan que li, Presente de Mãe é filho presente, e já que tinha a oportunidade de passar o dia inteiro com ela, fiz. Rolou muito filme, pipoca, chocolate e vinho, infelizmente meu irmão não pode estar conosco, mas fica para a próxima. Depois das palavras de Luz e Loirinha nem eu estou aguentando meu grandioso e onipotente Ego, vão com calma senão eu brocho!
HOJE NA HISTÓRIA 1954 - Bill Haley and His Comets lançaram Rock Around the Clock. Um ano depois, a música se tornou a primeira canção de rock a atingir o topo das paradas de sucesso.
1970 - - Uma bomba explodiu no jardim do prédio onde funcionava a redação do tablóide O Pasquim, no Rio de Janeiro.
1994 - Nelson Mandela tomou posse como presidente da África do Sul.
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DIA DAS MÃES A jovem americana Annie Jerwis perdeu sua mãe e entrou em depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração se alastrou por todo o país e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de maio.
No Brasil, o Dia das Mães é celebrado no segundo domingo de maio, conforme decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas.
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FALOU E DISSE "O bravo não é quem não sente medo, mas quem vence esse medo."
Nelson Mandela "O maior medo de quem navega é não partir."
Amyr Klink --------------------------------------------------------------------------------------------------
Boas fotomontagens com o corpo humano
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Conheci a história de jackqueline a dois meses atrás e li toda a reportagem, não pela curiosidade mórbida que aparece quando nos defrontarmos com algo que nunca desejaríamos que acontecesse com ninguém, mas pelo exemplo de vida dado por ela de uma forma pura e sem apelo. Este exemplo é dado única e exclusivamente pela sua verdadeira história.Pessoalmente a lição de Jacqui é que não existe limite para a força de vontade e por mais amargo que determinado momentos da vida nos pareça, por mais problemas que ela nos mostre sempre valerá a pena pois mesmo que você se sinta que está perdendo em algum momento isto poderá está servindo de lição e incentivando muitos outros. Jackqueline tinha sua vida normal, com ambições, sonhos e planos e um motorista embriagado fez uma mudança brusca em tudo que ela tinha, restando quase nada que ela prezava para continuar vivendo, foi daí que ela teve que refazer não apenas seu futuro mas todos os seus valores pessoais e materiais e
descobrir que o dom de viver será sempre maior. Ao vermos sua história a máxima de que reclamamos muito da vida sem razão se torna mais claro mas nunca compreensivo.O valor real de termos a benção da vida nós devemos ter sempre; sem que para isto algum fato brusco nos acorde para tal. O texto abaixo, do poeta Emílio Moura, enviado por uma amiga minha baiana complementa.
"Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive".
Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das
coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não
sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos
a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que
gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não
porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos e m que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples
como um verso: se iludindo menos e vivendo mais
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Hoje é dia das mães, mas o dia acabou de começar, falarei dele depois. Sempre acreditei que os prazeres simples são os melhores, e quase sempre constato que estou certo. O meu mais novo (não riam) é olhar,pelas janelas do apê, a rua na frente do prédio, muito movimentada, não há nada em específico que me cative um interesse mais determinado, é apenas a visão do cotidiano das pessoas, o vai e vem hora apressado, hora querendo ser lento. Gosto de imaginar histórias, criar personagens e enriquece-los com as imagens,quando você não estiver fazendo nada mais importante é um bom passatempo. Muitos textos eu faço daquilo que presencio e vejo e o que vejo são um caleidoscópio de pequenos contos, conquistas, decepções,luta, sorrisos e a famosa felicidade. Bem ali, da janela.
Meus agradecimentos hoje: Valeu Kilma e Fabiana pelos lances enviados. Valeu princesa por seu espírito de solidariedade, o banner ta lá! Brigadão ao motorista Marcelo da A.C.Lira que, na volta da cidade, levou um hambúrguer e um refrigerante lá para o Porto quando eu dobrei o horário na quinta. Obrigado ao Léo pelo convite para a reunião da turma em sua casa, pelos motivos que te falei não pude ir, mas outras oportunidades virão, sei que é desculpa de farrapeiro mas...Obrigado á Digníssima pelo chá de camomila, vou ver se pego um de cogumelos. Hoje eu mesmo fiz minha janta! O detalhe é que eu so comi porque estava com MUITA fome, depois para tirar o gosto da boca devorei tudo que era de guloseima da geladeira..
FATOS DO DIA 1928 - Na Inglaterra, as mulheres entre 21 e 30 anos ganharam o direito ao voto.
1945 - A Alemanha se rendeu aos países aliados. Estava acabada a Segunda Guerra Mundial
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FRASE DO DIA "Um sorriso é a distância mais curta entre duas pessoas."
Victor Borge -----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Década de 80. O punk já estava morrendo. Mas o Louco mandava o recado.
"Se tudo está errado por ai, e nós estamos convencidos disso, uma postura punk para nos salvar do abismo tem razão de ser. A receita é ingênua mas faz sentido. Os garotos dizem as coisas com franqueza selvagem. A arte deles explica-se pelas circunstâncias."
Carlos drumonnd de Andrade
É muito fácil e conveniente ter uma postura "do contra" tudo ao seu redor conspira para que facilite esta visão, em qualquer esquina, em qualquer escrito próximo em qualquer palavra dirigida existe motivação para chutar o balde. Eu creio que o difícil é se manter perene e com a cabeça no lugar. O texto " O Jogo" que fiz em junho de 2001 para Mad atenta para o ser fiel ao que você é, independente que seja uma ilha com Sol ou um barco sempre prestes a afundar. O caminho é a sinceridade do que se é. O resto sai na urina.
O JOGO
Isso mesmo cara, o jogo já começou, e sabe quando começou? Quando você se deu conta disto, os adversários? São: você mesmo, sua consciência, suas dúvidas, sua falta de vontade, tudo isso vai contribuir para que você padeça no meio do caminho. Sinto inveja de sua "garra" pela liberdade, da vontade de se interar com um dos gostos e vontades mais antigos do homem, a liberdade, o livre arbítrio e principalmente a sede de conhecimento motivados pela curiosidade que o fez o que é na terra no sentido de desenvolver sua limitada capacidade física e grande capacidade mental. Somos filho desta natureza que tanto nos é distante, gostamos do cheiro de terra molhada, gostamos de nos perder nos rios, matas, e mesmo na artificial "High way" o asfalto também nos atiça porque corta o infinito, as terras e matas, nos liga à elas como também às fumacentas cidades, pessoas, gostos, falas diferentes, aprender, sorver culturas diferentes, garotas diferentes, valores diferente, se desgarrar da mesmice e da DOÊNÇA sufocante que se instala em toda grande e média cidade, deixar entrar pelas narinas as novidades das terras desconhecidas, deixar entrar este ar forte, que vai "inchar" nosso cérebro do que ele mais precisa: EXPERIÊNCIA DE VIDA. O sangue pulsa mais forte. O SANGUE PULSA MAIS FORTE. Como dizia a poesia do alpinista: "Quando este homem cansado, tira dos cabelos as teias de aranha com suas mãos doloridas e gastas e o ar invade seus pulmões então ele pode vislumbrar o som dos pássaros, a vistas e a natureza que so estão ao alcance dos mais ousados"
Não existe nada melhor que isto e por mais idiota e fudido de mente que a pessoa seja, existe um que de rebeldia e aventura em cada um, aliás, em TODOS. A aventura faz parte do homem e sem ela ele não estaria aqui hoje. Ser fiel às suas raízes é ser fiel à esta energia que nos ofusca a visão para as obviedades e mesmices comuns ao mundo moderno, na natureza não existem falsos olhares, nem segundas intenções, a morte é sinônimo de fome, e a vida caminha lado a lado com ela. Existe esta força, esta vontade em todos. Em alguns ela se manifesta com mais ênfase, é o seu caso. Não a negue, pois isto é negar a você mesmo. O ponto principal de tudo isto é a sinceridade consigo mesmo. Apenas te alerto que por mais que você não o deseje, você terá que conviver com esta força lado a lado com o sistema, pois este ultimo foi e está inserido em tudo, é como se ele fizesse parte de nossa pessoa. Negá-lo pode vir a comprometer outros objetivos mais nobres. Você está e vai vencer este jogo!
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... hoje se comemora do Dia do Silêncio.
Ontem um outro louco deu o ar de sua graça, o Fábio Lopes mandou notícias de parte da galera do meu emprego anterior (Construtel) foi muito legal saber algo sobre eles. E no mais ele fez propaganda do Blog, é mais gente acessando esse bau de não sei o que. A todos da CTEL um grande abraço e não se acanhem, comentem. O Louco aqui sou eu. Ah, rolou uma sessão de piadas sobre minha suposta calvice. Segundo eles eu teria raspado minha cabeça para esconder minha adiantada calvice. É o cúmulo!
Aluguel é um tiro no joelho, mais ainda se o locador é um pentelho. Não é o meu caso, por INCRÍVEL que pareça e por favor acreditem, tive que ligar para que ele vinhesse receber (desde do dia 30/04), ele veio hoje de manhã com aquela cara de "Mas já?" em compensação me questionou onde era o Pequenas causas, para pôr o inqulino anterior na justiça, assim caminha a humanidade, a passos lentos.
Agradecimentos:
Obrigado a minha prima Luciana por ter me dado uma mão neste fim de semana nas pizzas, já que você levou a receita
é sua vez de convidar. Obrigado ao meu primo que mais uma vez faltou ao evento. Obrigado ao Wagner que desta vez pegou um filme que ninguém ainda tinha visto. Obrigado a minha mãe que mandou uma sopa de feijão pra mim ontem (morar perto da mãe tem destas coisas). Obrigado a Luz pois ainda confia em mim. E obrigado ao Baiano por nada.
FATOS DO DIA 1870 - A ópera O Guarani, de Carlos Gomes, foi apresentada pela primeira vez. A estréia ocorreu no Teatro Alla Sacla (Itália)
1974- Depois de 120 dias de filmagens, ficou pronto o filme Tubarão, de Steven Spielberg
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FRASE DO DIA "Às vezes tenho vontade de dar um soco na cara de algumas pessoas para que elas saiam da frente da televisão para ir ao cinema."
Tizuka Yamasaki -----------------------------------------------------------------------------------------------------------
TEXTO DO DIA Não gosto muito de generalização, generalizar é amputar as possibilidades. É uma forma de se mostrar ciente com a máscara da imbecilidade. Generalizar não é bom.
Dai chega fulano (pode ser cicrano também) e solta: Pagode é uma merda, fode a música popular brasileira! E eu com meus botões: E quico? Montem o seguinte cenário: Churrasco de fim de semana às pressas, umas carninhas vermelhas, linguiça, coração de galinha uma grelha pequena, isopor, cerveja em lata, mesinha de bar, turma com assunto para por em dia. E no som portátil coloquem "Jesus alegria dos Homens" de Bach. Mas isso antes que ninguém fique bêbado. Vocês notarão que a música vai absorver muitas possibilidades de se tornar um saco..ruim. Pois não é o ambiente dela. Nunca vou ouvir pagode em casa, na sala, relaxando, pra mim pagode so combina naquele cenário que falei. Eguinha pocotó, Ah, essa é um ícone! Onde combina? Sei lá, mas neste carnaval foi o que mais ouvi. Ai vem cicrano e fala: "Pôrra, a música não tem letra!" E para quê? No carnaval, correndo atrás de um trio, com trocentas cervejas na cabeça, você afinzão de cantar alguma coisa para fuliar mesmo a música so pode ser Eguinha Pocotó cara. Tenta na situação acima cantar Faroeste Caboclo do legião Urbana. Não sai nem a primeira estrofe.
Sendo assim todas a músicas são válidas (merda, tô generalizando...vamos consertar) Quase todas as músicas são válidas (É que ainda não achei as que não fossem). Em uma manhã, das várias maravilhosas manhãs que temos a sorte de viver eu tive a chance de confirmar que são os ambientes que combinam com a música e não vice-versa. Montem o cenário: 4:25 da manhã, 19 graus, ceu clareando, nos agasalhamos em gibões e estendemos as mãos às brasas da fogueira, estamos na cadência de soprar as mãos, esfregá-las entre si e estender as brasas, o grupo conversou durante toda a noite ao som de modas e modas de viola, de tudo na vida foi falado um pouco, cada um naquela roda expos um pouco do bem e pitadas de seu feu. Um bule estrala a velha pintura anunciado que um café forte está pronto, um saco com açucar mascavo lhe dá sabor e vários sorrisos se fazem após um bom gole. E aguardamos a chegada do Sol. O Boiadeiro tira a viola da proteção do cobertor, a inspiração o comanda, em silêncio seguindo o instinto da harmonia, observa a todos que o fitam e se mira na paisagem e vai alimentando seus olhos aos poucos, depois deixa que a visão tome conta. Seus dedos tocam a corda da viola, fazem-na chorar e ele canta:
Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso,porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte,mais feliz quem sabe
eu só levo a certeza de que muito pouco eusei, eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs,
é preciso o amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir,
é preciso a chuva para florir.
Penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha,
e ir tocando em frente como um velho boiadeiro levando a boiada,
eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou, de estrada eu sou Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chora, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, e ser feliz
FATOS DO DIA 1943 - Getúlio Vargas instituiu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
1994- O piloto Ayrton Senna morreu na curva Tamburello, no circuito de Ímola, na Itália.
2003 - O Louco está curtindo um feriado e isto é incrível.
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FRASE DO DIA "Quando você ouve um empresário dizendo que está preocupado em alimentar a concorrência e que busca o bem comum, ou é mentira ou ele é doido e a família está pensando em interditá-lo. O empresário, por definição, é um animal voraz. Ele descobre oportunidades, inventa processos, cria produtos, mas sempre pensa em restringir a concorrência e maximizar o lucro."
Delfim Netto TEXTO DO DIA Vada
Não me lembro ao certo como foi a chegada de Vada à cidade. Era muito pequeno e alguns detalhes não se fincaram em minha memória. Mas ela já estava lá a muito, muito tempo e isto era difícil de se calcular. Negra forte, corpaço forjado pelas doações de seus ancestrais, face doce e cândida de fácil empatia. Seus olhos eram o seu meio de comunicação mais nítido, quando de frente a eles víamos sua alma e tudo que ela desejava comunicar. Trabalhou como arrumadeira e lavadeira em várias casas da vila sempre encantando a todos. E foi na serventia de uma destas casas que conheceu Linara mulher respeitada na vila; acabara de parir seu quinto rebento, fraco, cabreiro mal movia era um chama ao vento. Gravidez sofrida, cheia de desavenças secara-lhe os seios. Vada o acolheu e deu seu leite, este que nunca lhe faltou em qualquer época. Salvou o menino, o fez forte e vigoroso e assim foi com os outros que se sucederam e Vada nunca faltou, acolhia em seu colo toda e qualquer criança, envolvia em seus fortes braços e lhe dava de mamar, umas dormiam, outras, ávidas, agarrava-lhe as mamas como se quisesse tê-las para si e para sempre, mas todas sem exceção fitavam seu olhar ouviam suas historias, contadas em cochicho feito de mãe para filho, o que ela falava com as crianças não se sabe, mas tomava total atenção destes recém nascidos. Leite forte o daquela mulher, já conhecida por todos era motivo de admiração muito mais pela sua preocupação no bem estar das crianças do que pela sua graças de leite interminável e de qualidade vigorante. Dizia que cada criança que amparava tinha-na como um filho, tinham um pouco dela dentro de si que ia além da nutrição, adentrava as portas do carinho da compaixão e do amor. Tal era a confiança que esta mãe de leite dava aos seus queridos que muitas vezes estes iam acolher em seus braços diante de desavenças familiares e lá ficavam até adormecer e raiar outros dias. Ouviam as mais admiráveis histórias e compartilhavam dos melhores conselhos que se podia ouvir. Voltavam novos, com uma outra forma de enfrentar os percalços da vida. 'Esse menino é assim porque não tomou o leite da Vada', 'Sem o leite daquela menina você não será nada na vida'. 'Fulana me disse que sinhozinho anda de conversas com a mãe de leite. Pode isso?' 'Nunca falaria mal daquela mulher, mas é que o povo comenta que...'
Vada nunca prestou atenção nisto, sempre manteve sua postura e seu semblante, mas é dito que em tanto em pântanos como em exuberantes florestas sempre se encontram vaga-lumes e fadas. Não me lembro do dia ao certo, mas me lembro que toda a cidade rodeava o pequeno casebre onde Vada morava, olhavam pelas janelas, comentavam incrédulos. Para onde fora? Com o tempo e sua ausência, seus muitos filhos de leite mantiveram seu casebre arrumado, pintaram-no, compraram móveis e sempre havia flores frescas nos vasos da mesa. Aguardaram-na com a mesma esperança do primeiro dia, se foram da cidade e repassavam a história para os que ficavam e estes mantinham a casa a espera de sua moradora e esta nunca mais veio, pelo menos até eu me ir também. Lembrei-me de vada porque ontem consegui sanar em parte tal mistério, pelo menos para mim, mas com certeza cada filho dela já deve ter em seu coração o destino tomado pela sua mãe. Para mim ela brilha acima de nós, voltou para sua constelação de Capricórnio e desce quando quer, pois pra mim ela é a Amaltéia (Clique para conhecer), mãe de leite de júpiter e a falta de beleza que caracterizava este ser enquanto cabra foi atraída pelos que tinham sentimentos semelhantes, talvez por isso ela era tão linda aqui na Terra. Dedico estas lembranças a todos que brilham.
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Agradeço a todos que comentam neste BLOG, eu sumo algumas vezes, mas para o desespero de alguns, eu volto!
Luciana, querida prima obrigada por me fazer conhecer os bizarros prazeres gustativos da escrota pizza de Manjericão. Agora sei o que não pedir numa casa de massas!
Valeu também ó mestre dos Magos Francisco (Sogrão) por me apresentar o Thel mestre dos magos da informática, nunca vi uma linha discada dar 115 KBPS, mas....DEU!
Obrigado ao meu querido sobrinho e afilhado 'Brizinho' por me ensinar a não dizer pôrra e sim: porcaria. Tô tentando amado sobrinho!
Obrigado ao cara do amendoim lá na Porto de Suape que me vendeu fiado quando esqueci a carteira. Eu deixo você acessar meu BLOG de graça.
Obrigado ao meu primo Juca que emprestou todas as suas Trips e duas Playboys, bem ele não soube, mas...é um emprestimo.
Obrigado a você que não me fêz pôrra nenhuma, mas está so esperando a oportunidade. (desculpa brizinho...PORCARIA!)
FATOS DO DIA 1965 - John Wilkes Booth, ator americano que assassinou o presidente Abraham Lincoln, suicidou-se em um prédio em chamas..
1986- Uma explosão na usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, provocou a morte de 300 mil pessoas ao longo de 10 anos.
2003 - O Louco está com uma virose que já deram nome de Sadam Hussain .
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FRASE DO DIA "Não permita que o telefone interrompa momentos importantes. Você tem um aparelho para a sua conveniência, não para a de quem liga."
S. Brown -----------------------------------------------------------------------------------------------------
Nos tempos aureos da revista Casseta e Planeta podia lêr que liberdade era passar a mão na bunda do guarda. Será mesmo? Liberdade é fazer o que se quer? O que se tem vontade? Será? Se for com este ponto de vista estamos num carcere gigantesco. Eu gosto de andar pelado, mas tem um lance do atentado ao pudor, não gosto de calça Jeans, nem de camisa manga longa, muito menos do terrível linho. Mas tenho que usar devido ao trabalho. Eu gosto de não ter destino nas sáidas e fazer o que vem de repente ou não pela cabeça. Mas tenho horários a cumprir. Gosto de cerveja bem gelada na praia, mas quase nunca encontro. Gosto de programas com conteúdo em uma televisâo (Isso quando eu ligo ela) mas não passam. Gosto de lêr muitos livros, mas não me sobra tempo. Sou livre, não estou atrás de nenhuma grade. Será mesmo? Admito que se todo mundo fizesse o que bem entendesse...Caos total. Mas me questiono até que ponto podemos nos considerar livres?
Todo dia a gente cumpre nosso papel, pagamos nossas contas, fazemos o possível para um bom relacionamento com todos, um sorriso amarelo aqui um bom dia nada a ver ali e quando sobra um tempinho algum programinha urbano. Passar a mão na bunda do guarda está fora de cogitação. As vezes me imagino saindo de meu corpo e olhando ele de cima questiono: Quem é esse escroto? Uma das coisas que mais me irritam na vida é já saber o que vou fazer amanhã. E o pior é que a maioria dos dias eu já tenho uma boa imagem de como ele vai ser. Nos tornamos um bando de cartomantes, que sabem exatamente o amanhã. Me lembrei até daquele filme Clube da luta, somos nada mais nada menos que consumidores, trabalhamos muitas vezes para poder consumir, tanto para a própria sobrevivencia como para se manter sociável, é meu amigo porque se você não consome não se torna interessante para os outros.E embora a maioria possa discordar, ninguém gosta de se sentir rejeitado, excluido ou fora do babado. Não falo de clubes privados ou da alta sociedade, estou abrangendo as rodinhas de mesa de bar, as salas de aula, os ambientes de trabalho. Me considero um peixe fora d¿agua neste contexto meu senso de julgamento para o consumo continua sendo aquilo que meus 5 sentidos me dão retorno. Certa vez, com a dignissima questionávamos a "qualidade" de dois sabonetes um eu considerava cheiroso pra caramba, mas a dignissima dizia que era de má qualidade (Mas como se cheira tão bem?) o Outro que ela teimava em comprar com licença da palavra FEDIA como os sabões que as lavadeiras de minha terra natal usava para lavar tapete na beira dos riachos. Era óbvio aquilo. Mas havia um problema, a força do marketing, o sabonete fedorento era de marca, em sua embalagem vinha um monte de informações ecológicas e processos inusitados de fabricação usando isso e aquilo que não interessa a ninguém. Pelo menos pra mim um sabonete tem que me agradar no cheiro (pelo menos) Ah, sem falar que o sabonete fedorento era 6 vezes mais caro que o outro. Estamos presos não so pelo consumismo, mas pelo o que ele dita também. Quantas vezes você já se questionou sobre o porquê de ter comprado tal produto? Pleo menos comprei o sabonete cheiroso.
Eles além de vender tem que dar um motivo para a gente comprar.
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Anúncios da marlboro de 1950, com bebês livrando a barra das mamães fumantes. Estes anuncios integram o livro All American Ads (De Jim Heimann, editora Taschen)
VOLTEI PORQUE PUDE IR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
FATOS DO DIA 1998 - Morreu de causa não declarada, na Califórnia, o alfaiate Charles Mortensen. Na época ele era considerado o homem mais velho do mundo: 115 anos.
1994 - A Bienal Brasil Século XX é inaugurada em São Paulo. A mostra reuniu 950 obras de 250 artistas brasileiros.
2003 - Louco sai para pagar suas contas e desejaria que houvesse um fundo musical com 'What a wonderful world' cantada por Louis Armstrong.
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FRASE DO DIA "Nenhum país pode ser potência sem ser potência cultural."
José Sarney -----------------------------------------------------------------------------------------------------
NINA SIMONE 21/02/1933 + 21/04/2003
Meu primeiro contato com Nina não foi comprando um CD dela, comprei uma coletânea dos anos 60 (Mad about the Boy) e entre as vinte músicas tinha uma dela: My baby just care for me do Kahn Donaldson não é uma de suas mais famosas, foi feita para comerciais, mas já me ascendeu a admiração por ela que so tenderia a crescer. Soube de sua morte na sala de casa, no jornal Nacional, ainda não tinha sentido nada parecido. Talvez seja porque as maiorias dos meus ídolos já morreram. Mas senti um vazio. Suas músicas continuam. Mas não deixei de sentir este estranho vazio por uma pessoa que nunca vi e nunca conheci pessoalmente. Com certeza ela já tinha feito casa em meu coração.PARA MAIS NOTICIAS CLIQUE AQUI
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EM BUSCA DE DEUS No meu longo caminho para o trabalho (mais de uma hora pela BR) estava lendo um artigo de Henrique Goldman, cineasta, intitulado: Procura-se Deus. Conforme a matéria sua busca consistia em um tipo de peregrinação pelos lugares mais diversos possíveis e a captura de experiências destes. Nisto inclui sua experiência de infância em colégios judeus, em cartomantes africanas, em pessoas santas na índia e até em rituais de mal olhado em Moçambique, onde conheceu uma tal de Kebe, uma bruxa que colocava mal olhado nos filhos dos outros. Na basílica de Aparecida do Norte, ele quase fala com Deus, achou tudo muito bonito, sentiu a fé que irradiava dos crentes presentes, na sala lotada de pés, abdomens e mãos em forma de vela, mas o tchan foi quebrado pelos alto falantes que tocava Britney Spears. O Marketing, Business e o Fashion já haviam chegado lá também. Sua busca continua, ele até pede uma ajuda (email: henrigold@yahoo.com). Quando acabei de ler a minha primeira constatação é que o Henrique estava botando os pés pelas mãos e me lembrei de uma passagem do filme Forrest Gump (Já me chamaram disto aqui no Blog). Um amigo do Forrest questiona se ele Já encontrou Jesus e Forrest responde na tala: (Não sabia que tinha que procura-lo senhor). É isso, não precisa procurar, está em nós, em tudo que você olha e não somente em rituais, igrejas, templos, monumentos. Deus é bom, ruim, impiedoso, caridoso, beija, morde, cospe, vomita. Uma música traduz muito bem isto: Gitã de Paulo Coelho e Raul Seixas. Eu procuro tirar a imagem de um velho de grande barba vestido de branco ou de um pobre homem todo pregado na cruz, Deus não pode se limitar a este ínfimo e minúsculo contexto. Com certeza ele tem nossa imagem, como também a imagem de todos os seres vivos da terra e do universo. Uma vez eu estava com dois amigos num bar e disse que deus era isso (E soltei o paliteiro de uma certa altura na mesa) claro que eles riram. Mas foi falta de ampla explicação do lance. Na verdade Deus era a energia que fez o paliteiro cair namesa, o próprio paliteiro em si, os palitos dentro dele e eu que segurei o paliteiro. Portanto Sr Henrique Goldman, abra os olhos, coloque ângulo de 360 graus e verá Deus em tudo e todos. Mas continue sua peregrinação pois para enriquecimento da alma e do aprendixzado é válido e então vai encontrar muito mais máscaras, estátuas e templos que dão uma boa idéia das várias faces daquilo que pode ser e é tudo.
Deus salve os loucos pois são eles que
explicarão o amanhã.
FATOS DO DIA 1992 - Os três integrantes do grupo de rock Queen fizeram um tributo ao ex-vocalista Freedie Mercury, falecido em 1991. O show foi realizado no estádio de Wembley, em Londres.
1999 - Dois adolescentes mataram 13 pessoas e feriram outras 23 em uma escola no Colorado, Estados Unidos. Depois do crime, os garotos se suicidaram.
2003 - O Louco e seu irmão conseguiram ouvir uma sessão inteira de Blues do Jimi Hendrix sem beber uma cervejinha se quer.
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FRASE DO DIA "Há duas espécies de tolos: os que não duvidam de nada e os que duvidam de tudo."
Principe de Ligne "Há pessoas tão chatas que nos fazem perder um dia em cinco minutos."
Jules Renard -----------------------------------------------------------------------------------------------------
Storia de Astart foi a última HQ de Andrea Pazienza, um desenhista italiano mestre na sua arte e do qual sou fã. Conta a história de um cão de guerra de Anibal, um general cartaginês que no século III atacou Roma pelo norte, atravessando, com um gigantesco exército, os Alpes e arrepiando a Itália com seus elefantes. É incrível o detalhismo do desenhista em reconstituir um período histórico, ainda mais pela visão de um cão
Esta historia termina com um "continua" pois no dia 15 de julho de 1988 Pazienza apareceu na redação da Comic Art entusiasmado com as 10 páginas finais que tinha em mente para o final da história, páginas estas que nunca veríamos pois no dia 16 ele faleceu.
Mas a HQ é tão bonita que vale a pena dar uma olhada, é uma obra de arte.
Para ter um gostinho (pois nada ainda substitui tê-la em mãos) clique AQUI para ver.
'Gostaria que tivessem guitarras elétricas nos campos de algodão nos bons velhos tempos. Muita coisa tomaria seu rumo' palavras de Jimi Hendrix, o mestre da guitarra. Consegui duas versões da música Hear my train comin uma acústica e outra eletrizada uma delas com 12 minutos de duração, é realmente uma viagem, de trem. Não há separação entre vocal e solos de guitarra e sim uma harmoniosa interação destes dois elementos. De Blues o que curto vem de Etta James e Nina Simone, mas de vez em quando é bom se enveredar pelos trilhos do Jimi muito gente o conhece por queimar sua guitarra em palco ou até mesmo por ter morrido
Sufocado em seu próprio vômito, mas em particular o imagino como um daqueles que recebem um dom em doses cavalares e gosta de usa-lo. Depois que colocam um sujeito destes entre nós é necessário quebrar a sua forma e que fiquem seus solos. Embora o Blues tenha nascido na América do Norte, entre os escravos não o considero um ritmo americano, ele é africano, foi cantado pala relembrar a terra natal e sua gente e o que vale ai é a alma da coisa e não a localização geográfica. Foi um berço para a liberdade de expressão e lançamento de várias estrelas negras. Quem imagina que a Madonna imitando um boquete com uma garrafa é imoral é porque ainda não viu Etta James cantando Baby what you want me to do. Ok, meio milhão de gente já fez cover desta música do Jimmy Reed, entre eles Elvis Presley e até o Neil Young, mas pela boca da Etta...Sem comentários. Qualquer dia eu coloco ela num arquivo. Hoje não.
O DIA Carandiru vão falar pra caramba deste filme, alias já estão falando. Gostei do filme o pessoal que foi comigo também gostou, mas é difícil linkar o que se vê na tela com o que está à nossa volta. Geralmente o que a gente gosta de fazer é ver estas coisas dentro de uma sala escura, comendo uma pipoca no ar-condicionado depois a gente sai e junto vai embora parte da realidade vivida, a gente come um lanchinho comenta os fatos assistidos concordando que algo está errado, mas que este algo não somo nós. Exclusão social ainda é um palavrão pra gente, temos um cinema no nosso dia a dia, seja pela janela de seu carro ou de sua casa, mas vamos continuar preferindo aquele entre quatro paredes, pois é indolor e não fere a carne viva nossa consciência (Quando temos). Pensei que o filme (Não li o livro) daria mais ênfase à invasão da polícia no pavilhão nove, Bem podemos montar o quebra cabeça: 111 presos mortos a tiros e nenhum policial morto. As histórias de cada personagem possuem densidade e retrata muito bem o ambiente caleidoscópico onde estão confinados.Vale a pena ver o filme, seja para prestigiar o cinema nacional como para presenciar uma boa direção.
Enfim se vai a época dos ovos de páscoa, já são muitos em promoção, quebrados, esquecidos ou saldo de estoque. Adeus, malditos. Virem barras.
FATOS DO DIA 1934 - Foi criada a Viação Aérea de São Paulo, a VASP.
1943 - O químico Albert Hoffman consumiu acidentalmente o LSD-25, droga que ele havia criado em 1938, e descobriu seus efeitos alucinógenos.
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FRASES DO DIA "Quem luta não perde tudo. Perde quem fica de braços cruzados. Quem luta deixa, pelo menos, exemplo a ser seguido."
Félix de Athayde "Às vezes não podemos conter nossas emoções. Por isso precisamos de alguém para compartilhá-las."
Demetrius "Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos."
Eduardo Galeano -----------------------------------------------------------------------------------------------------
TEXTO DO DIA Certa vez, numa praça, em desatino,
Lastimando as agruras da jornada,
Encontrei um pombo pequenino.
-"Pobre ave disforme, aleijada."
-"Eis a lição da vida, peregrino.
Supera os aleijões do teu destino.
Busca vencer com alma conformada".
Disse-me a avezinha.
E assim, batendo as asas, com firmeza,
Alçou seu vôo livre, com destreza,
Por sobre a multidão e sobre as casas.
Então pus-me a voar meus infinitos...
Já não me ferem meus conflitos.
Pois, se me faltam os pés, sobram-me asas.
Gosto dos dias de chuva. É onde a arte se veste de cinza
e mesmo assim não deixa de emitir beleza.
O DIA Hoje é o aniversário de um grande amigo meu, um eclético. Bom jogador profissional de futebol, formado em direito, foi professor de Português, Inglês e, pasmem, Moral e Cívica. Bom orador, poeta e romântico nas horas vagas. Tinha uma imagem formidável daquilo que chamamos vida pois estava estampado quase que constantemente naquele seu sorriso ora matreiro mas sempre sincero. Surpeeender era um dom seu, mesmo que esta não fosse sua intenção, estava sempre procurando questionar a tudo e adorava ver meu ponto de vista. A educação para ele era impressindível se um dia faltasse alguma coisa em sua casa que fosse comida e não livros. Radical? Creio que sim. Mas com certeza seus olhos estavam voltados para o futuro pois hoje percebo que se você tiver um dificilmente lhe faltará o outro ou no mínimo as chances que isto ocorra diminuem consideravelmente. Me lembro de seus aneis, correntes as vezes até pulseiras gostava do brilho destas coisas, era vaidoso pra caramba, mas nada lhe dava maior prazer que aparecer nos clubes com sua companheira toda produzida. Para isto ele era amostrado. Festas? Ah. So saia quando a orquestra tocasse a música que ele queria, o que sempre acontecia. Mas a imagem que tenho deste meu amigo é da forma de como ele via o conserto das coisas e que é traduzido hoje em dia em muitos contos e histórias que falam de que não importa o quanto sua ação seja ínfima ante o tamanho do problema pois é uma ação e fará a diferença necessária. A grandiosidade vem nos que seguirão esta ação.
Pois um dia bateu a sua porta um caseiro conhecido que o ajudava no tratos das plantas e árvores do seu quintal. Este estava com a mão cheia de correspondencias, meu amigo pediu para que as que fossem endereçadas a ele deixasse no carro para ler no escritorio, muito sem jeito o caseiro informou que não poderia fazer pois não lia direito. Meu amigo prontamente o informou que todos os fins de semana às 14:00 comparecesse a sua casa e nestes dias o ensinou a lêr, escrever e a efetuar as quatro operações aritméticas. Presenciei muitas destas aulas e também aprendi a ver as pessoas pois enquanto meu amigo lecionava não portava um ar de professor e sim de companheiro, tal qual um bom bate papo em mesa de barzinho. E isto ficou guardado em mim. Se vivo, este meu amigo estaria completando 64 anos, com certeza bem vividos; e dos que tive o prazer de conviver com ele guardo muitas lembranças maravilhosas pois muito mais do que um pai ele foi e será sempre meu amigo.
FATOS DO DIA 1954 - Morreu aos 91 anos o francês Auguste Lumière que, ao lado do irmão Louis Jean, foi um dos inventores do cinema.
2000 - Um leão do Circo Vostok matou o menino José Miguel Fonseca Junior, de 6 anos, em Recife.
2003 - O sobrinho do louco começou a usar cuecas em vez de fraldas.
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FRASES DO DIA "A prosperidade faz amigos. A adversidade testa-os."
Publilius Syrus "Só podemos falar francamente sobre nossos defeitos para aqueles que reconhecem nossas qualidades."
André Émile Herzog Maurois ---------------------------------------------------------------------------------
IMAGEM DO DIA
Jogo de cartas na hora do intervalo das aulas. Desenhei isto ha um bom tempo
Apenas não me lembro da pessoa que se esconde no jornal. E também o porquê.
Essa é para vocês que faltaram na foto abaixo. Um beijo.
FOTO DO DIA
Aliança 1989 Muito bem Baiano, aqui está. Na verdade todo este post é para vocês
Parece que foi ontem. E na verdade em nossos corações, foi.
TEXTO DO DIA
Ontem decidi não blogar mais, dar um tempinho. Mas já desisti. O texto abaixo é parte de um e-mail que enviei para uma amiga minha em 2001 (Ela visita este Blog pois já vi) É um texto longo (Imaginem o e-mail completo...), mas para as pessoas a quem ele é direcionado é válido lêr. É assim que vejo todos que considero como amigo.
Ps - Eu omiti alguns nomes não foi a pedidos, mas não sei qual seria a reação caso vissem os nomes por ai. Mas são pessoas abertas e sem frescuras, foi uma decisão minha. E para quem conhece a história vai sacar quem são rapidinho.
...Hummmmm, vou arriscar uma meditação......Não, não....uma reflexão.....
Conheci "N" quando tinha 07 anos. eu so usava cueca, e ela calcinha. Eu estava brincando de boto e corri para a casa dela e me escondi pulando no tanque de cimento que tinha em seu quintal, ela nunca saia de casa. O tal do tanque sempre esteve vazio, neste dia.....NÃO. Me molhei todo e foi água para tudo que é lado quando pulei sem ver. Ela me conheceu com a cueca pelo joelho e todo molhado. Como naquela época menino e meninas eram inimigos natos, a lógica era nunca mais nos vermos, mas não foi o que aconteceu. Ela foi a minha primeira amiga, a primeira pessoa em que aprendi o sentido de confiança, a primeira a eu falar meus segredos, a primeira que eu beijei no rosto. Um dia ela se cortou na mão com uma faca e correu para casa sem avisar aos pais, não queria ir para o hospital, a única pessoa que ela confiou fui eu, e ela foi para o hospital comigo. Começamos nossa amizade em uma época em que o desejo sexual ainda nem se quer tinha aflorado. Talvêz seja por isso que nunca pensamos em namorar mais tarde. mesmo quando os hormônios começaram a agir não tivemos este interesse, acho também que os namoros daquela época ofereciam muito menos que nossa amizade. Então ela foi o intercâmbio do meu primeiro namoro, a menina se chamava H. Depois ela me arranjou com G (Meu amor platônico), neste meio tempo conheci um amigo do mesmo sexo ("A") ele me ensinou a enfrentar os inimigos (Pois tentava me chatear mais do que ninguem e sua meta era me ver chateado, nunca conseguiu, durante 11 anos de tentativa) eramos um trio atípico, mas "A" tinha vontade de namorar com "N", eu não. Ele sentia ciumes quando eu falava que estava ensinando "N" a beijar. Mas eram de religiões diferente e sempre discutiam por isso. "N" so podia vir a ser pisicóloga mesmo, pois me entendia. Em 1987 quando estava prestes a ir para Recife. Ela foi a única que não chorou, ela me apoiava pra caramba. Dizia que se tivesse a chance que eu estava tendo, já teria picado a mula de P.A. Me senti "abandonado" queria alguma prova de sentimento (Como "A" o Fêz, mesmo sendo homem pois naquela época isso denotava franqueza) Mas ela não chorou. Ela também não queria se despedir de mim e não o fêz, não foi para a minha despedida . Fiquei com uma dor enorme no peito, pois na minha cabeça de quase 15 anos não possuía nenhuma certeza de que o que estava fazendo era o "certo" a única certeza era de que eu estava deixando para trás as pessoas mais importantes de minha vida depois de meus pais. Eu estava deixando todo um convívio do qual me acostumara, estava saindo da cidade como que fugido pois nem tinha terminado o 2º grau. Quando "N" apareceu em casa chorando ela não conseguiu dizer nada, mas também não precisava. Nos abraçamos, choramos (pois é, eu chorei) e naquele momento, naquele exato momento todas as energias e vozes ocultas me disseram FIQUE. Fique pois o que você está presenciando agora, neste momento, neste instante, é algo que você não vai encontrar lá fora, procure onde procurar, não encontrará. "N" nunca me tinha visto chorando e eu não queria tirar o rosto de seu ombro com vergonha. Eu tinha decido ficar, eu já estava preprarado para pegar minha mala, já estava até bolando o que dizer para meus pais. Mas o que me dava prazer era contar isto naquele momento para "N". Meu desejo no momento era Vê-la transbordando de alegria. Quando levantei o rosto, então nos vimos com olhos inchados e vermelhos, e rimos um do outro, ia falar quando ela me interrompeu: " Vim te desejar boa viagem, não agüentei ficar em casa, não era justo. temi que você me vendo infeliz desistisse desta viagem, e nada me daria mais tristeza que isto, você é uma pessoa maravilhosa e vai vencer que Deus te acompanhe pois eu já estou dentro de seu coração e você do meu" Olha vou ressaltar minha idade novamente, eu tinha 15 ANOS, nunca poderia compreender aquelas palavras naquele momento. "N" já devia ter uma cabeça de 40 ANOS. Mas para mim aquilo significava que o que eu queria não era o que ela queria. Me armei de meu orgulho idiota (de novo) e a beijei novamente e apenas disse: "Eu sei, tchau, ano que vem estou aqui com certeza, não vou te esquecer um so minuto" Então eu fui. Bem mais leve, na cabeça a certeza de que um dia nos veríamos novamente, a certeza de que as coisas sempre caminham para algo parecido como no cinema, mas me dei conta que quem manda no roteiro de nossas vidas somos nós mesmo, deveria ter dito que desejaria ficar, simplesmente por que era o que meu coração CLAMAVA. Hoje vejo que não existe o certo e o errado, depende de onde se Vê, por exemplo 14 anos depois deste ocorrido, parece que eu tomei uma decisão errada, talvêz daqui a 10 anos eu pense que foi a certa. Separados fisicamente, mas juntos no coração, passamos alguns anos sem nos corresponder, depois algum tempo correspondendo, alguns anos esquecendo as datas de aniversário um do outro, outros anos nos encontrávamos de vista, ela viveu em várias cidades e eu a acompanhava pelo que sabia por outros. Tivemos várias pessoas neste meio tempo (12 anos) e estas pessoas souberam de nós cada um contando sua história de vida. E nela nós estávamos (Como estou fazendo agora) Alguma vezes parecia que nossos destinos nunca mais iam se encontrar, mas o lance de sabermos que um ainda gostava do outro valia como acalento. Então meditei: "N" é uma mulher da pôrra, que bom que ela entrou em minha vida, nunca mais vou esquecê-la. Não me dei conta que já estava enterrando ela, já tinha colocado uma lápide nela onde estava escrito: "Esta mulher foi muito importante para mim, uma mulher da porra". Era confortante isto, olhando para trás nossa história já estava bem escrita ela merecia todos os louros. Em 1996 nossa história "reeiniciou" agora tínhamos outra cabeça, outras experiências, então entramos no caminho que nunca tínhamos trilhado, o momento era propício à isto, achamos que não tínhamos nada a perder, achamos que já nos conhecíamos, achamos que não nos machucaríamos, achamos que estávamos preparados, erramos em tudo. Nos amamos, e.....um de nós se apaixonou. Era o que não podia acontecer...Nossa amizade poderia não suportar isto. mas confiamos em nós mesmos......Nos desgastamos, sentimos raiva um do outro, quebramos alguns dogmas, nos ferimos, choramos novamente, trocamos enormes correspondências reafirmando o que sabiamos a muito tempo, nos reconstruímos através de escritos, no final ficamos um de cada lado, senti uma dor que ainda não tinha sentido: A sensação de ter perdido uma GRANDE AMIGA e ficado apenas com uma amiga...não chorei, mas saber que o que se supunha inabalável de repente se rachar...era doloroso. Mas desta vêz a distancia física ajudou a esquecer....Em 1998 eu estava indo a P.A. novamente, estava levando E e Al, ia cumprir uma passeio que meu pai tinha prometido (Meu pai convidou os meninos para vir a P.A., 2 meses depois ele faleceu). Eu, MAD , E e Al...Uma viagem inesquecível......Era uma semana antes da Copa de vela, a cidade estava vazia, era a PIOR semana para ter ido à P.A, todos perguntavam se íamos ficar para a copa de Vela, não iriamos, as mulheres so viriam semana próxima..Mas...fôda-se.....tava massa mesmo assim....Foi quando o destino tirou um sarro. Na praça da rua principal, passando centenas de pessoas...quem aparece..."N"...Nos olhamos e dissemos quase ao mesmo tempo: "O que é que você está fazendo aqui??????" desta vêz eu estava livre, mas ela estava de namorado. marcamos em um bar batemos um ótimo papo, e no dia seguinte nos encontrariamos para passear (Sem o namorado) Mas no dia seguinte nos desencontramos....E e A estavam torcendo para que eu ficasse com ela (Não pergunte sobre o namorado dela...). Então veio o destino, de uma forma forte. Estávamos aguardando MAD que tinha ido na casa de N, so que o puto nos deu um chá de cadeira de 2 horas, então resolvemos ir para o centro da cidade andando, estávamos no CPA, A viu o rio que corre por lá e queria admira-lo, entramos no mato e fomos bater foto do rio, quando saimos do mato (no exato momento) um carro buzina atrás de nós, era "N", tinha me procurado por todos os cantos. Até a casa da tia de MAD ela achou, tinha so meia hora com a gente pois seu ônibus já ia embora, mas enfim conversamos (No bar visual) sorrimos, relembramos....ela foi pegar o ônibus. Fiquei na mesa..olhando para os meninos...até eles sacarem: "Vai lá pôrra, vai se despedir direito!" Corri, no caminho muita coisa passava na minha cabeça, como o cenário era P A, me senti voltando no tempo, as ruas lá não mudaram. Desta vêz eu que estava correndo para vê-la em uma rodoviária, então a vi, estávamos sorrindo, nos abraçamos, não choramos, mas disse a ela que precisava vir.....as coisas tinham se mostrado inalteradas. Em 2000 eu estava solteiro, ela....noiva mas não estou dizendo que estava afim dela, mas desejava vê-la. Peguei ônibus, subi em carroceria de caminhoneta, levei mijo de galinha, me perdi em piranhas, mas.....Fui vê-la. Na escola onde ela ensinava a observei de lonje, vêr o pessoal atento a ouvi-la me encheu de orgulho, estava feliz por ela pois ela fazia o que queria: lecionava. Toda a cidade a conhecia, mas ela não teve vergonha de andar comigo no carro para cima e para baixo, mesmo sendo noiva, isso me deixou mais comovido, no dia seguinte ela quebrou um tabu apenas para fazer a minha vontade: Andou pela BR para me mostrar o museu de lampião, me mostrou a usina de Xingó e batemos as fotos mais bonitas da minha viagem. Eu esperava ser bem recebido, mas não tão bem daquela forma. O único pedido dela era que eu ficasse apenas mais um dia, e eu neguei, tinha que voltar....fui embora sem palavras para agradecer. Ela pediu que eu escrevesse...não escrevi.....Não mantive contato, não sabia o que sentir....pela primeira vez em minha vida, não estava entendendo as coisas...me sentia mal........Veio o convite para o casamento dela, era em campina Grande, apenas 4 horas de viagem, ela me convidou, ofereceu sua casa para que eu ficasse, a mãe dela insistiu...Mas eu não fui.....Eu não queria.....E até agora ainda não nos falamos, nem nos escrevemos..........
Você deve estar pensando: Pôrra, mas o que é que isso tem a ver? porque contar tudo isto?
Bem primeiro porque sou prolixo, não sei dizer nada sem falar muito, aumentando as chances que a pessoa não entenda nada. Mas agora posso dizer o que acho que EU ACHO que é um amigo.
Não dá para distingui-los das outras pessoas...Essa é minha opnião...
"N" viu muitas luas passarem junto de mim, mas também passou várias luas distantes de mim, Não sabia que ela ia cruzar meu caminho pois a decisão de me esconder no tanque de cimento da casa dela foi por causa de Juninho, que já tinha pego o esconderijo da casa de Dona Esmerita (atrás da venda de confeitos) e isso foi questão de 2 segundos pois foi esse o tempo que ele chegou antes de mim na corrida. "N", não sabia o que me fazia feliz, com o tempo foi acertando algumas coisas, mas na maioria das vezes errava, alguma vezes mentia, algumas para tirar sarro, outras porque achava que era o certo, tinha ciúmes, e como e eu; e fazia cena por isso. Colocou muitos sorrisos em minha face, mas quando me fêz chorar....foi inesquecível. Houve um tempo em que achamos que seríamos eternos no coração de cada um...e em outros anos achávamos que estávamos errados....Anos.......AHÁ! Creio que seja isto que defina um amigo, ou pelo menos o diferencie dos demais (A cada modo) "Time will tell" como diria Bob Marley..."O tempo dirá" Pode ser que um amigo de um dia, um mês, um ano..Seja alguém que você nunca se esqueça jamais...Mas você dificilmente consegue viver o jamais...O tempo é quem vai construir este jamais, é quem vai firmar o que se pensou naquele momento. Por mais certeza que você tenha em um determinado momento, o tempo terá que fincar as bases disto. Por mais que uma pessoa tenha te salvado a vida você so terá certeza de que não esquecerá ela quando o tempo agir, pois ele decanta o coração, este é movido de paixão e ardor, fácil de ludibriar o escroto do cérebro.....O tempo sedimentiza, afirma, prova (mesmo que não seja preciso). Amigos não são apenas os que te fazem sorrir, não são os que marcam teu coração, não são os que fazem algo único, não são apenas os que te mostram coisas que você não supunha, são aqueles que conseguem vencer o TEMPO pois todo o resto podem ser feito por pessoas "comuns" que podem um dia se tornarem "amigos" Posso estar errado, mas o que vale é que Não me importo de estar errado pois estou falando o que sinto. O Jamais não está escrito à toa. É jamais de para SEMPRE mesmo. Porque SEMPRE? Porque fazemos parte de um ciclo. Neste ciclo levamos uma essência. Continuamos tudo em uma outra vida e aposto que os verdadeiros amigos se juntarão à nós, não so para terminar assuntos pendentes (Isso mais parece lance de pagar dívida) eles vão estar lá porque fizeram por merecê-lo, ou porque uma vida so é pouco para o tamanho do sentimento. Não é megalomania, é apenas minha opinião. Opinião de um Leonino....Você deve entender.
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OBS1 - Escolhi falar de "N" porque ela preenchia mais o que eu desejava transmitir, tendo em vista que é de outro sexo. E porque como falava do tempo, ninguém melhor que a primeira pessoa que considerei como amiga.
OBS2 - Fiz um resumo meio atemporal, mas nas entrelinhas pode se localizar o que eu queria dizer.
OBS3 - Feliz dia do amigo ESCROTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Ok, aqui finda minha mensagem a "vocês" ao contrário do que você pensa Baiano eu nao proclamo em vão. os que tem ouvidos estão por ai. Os que não ouviram foi por não desejou ouvir "Eles estão surdos". Vou continuar blogando, vou apenas dar um tempinho (ou não).
1918 A epidemia da gripe espanhola matou entre 25 e 35 milhões de pessoas em todo o mundo.
1914 Londres exibiu o primeiro filme produzido inteiramente em cores O Mundo, a Carne e o Demônio, dirigido por Martin Thornton.
1986 Garota de Ipanema, de Nara Leão em parceria com compositor e violonista Roberto Menescal, foi o primeiro disco em formato CD lançado no Brasil.
FRASES DO DIA
"As pessoas ligam a televisão quando querem desligar o cérebro."
Steve Jobs
"A melhor coisa da televisão é o botão de desligar."
Stanislaw Ponte Preta
"A televisão nunca será séria concorrente do rádio porque as pessoas precisam sentar e fixar seus olhos na tela. A família americana não tem tempo para isso."
Jornal The NewYork Times, em 1939
"Televisão é uma espécie de chicletes para os olhos."
Antonio Maria
TEXTOS DO DIA
O livro dos Abraços de Eduardo Galeano:
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava no outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
- Me ajuda a olhar!
Eu sempre vou admirar os bons escritores, fico boquiaberto com a sutileza, a facilidade no tratar das palavras e como eles acham facilmente os atalhos do coração. Eu convido a todos a escreverem em algum tempo. Não importa o assunto, apenas peguem um lapiz e coloquem o que vier à mente no papel, vai haver um prazer próprio em cada coisa que no papel aparecer pois creio que escrever é doar a quem vai lêr.
Por Carlos Drummond de Andrade:
A Mudança - do livro Contos Plausíveis (ed. Record)
O homem voltou à terra natal e achou tudo muito mudado. Até a igreja mudara de lugar. Os moradores pareciam ter trocado de nacionalidade, falavam língua incompreensível. O clima também era diferente.
A custo, depois de percorrer avenidas estranhas, que se perdiam no horizonte, topou com um cachorro que também vagava, inquieto, em busca de alguma coisa. Era um velhíssimo animal sem trato, que parou à sua frente.
Os dois se reconheceram: o cão Piloto e seu dono. Ao deixar a cidade, o homem abandonara Piloto, dizendo que voltaria em breve, e nunca mais voltou. O animal inconformado procurava-o por toda a parte. E conservava uma identidade que talvez só os cães consigam manter, na Terra mutante.
Piloto farejou longamente o homem, sem abanar o rabo. O homem não se animou a acariciá-lo. Depois, o cão virou as costas e saiu sem destino. O homem pensou em chamá-lo, mas desistiu. Afinal, reconheceu que ele próprio tinha mudado, ou que talvez só ele mudara, e a cidade era a mesma, vista por olhos que tinham esquecido a arte de ver.
O MUNDO E SEUS DIAS
Enfim E.U.A tomam controle de boa parte de Bagda (VEJA AQUI). Fico pensando: Como o governo do Bush se preocupa com os infelizes iraquianos, já imaginou? Ir lá para a casa do... para desbancar um ditador sanguinário. Não é ninguém que tem essa boa vontade não. Bem, li que os E.U.A possuem 5% da população mundial. 5% este que consomem por 30%, refletindo no setor de energia. E sabem quanto os E.U.A produzem do petróleo que consomem? 2% !!!!. Claro que é muita coincidencia o Iraque ser o segundo maior produtor de petróleo no mundo. Não se passa por cima da ONU por excesso de bondade.
Não acreditam em passagem para o CÉU? Compre a sua AQUI
IMAGEM DO DIA
É dito que o estado natural do homem é ser bom. Não é difícil de acreditar
pois some o número de pessoas boas ao seu redor, e depois veja as que
voce considera ruins, viu? Temos a imperfeicao de darmos mais atencao
às noticias ruins e às calamidades em geral. Porque? Nao sei algum
sociologo que me ajude.
O DIA
Ontem eu detonei os ovos de Páscoa não foi? Não, não estou arrependido, ainda os odeio. O lance é que hoje é aniversário da empresa onde trabalho e sabe o presente que ela enviou? Uma caixa de chocolate, se fossem ovos.....Adicionando à lista de coisas que me deixam PUTO vem o lance de ligação por engano (sem ser trote). E sabe o que aconteceu? O telefone que instalaram lá no apê era um número da VARIGLOG. Sabe o que é o tel. tocar às 07:00 (Eu durmo às 03:00) e uma voz perguntar: "É da Variglog?". Isso repetidamente durante toda esta semana....Já liguei para a TELEMAR trocentas vezes, e se for para trocar o número.. ai de mim pois nunca decoro eles, o do último endereço que fiquei levei um ano para decorar, decorei mês passado, ai me mudei...Hoje baixou no apê um velho conhecido meu, vamos chama-lo de Fly pois ele disse que vai visitar o BLOG. Algum papo para colocar as coisas em dia e logo ele já programa o final de semana (Cinema, exposição no castelo do Brennand, acho que até os antigos churrascos Low production a base de tijolo e grelha pode ser arquitetado. Vou começar minha busca nas livrarias pelo livro O apanhador no campo de centeio, já ouvi falar muito dele, mas nunca o vi. Recebi a foto que o baiano mandou, mas farei Dowload em casa. Baiano, a mensagem além de BEM recebida foi processada. Agradeço não apenas pela foto (Que é raro juntar aquela trupe) mas pela sua compreensão. Amanhã coloco ela no BLOG. OBS - deixe de frescura e continue aparecendo por aqui.
1994 Kurt Cobain, líder da banda americana Nirvana, cometeu suicídio aos 27 anos.
2001 A Funai fez o primeiro contato com uma tribo indígena, até então desconhecida, da Amazônia. Pelo menos 30 índios vivem sob o domínio de outra tribo maior.
FRASES DO DIA
"A ignorância é uma espécie de bênção; se você não sabe, não existe dor."
John Lennon
"A marca de sua ignorância é a profundidade da sua crença na injustiça e na tragédia. O que a lagarta chama de fim de mundo, o mestre chama de borboleta."
Richard Bach
O MUNDO E SEUS DIAS
E voces reclamam de alguns machistas? Dá uma olhada nesta noticia! CLIQUE AQUI
No rastro da pneumonia asiática, desconfiam das baratas. CLIQUE AQUI
FOTO DO DIA
Quem não deve não teme.
Mas com essa placa....fica difícil.
O DIA
Vou estudar sobre algumas de minhas manias, vou começar pelas mais simples, o ódio gratuito que tenho por pessoas que nem me interesso, nem tenho convivio e nem sei de onde veio o lance de nao ir com a cara a citar: Oswaldo Montenegro (esse encabeça a lista) Hebe camargo, Gugu Liberato, Faustão e uma atriz de novela que não sei qual é o nome mas so faz papel de puritana. E ai vem as coisas que eu odeio. São muitas mas tem uma que invadi todos os supermercados: os OVOS DE PÁSCOA. Eu odeio os malditos ovos de pascoa, passar por aqueles túneis repletos de ovos por todos os lados e as promotoras (Embora bonitas) vem mostrar os novos modelos dos malditos ovos de chocolate AHHH! Eu fico puto por nada! Tem cabimento Coelho botar ovo. E por tudo no mundo o que tem a ver a Páscoa com chocolate????? Tá, tá eu sei que é lance de capitalismo, comércio etc...Mas odeio Óvos de Páscoa. E eles numeram os óvos, já vi um tamanho 32, ninguem consegue comer tanto chocolate assim, tudo bem que guarde na geladeira para devorar por dias mas precisa de tanto? E se a pessoa que desejar receber óvos de mim, vai receber barras de chocolate, mas OVO não! Depois coloco outras coisas que me deixam puto.
1906 O monte Vesúvio, na Itália, entrou em erupção e arrasou a cidade de Ottaiano. Na cidade de Nápoles, que também foi atingida, 100 pessoas morreram.
1943 O cientista Albert Hofman, de um laboratório suíço, produziu o ácido lisérgico, o LSD.
FRASES DO DIA
"Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação."
Charles Chaplin
"Se meu filme fizer alguém se sentir infeliz, eu terei feito meu trabalho."
Woody Allen
IMAGEM DO DIA
O DIA
Rapaz....Agora sei como me encontraram. No dia que coloquei aquelas fotos da mulher suspensa por anzois houve 365 acessos ao BLOG. Foi o maior n[umero de acessos por dia que este BLOG já teve, infelizmente tive que retirar as imagens, afinal eu estava usando de outro site sem autorização, mas eu mesmo vou me suspender com anzois de piaba e bater umas fotos.
Hoje eu almoçei com a Fabiana no Shopping Recife, foi um almoço regado a colocar os assuntos em dia. Gostei de revê-la, em aparencia ela está esbanjando alegria, de quebra ainda vi umas fotos da Mana e a filha dela que ainda nem conhecia. Novidade para mim foi ela se enveredar pelo caminho dos destilados, poucas coisas vão me impressionar de agora por diante. Mas ela continua apreciando os vinhos. Foi uma boa saida de rotina com certeza. Bem mas uma aparição no Shopping Recife sem ser visto, é difícil, dai me encontrei com o Mário, a Renata do Jung e até a Renata da CTM, se não estivesse voltando convidava ela para tomar uma. Afinal, hoje na empresa não vai rolar o anti-drogas nem o bafômetro. rever pessoas da Bahia vai ser sempre um enorme prazer para mim e sou grato por algumas delas estarem próximas.
O dia de trabalho foi O SACO, não sou químico, mas parece que sim. ISOPP, Stard MIX, cheiro de Aditivo, proveta, pipeta, densimetro AHHH!!!! Chiavenato seu pôrra, no seu livro de administração não fala nada sobre esta pluriculturalidade!
1830 Joseph Smith fundou a Igreja de Cristo, depois renomeada para Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Seus seguidores são chamados mórmons.
1895 O escritor Oscar Wilde foi preso por homossexualismo. Ele foi condenado a dois anos de trabalhos forçados.
1909 O americano Robert Edwin Peary tornou-se o primeiro homem a chegar ao Pólo Norte, depois de 36 dias de viagem.
1917 Os Estados Unidos declararam guerra à Alemanha.
1971 O compositor russo Igor Stravinski morreu aos 88 anos.
1987 O deputado Ulysses Guimarães foi eleito presidente do PMDB pela 8ª vez consecutiva.
FRASES DO DIA
"A arte não reproduz o que vemos. Ela nos faz ver."
Paul Klee
"Pintar é profissão de cego. Ele não pinta o que vê, mas o que sente."
Pablo Picasso
"Revelar a arte e ocultar o artista é o objetivo da arte."
Oscar Wilde
IMAGEM DO DIA
Sempre gostei de guardar os momentos. Ganhei minha primeira
camera fotográfica com oito anos. Mas muitas vezes ela nao
estava comigo, dai comecei a desenhar as cenas do colégio, de
casa, da rua. Foram centenas de desenhos que resumiam, em
parte meu cotidiano. Depois de várias mudanças de residencia,
estado etc. Perdi muita coisa. Eis que acho alguns deles, devido
tambem a mudança. O desenho acima é do colegio secundariasta
que estudei. Me lembro que sou eu sentado, com certeza um
momento de reflexão.
O DIA De repente, não mais que de repente sou pego de surpresa por dores em todo o corpo, fraquesa sonolência. Teria sido a virose que está dando por estas bandas? Foi uma noite terrível, regada a chá de Boldo, Benegripe e comprimidos mil para aliviar a terríivel sensação. Sem falar nos pesadelos que se sucederam. Acordei, Sol perfeito, dia bonito e minhas costas numa dor insuportável, meu irmão fez massagem, Dignissima passou Gelol..mas nada adiantava. Fui para farmacia me "quimicar" Liguei para a tia e ela me receitou um tal de Miolex, falei que o problema ainda não eram os miolos, ela riu e acabei comprando. dez minutos depois a dor tinha ido embora. É polêmico mas viva a química, viva às drogarias! Viva a tudo que me livrou daquela dor. Mesmo assim vou agendar um clínico geral. Invasão na casa hoje, Cunhadas, primas de cunhadas, brizinho me batendo com uma espada de isopor e eu sem poder tomar as long Neck da geladeira. Viva ao domingo.
ACONTECIMENTOS NESTE DIA 1900 O príncipe de Galles, Eduardo VII, escapou de um atentado na estação de trem de Bruxelas. O autor queria se vingar das mortes provocadas por britânicos no sul da África.
1923 Lord Carnarvon, arqueólogo que descobriu a tumba do faraó egípcio Tutancamon, morreu de uma doença até então desconhecida, chamada apenas de 'a maldição de Tutancamom'
1971 O vulcão italiano Etna, localizado na Sicília, entrou em erupção 20 anos depois da sua última manifestação.
FRASES DO DIA
"A ambição é o último recurso do fracassado."
Oscar Wilde
"Já que você tem que pensar de qualquer forma, pense grande."
Donald Trump
"O fim da ambição é como o horizonte: recua à medida que avançamos."
Pierre Edme Beauchêne
TEXTO DO DIA
Você Aprende...
"Depois de algum tempo
você aprende a diferença,
a sutil diferença entre dar a mão
e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar
não significa apoiar-se,
e que companhia
nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos
não são contratos
e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas
com a cabeça erguida e olhos adiante,
com a graça de um adulto
e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir
todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno do amanhã
é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume
de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende
que o sol queima
se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa
o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente
não se importam...
E aceita que não importa
quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando
e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar
dores emocionais.
Descobre que leva-se anos
para construir confiança
e apenas segundos para destruí-la,
e que você pode fazer coisas
em um instante, das quais
se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades
continuam a crescer
mesmo a longas distâncias.
E o que importa
não é o que você tem na vida,
mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família
que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo e você
podem fazer qualquer coisa, ou nada,
e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você
mais se importa na vida
são tomadas de você muito depressa
por isso,
sempre devemos deixar as pessoas que amamos
com palavras amorosas,
pode ser a última vez que a vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes
têm influência sobre nós,
mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender
que não deve se comparar com os outros,
mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo
para se tornar a pessoa que quer ser,
e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou,
mas onde está indo,
mas se você não sabe para onde está indo,
qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos
ou eles o controlarão,
e que ser flexível não significa ser fraco
ou não ter personalidade, pois não importa
quão delicada e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas
que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as consequências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes, a pessoa
que você espera que o chute quando você cai,
é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver
com os tipos de experiência que se teve
e o que você aprendeu com elas,
do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você
do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança
que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes
e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva
tem o direito de estar com raiva,
mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama
do jeito que você quer que ame,
não significa que esse alguém não o ama
com tudo o que pode,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem
como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente
ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender
a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade
com que julga,
você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços
seu coração foi partido,
o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo
não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,
ao invés de esperar
que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte,
e que pode ir muito mais longe
depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor
e que você tem valor diante da vida ! "
William Shakespeare
FOTO DO DIA Por motivos de lances maior a fota já era.
Pois muito da realidade que se mostra aos nossos olhos
depende de nosso interior para deixa-la bela.
O DIA
Pela manhã após ir a padaria, olhando para os dois lados desta vez, abri as janelas do meu quarto para ver o movimento da rua, quando olho para baixo e vejo meu sobrinho (Brizinho) conversando (ele tem 2 anos) com a Sra Eline, moradora do 201. Ele está dizendo que quem mora neste apartamento é o tio dele"informa Dnª Eline. Eu respondo com um sorriso. É incrivel a comunicação que as crianças passam, mesmo caladas as vezes somente rindo, eu vejo nelas um pedaço de nós, não somente a continuação da família, mas também um poço de esperanças, de nossas ideias e novos caminhos. Do outro lado do prédio o pai dele "tentava"tirar algum som do berimbau de viola, com algum sucesso. Harmonia novamente.
Fui no prédio onde morei para pagar o condomínio, na volta encontrei o Fred, corretor do meu antigo apê, voz torpe, olhar de quinta cerveja aos abraços me comprimentou. Na sua face vi aquele olhar de "Tô fazendo minha terapia" dessas que você vai para um barzinho qualquer de beira de estrada e sorve a gelada pensando em tudo menos nas coisas reais que te aguardam quando chega em casa. Nunca usei barzinho para isto, mas compreendo.
1968 O líder negro Martin Luther King foi assassinado no Tennessee, nos Estados Unidos. Ele tinha 39 anos.
1991 Um acidente com asa delta no Japão matou Pepê, único brasileiro campeão mundial de vôo livre. Ele tinha 33 anos e foi um dos introdutores do esporte no Brasil.
2003 Baile de formatura da minha amiga Fatinha. So não vai que é besta. Tipo, eu.
FRASES DO DIA
"Eu era incrivelmente inteligente, então os homens disseram que eu era louca."
Marguerite Duras
"O cérebro é como um pára-quedas. Só funciona quando está aberto."
James Dewar
"Tudo nos leva a crer que existe um certo ponto da inteligência no qual vida e morte, o real e o imaginário, o passado e o futuro, deixam de ser percebidos como opostos."
André Breton
FOTO DO DIA Por motivos de força maior a foto já era.
Lá estou eu dando uma busca pela WEB em métodos de relaxamento e tal, me deparo com a Kassia informando que a "suspenção é ótima para quem quer relaxar, se encontrar, ficar de paz com o universo. Também depois de um ranca rabo deste eu fico de paz até demais. Já vi que tem muita gente afim da penduração, ficar relax e tal. Então então entra AQUI para ficar por dentro da suspenção caseira.
TEXTO DO DIA
"Um outro detalhe importante antes de deixar a cama de manhã é abrir apenas um olho e com ele rondar todo o ambiente, cada detalhezinho. Se algum móvel estiver num lugar esquisito, feche este olho e mantenha-o fechado. Isto acontece porque você acordou antes do previsto. Durante a noite, e às vezes até quase de manhãzinha, os objetos inanimados precisam se exercitar. Por exemplo: a escrivaninha caminha até o banheiro, o abajur rola até a cozinha. Eles dão uma voltinha. Sabe-se que isto acontece, mas mesmo assim, não é saudável olhar - pode provocar pesadelos.
A terceira coisa é que algumas vezes, dependendo de como está o alinhamento das estrelas, passagens para dimensões ocultas são abertas. Isto é facilmente explicado pela física. E se você sentir vontade de ir ao banheiro e a porta estiver fechada, é melhor voltar para sua cama, pois há chance de você acabar num lugar de onde nunca mais conseguirá voltar. Minha irmã Virgínia consegue explicar estas coisas muito melhor do que eu. Foi com ela que aprendi esses e outros mistérios. Virgínia já está no colegial e me ajuda a decifrar enigmas que poderei aplicar no meu futuro. Ela dorme no quarto ao lado e eu sei que enquanto ela estiver ali, eu estarei segura. Ela ouve meus gritos à noite e vem ao meu socorro.
Ela me protege; decorou as paredes do meu quarto com cartazes de filmes. Em cima da minha cama tenho um ET com o dedo aceso. À minha direita está um homem mascarado segurando uma serra elétrica. Virgínia diz que quando chegar a hora certa eu saberei seu nome. À minha esquerda tenho a Nicole Kidman que normalmente não me causa medo, mas neste cartaz ela está com uma cara de quem viu alguma coisa. Estes três: a Nicole, ET e o homem da máscara, funcionam como amuletos para as assombrações que visitam meu quarto enquanto eu estou dormindo. Eles vivem numa mesma dimensão e contanto que eu tome as devidas precauções, serei poupada."
By Virginia Ingriv
O DIA Mais uma vez preso pelos afazeres, mas..Que fazer? Hoje é uma data especial porque a fatinha vai cutir seu baile de formatura. Ela é uma grande amiga minha, nos conhecemos a muito tempo atrás, embora dificilmente ela fizesse parte da minha roda de "saídas" sempre esteve presente nas minhas passagens. Vez ou outra batemos um bom papo cabeça, trocamos conhecimentos e sentimentos. Mas ultimamente se tornaram muitos esparsos. Ela é do tipo de garota que emite tranquilidade e harmonia, não apenas na face, mas no modo de falar e ser. E tudo isto me deixa mais puto ainda de não poder ir no seu baile pois seria um momento descontraido onde outros loucos estariam presentes e poderiamos todos danças, beber e falar para o vento. Mas ficarei aqui no meu reduto, na minha reclusão do mundo com apenas o som do Mar ao longe e a mais pura solidão. Meditando sobre o que podia e não foi. Um beijo enorme Fatinha. Ainda pretendo te ver por aqui. (Ela está indo morar no Rio de janeiro mês que vem).
1922 O Comitê Central da Rússia indicou o general Josef Stalin para o cargo de secretário-geral do Partido Comunista.
1933 O bimotor Westland Wallace, pilotado por dois ingleses, foi o primeiro avião a sobrevoar o monte Everest, no Nepal.
1950 Um show de frei José Mojica transmitido em circuito fechado, para aparelhos instalados no saguão da empresa de telecomunicações Diários Associados, marcou a pré-estréia da TV no Brasil.
2003 O Louco foi atropelado.
Bem, eu não me lembro se a foto que tava aqui era do Lost Art, mas na dúvida...Já era.
Embaixo de cada sensação há um prazer fincado.
FRASES DO DIA:
"Não existe nada de completamente errado no mundo, mesmo um relógio parado, consegue estar certo duas vezes por dia." Paulo Coelho
"Volto atrás, sim. Com o erro não há compromisso."
Juscelino Kubitschek
Foto do dia: Teve um tempo, faz tempo, que não
tínhamos a mínima noção de sociabilidade.
"Onde é mesmo a festa de 15 anos?"
TEXTO DO DIA
"Cheiro calcinha sim! É so me dar que eu cheiro! Não me vem com este conceito provinciano de que tudo tem que ser bom aos olhos e ouvidos de quem vê e ouve. Roubo, roubo sim, so não vou matar. E se você tivesse o que queima em meu peito, faria pior. Arrebentaria sua mão em pontas de facas, trairia suas mais sólidas honrarias para sentir o hálito dela, a boca entre-aberta, aqueles olhos serrados e aquela face se mostrando em um sorriso que parece não querer se fazer ser. Safado? Ora pois! Sou sim, com S maiúsculo. Ah, se esse fosse o meu problema: Assumir aquilo que sou e gosto de ser. Não entende que não tem nada a ver com "outros"? Não vou me moldar aquilo que eles vão gostar de ver, dai eu perco tempo . E não tenho este tempo todo porque Deus não coloca aquilo na terra pra ficar vagando sem sentido, ela está lá por algum e se este sentido não for eu, vou fazer de tudo para que o seja. Ora já perdi o apetite, joga essa merda fora, você me deixa deprê."
Texto de " A festa" um projeto que virá depois de Algarobeira.
O DIA: Nada demais...
Um dia levantando com o pé esquerdo denota azar. E um dia sendo atropelado por uma bicicleta? Pois é lá vou eu para a padaria em frente do prédio em que moro, um enorme percurso de sete metros, é so cruzar uma avenida de mão única, estou eu olhando o movimento de carros no sentido contrário, resolvo atravessar e PAF, a pôrra de uma bicicleta, na contra-mão, me pega. Bem na minha cabeça. Eu não cheguei a cair, mas a gordinha loira se estrebuchou toda o legal é o silêncio que se seguiu. Será que ela estava em dúvida se era ela que tinha que pedir desculpas? Enfim pediu e saiu para colocar a corrente da bicicleta no lugar e eu com sentimento de culpa: "Pô, foi mal". Mas como sou da geração de Polyana Moça (O livro) devo pensar: que bom que não foi um caminhão.
De tanto abrir caixas onde poeira e história se defrontavam, acabei por aumentar meu níveo de saudosismo. Mas diante os fatos quero vagar bem longe, ver onde alcança minha fuga. Pois é fuga, pois quero me lembrar dos momentos mais remotos onde me senti feliz. E nesta viagem vou procurar omitir nomes. Para tal; o que vem a ser a famosa felicidade? So me vem na cabeça o riso. Afinal onde este ato está mais presente. A Igreja acima fica em P.A. Chama-se São Francisco. Muitas gincanas já aconteceram por lá, muitas promessas de namoro, muitas brincadeiras, em alguns cantos de seus jardins dá para ver a fazenda onde morei. Foi nesta igreja que meu pai foi velado e outras tantas missas de alcunha triste se deram entre suas paredes.
Houve uma manhã que foi especial, voltando de festas e mais festas paramos o carro ao seu lado, eram seis da manhã. Leve chuva caia. O cansaço ajudou no silêncio. Aquele dia amanhecendo ainda parecia pedir a ausência de todo e qualquer som, mesmo assim o do carro o quebrava, mas era com a intenção de se fazer presente como som de fundo. Jesus and mary Chain. Foi quando bati a foto acima. Naquele silêncio o mundo me mostrou harmonia, bem depois vim perceber que tal harmonia brotava de mim mesmo e ainda exausto senti energia para fazer tudo de novo que fiz horas atrás, sentia que indo dormir estava perdendo tempo. Eu estava feliz. E percebi que a felicidade era à vontade de viver e o temor de não aproveitar qualquer ínfimo segundo do dia. E fazer com que se transformem e horas, dias, semanas.
Felicidade é momento. Ela so se eterniza dentro de nós, quando buscamos seu encanto, geralmente disfarçado em momentos como o acima citado. Pois é dentro de nós é que ela se eterniza. Todos têm um momento como este, que são lembrados de vez em quando. Hoje eu acho que precisava lembrar deste momento. Isso me liga no lance de que tenho que viver novos momentos assim.
"Ah, se o mundo fosse assim...Ah, se todas as celas fossem cheias,
que o riso fosse a tinta em todas as penas e que riscassem com a
insanidade natural daqueles que nunca escrevem os porquês da vida.
Uma linda mulher, os prazeres mais táteis, um lago parado um pôr do
Sol em cores quentes, de aquarela para Óleo. Não se busca
um sentido para as coisas, pois dai perde-se tempo. Tempo de vivê-las.
Lamentam-se os que não honraram o que fizerem, estes choram por uma
segunda chance. Os outros não tem tempo para isto, acumulam em seu
corpo espinhos e chagas, que marcam os fatos e os atentam para os
próximos, mas nunca os intimidam. Morrer? Não, não tenho tempo..."
Quanto à mudança tudo correu bem. Isso não quer dizer que foi moleza, mas me orgulho da organização. Nada quebrou na mudança e achei muita coisa perdida. Mas o principal foi uns escritos feito pelo meu Pai em 1976. São poemas, trechos de alguns livros que ele admirava e, é claro, muito repente. Tudo batido a máquina de datilografar. O Papel está amarelado, mas as ideias ah, Branquíssimas. Um verdadeiro tesouro que aos poucos vou repassar aqui. O domingo foi para organizar o mundo de caixas que estava espalhado pela nova moradia, coloquei nome em tudo, mas não adianta, em algum momento você se enrola para organizar. Jantamos todos juntos, segurando prato na mão, sentado no chão ouvindo o único CD encontrado até o momento (Graças a Deus era meu). Me